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Memorial do Convento de N.ª Senhora do Loreto de Tancos

Opinião  »  2011-06-30  »  Jorge Cordeiro Simões

O livrinho de apenas 78 páginas veio-me ter ás mãos como um presente. Uma edição despretensiosa da Associação Histórico Cultural de V. N. da Barquinha de 1966 intitulado ”Uma jóia recuperada: O Memorial do Convento de N.ª Senhora do Loreto de Tancos (1572 a 1761)”. Consiste o livrinho no translado, com as devidas notas explicativas, de uma cópia de documentação do cartório do referido convento, cuidadosamente efectuada em 1760 por Frei José de Santo Eloi, de quem nada se sabe para além do que se deduz a partir do seu trabalho que ele justifica pelo facto de ter encontrado toda a documentação do convento num estado de avançada ruína, e por se ”condoer de que uma tal antiguidade estivesse a ponto de totalmente se abulir da ciência dos vindouros… me resolvi a tomar o trabalho de a tresladar e pôr em melhor forma e estado, sem faltar em nada á verdade que achei escrita, a qual exponho com a mesma frase antiga em que estava, sem acrescentar nem diminuir, nem sílabas nem letra”.

O livrinho actual é um trabalho da autoria de Júlio Manuel Pereira, de que já conhecíamos de dois escritos publicados na revista Nova Augusta reportando as investigações arqueológicas que levou a cabo na Quinta do Minhoto II – Riachos (Nova Augusta n.º 14) e na Fonte Santa II - Meia-Via (Nova Augusta n.º 13) para além dos dois romances que escreveu na sua mais recente fase de homem da cultura: ”O Segredo de José de Arimateia” e ” Pegadas Gravadas na Pedra, Palavras gravadas no Coração”.

Mas voltando ao livrinho que justifica este meu escrito, recomendo vivamente a sua atenta leitura a quem se interesse pela investigação histórica em geral e da nossa região em particular, no que se refere aos dois séculos a que aqueles registo se referem.

Escrito ao longo do tempo, por diversos frades, á medida que foram vivendo e registando com o maior detalhe os acontecimentos e pormenores considerados importantes para a vida do convento e para a sua história desde a sua fundação em 1572 até 1761 (?), quando o registo é abruptamente interrompido, por certo devido a motivo súbito e suficientemente grave, para não ter tido oportunidade de escrever qualquer explicação para a interrupção do seu meticuloso e muito meritório trabalho.

Permite este trabalho a leitura em todos os detalhes, das vicissitudes por que passou desde a sua fundação, construção, sucessivos melhoramentos, danos e alterações, aquele que foi um convento, local de recolhimento de frades capuchos na nossa região.

Entre muitos outros pormenores, saliento aqui o registo do modo como os ocupantes do convento viveram o terramoto de 1755, incluindo aquilo a que agora chamamos as suas réplicas, bem como os prejuízos e modo como este cataclismo afectou a vida no convento.

Estes e muitos outros pormenores relatados permitem uma visão muito real sobre as condições de vida da população da região, ao longo do período que abrange este registo.

O convento terá talvez sido destruído durante as invasões francesas, e se não totalmente então, tê-lo-á sido um pouco mais tarde, aquando e na sequência das lutas entre miguelistas e liberais e do triunfo destes.

Muito mais tarde, a construção do caminho-de-ferro afectou o que então restaria da área construída, separando a área da Igreja do que restava das restantes construções.

Do convento apenas restam hoje as paredes arruinadas da parte que foi a igreja situadas na margem direita do Tejo, junto do castelo de ”Almourol”, pobres ruínas que justificaram este pequeno mas intenso memorial.

 

 

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