Fúria de Bravos - justiça e decência
Opinião
» 2015-09-04
» Jorge Carreira Maia
"A fúria dos bravos, a que vinha até mim nessas pequenas colecções, não era mais do que o desejo ardente de um mundo justo e decente."
Aquilo que chamamos o nosso pensamento tem raízes em lugares que, muitas vezes, nem suspeitamos. É preciso um acaso ou um longo trabalho de arqueologia para percebermos como certas ideias sobre o mundo se formaram em nós. Já aqui falei de duas (a Cow-Boy e a 6 Balas) de quatro colecções da Agência Portuguesa de Revistas que me ajudaram a passar muitas tardes no calor insuportável de Torres Novas.
Hoje faço referência à Fúria de Bravos. Como as anteriores, esta colecção era composta por pequenos livros (8,5 cm x 12,5 cm) de 64 páginas, com texto corrido e apenas seis gravuras. Não se distinguia, tanto quanto me lembro, em nada das anteriores. Esta diferenciação de colecções não provinha de uma qualquer especialização temática. Respondia antes a uma estratégia editorial e de ocupação do mercado por parte da editora.
Se me perguntar onde se fundam, na minha visão do mundo, o meu interesse pela justiça (tanto a retributiva como a distributiva) e uma desconfiança, por vezes radical, perante os fortes e os poderosos deste mundo, posso invocar, sem erro, a educação católica recebida por via materna ou o respeito pelos desafortunados do mundo nascido do agnosticismo - ou ateísmo - paterno. Contudo, estas pequenas colecções, aparentemente tão inócuas do ponto de vista social e político, não deixaram de se impregnar no meu espírito ainda não saído da infância.
Invariavelmente, o herói confrontava-se com alguém poderoso que, aproveitando a fragilidade da lei, submetia uma comunidade aos seus interesses privados. Mais do que a retórica marxista da minha primeira juventude, é esta visão das aventuras do oeste que inflamou o meu espírito e o fez pender, decisivamente, para o lado dos fracos e dos derrotados da vida, daqueles que anseiam por uma justiça que, como sei hoje em dia, não é a deste mundo. A fúria dos bravos, a que vinha até mim nessas pequenas colecções, não era mais do que o desejo ardente de um mundo justo e decente.
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Fúria de Bravos - justiça e decência
Opinião
» 2015-09-04
» Jorge Carreira Maia
A fúria dos bravos, a que vinha até mim nessas pequenas colecções, não era mais do que o desejo ardente de um mundo justo e decente.
Aquilo que chamamos o nosso pensamento tem raízes em lugares que, muitas vezes, nem suspeitamos. É preciso um acaso ou um longo trabalho de arqueologia para percebermos como certas ideias sobre o mundo se formaram em nós. Já aqui falei de duas (a Cow-Boy e a 6 Balas) de quatro colecções da Agência Portuguesa de Revistas que me ajudaram a passar muitas tardes no calor insuportável de Torres Novas.
Hoje faço referência à Fúria de Bravos. Como as anteriores, esta colecção era composta por pequenos livros (8,5 cm x 12,5 cm) de 64 páginas, com texto corrido e apenas seis gravuras. Não se distinguia, tanto quanto me lembro, em nada das anteriores. Esta diferenciação de colecções não provinha de uma qualquer especialização temática. Respondia antes a uma estratégia editorial e de ocupação do mercado por parte da editora.
Se me perguntar onde se fundam, na minha visão do mundo, o meu interesse pela justiça (tanto a retributiva como a distributiva) e uma desconfiança, por vezes radical, perante os fortes e os poderosos deste mundo, posso invocar, sem erro, a educação católica recebida por via materna ou o respeito pelos desafortunados do mundo nascido do agnosticismo - ou ateísmo - paterno. Contudo, estas pequenas colecções, aparentemente tão inócuas do ponto de vista social e político, não deixaram de se impregnar no meu espírito ainda não saído da infância.
Invariavelmente, o herói confrontava-se com alguém poderoso que, aproveitando a fragilidade da lei, submetia uma comunidade aos seus interesses privados. Mais do que a retórica marxista da minha primeira juventude, é esta visão das aventuras do oeste que inflamou o meu espírito e o fez pender, decisivamente, para o lado dos fracos e dos derrotados da vida, daqueles que anseiam por uma justiça que, como sei hoje em dia, não é a deste mundo. A fúria dos bravos, a que vinha até mim nessas pequenas colecções, não era mais do que o desejo ardente de um mundo justo e decente.
É tempo de mudança
» 2026-07-07
» António Mário Santos
Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas. Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público. |
É só uma fase
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» Carlos Paiva
O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes. |
Mundial de Futebol e Tour de França
» 2026-07-07
» Jorge Carreira Maia
Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos. |
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
» 2026-06-23
É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro. |
Julgam-se donos disto tudo
» 2026-06-20
» António Gomes
A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa. É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde. |
Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança?
» 2026-06-20
» António Mário Santos
Tenho, no ano que corre, seguido com a maior atenção as sessões públicas, quer do executivo camarário, quer da Assembleia Municipal, algo que nunca fiz nas duas últimas décadas. A maioria absoluta do Partido Socialista, no município, criara uma mentalidade de arrogância autoritária, geradora, por um lado, dum distanciamento entre governantes e governados, e, por outro, na formação duma coorte de lambebotismo acéfalo, cujos interesses próprios ou familiares assentavam na oportunidade de emprego nos quadros do pessoal municipal, nas bem aventuranças de subsídios, na aprovação de projectos de obras nunca bem clarificados, em festas e publicidade a esmo, num despesismo rotineiro não fiscalizado, que deixava um rasto de dúvidas sobre a legalidade de muitos actos de gestão. |
CH4
» 2026-06-20
» Carlos Paiva
Podemos enumerar os argumentos que habitualmente nos escudam de uma análise crítica, como se a escala económica, dimensão de mercado, localização geográfica, justificassem decisões péssimas, essencialmente motivadas por falta de verticalidade. |
Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia
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» Jorge Carreira Maia
Há dias, deparei-me com um vídeo em espanhol sobre uma mudança irrevogável do Ocidente gerada por seis homens. O vídeo faz parte do conflito ideológico com o marxismo cultural. É um exemplo da linguagem que parte da direita e a extrema-direita usa na guerra cultural que desencadeou há anos. |
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia
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» Jorge Carreira Maia
A primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica Humanitas – toca em duas áreas fulcrais para a humanidade. A área da tecnologia e a área política. A Inteligência Artificial (IA) não é rejeitada pelo Vaticano. |
Minudências que consomem - carlos paiva
» 2026-06-07
» Carlos Paiva
A micro gestão, em inglês micromanagement, é um dos erros de gestão mais combatido nas estruturas empresariais. Caracterizada pela centralização de decisões, ausência de delegação de tarefas e responsabilidades, obsessão com detalhes e comunicação unilateral entre camadas hierárquicas. |
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» 2026-06-23
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» 2026-06-20
» Jorge Carreira Maia
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