• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Domingo, 17 Janeiro 2021    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
   Pesquisar...
Qua.
 15° / 10°
Céu nublado com chuva moderada
Ter.
 14° / 2°
Céu muito nublado com chuva fraca
Seg.
 14° / 1°
Céu limpo
Torres Novas
Hoje  15° / 1°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Resíduos urbanos - antónio gomes

Opinião  »  2021-01-10  »  António Gomes

"O sector dos resíduos tornou-se nos últimos anos um negócio muito rentável com os privados a entrarem com toda a força"

O sector dos resíduos sólidos urbanos esteve recentemente na agenda mediática devido à revolta das populações que vivem perto dos aterros onde são depositados, pois assistem à constante degradação da sua qualidade de vida.

Com efeito, entre 2015 e 2019, a importação de resíduos cresceu 1670%, de países da União Europeia e de fora da União. Ou seja, nos últimos anos Portugal tem servido de caixote do lixo da Europa. Se verificarmos o preço a pagar pela deposição em aterro, percebemos bem porque isso acontece: em Portugal paga-se 11.00 euros por tonelada e na UE o preço médio é de 80.00 euros.

O sector dos resíduos tornou-se nos últimos anos um negócio muito rentável com os privados a entrarem com toda a força, em Portugal sobretudo após a privatização da EGF levada a cabo pelo governo de Passos Coelho. A Mota Engil tornou-se numa empresa particularmente presente neste sector (também está presente no nosso concelho através da SUMA que faz a recolha de resíduos), mas também as cimenteiras mostram grande interesse na aquisição de resíduos para inceneração e queima.

Recentemente, o governo decidiu aumentar a taxa de gestão de resíduo (TGR) de 11 euros por tonelada para 22 euros, com o intuito de reduzir a deposição em aterro. É certo que a TGR é um instrumento para desincentivar a deposição de resíduos em aterro, mas este aumento também recai sobre as autarquias e algumas poderão ser tentadas a repercutir esse aumento na factura dos munícipes, o que seria desadequado porque contrário à boa prática da separação e injusto.

Portugal estava obrigado a reduzir em 2019 a produção de RSU em 10%  por habitante, relativamente a 2012, e o que aconteceu foi precisamente o contrario: passámos de 456 para 513Kg por habitante. Se não invertermos este caminho, o planeta não aguenta tanto lixo.

A TGR até pode aumentar, mas as autarquias, enquanto prestadoras de um serviço público essencial, têm que ficar de fora desse aumento ou ser ressarcidas na distribuição da verba que a taxa gera, com a condição de aplicarem esse dinheiro em sistemas sustentáveis de recolha de resíduos.

Todas as políticas têm de contribuir para o mesmo objectivo:  redução da produção de resíduos. E começa logo no consumo, quando trazemos para casa cartão e plástico que só acrescentam volume e resíduos à compra. Significa apostar na separação de resíduos e investir na recolha porta-a-porta, o sistema mais eficaz, e com provas dadas.

O município tem um papel fundamental e único na promoção das boas práticas e também em promover a boa gestão pública da RSTJ (antiga Resitejo), enquanto empresa intermunicipal.

A Assembleia Municipal de Torres Novas, recentemente, teve um primeiro debate sobre este tema. É preciso que continue e que exerça as suas funções de fiscalização, nomeadamente acompanhando a situação da empresa inter-municipal.

Está anunciado, para breve, o início da recolha porta-a-porta na freguesia de Riachos: faço votos para que seja bem sucedida e estendida a todo o concelho.

 

 

 

 

 Outras notícias - Opinião


O TGV, o Ribatejo e o futuro das regiões - joão carlos lopes »  2021-01-12  »  João Carlos Lopes

Foi paradigmático o facto de, aquando da confirmação (pela enésima vez) da intenção do Governo em avançar com o TGV Lisboa/Porto, as únicas críticas, reparos ou protestos de autarcas da região terem tido por base a habitual choraminga do “também queremos o comboio ao pé da porta”.
(ler mais...)


Peixoto - rui anastácio »  2021-01-10  »  Rui Anastácio

Há uns meses, em circunstâncias que não vêm ao caso, tive o prazer de privar com José Luís Peixoto e a sua mulher, Patrícia Pinto. Foram dias muito agradáveis em que fiquei a conhecer um pouco da pessoa que está por trás do escritor.
(ler mais...)


A Pilhagem - josé ricardo costa »  2021-01-10  »  José Ricardo Costa

Podemos dizer que um jogo de futebol sem público ou vida sem música é como um jardim sem flores. Não que um jardim sem flores deixe de ser um jardim. Acontece que, como no jogo de futebol, fica melhor se as tiver. Já se for uma sopa de feijão com couves que não tenha couves, a comparação com o jardim sem flores não funciona, pela singela razão de que uma sopa de feijão com couves que não tenha couves, sendo ainda sopa, sopa de feijão com couves não é de certeza.
(ler mais...)


DAR VOZ AO TRABALHO - josé mota pereira »  2021-01-10  »  José Mota Pereira

Entrados na terceira década do século XXI, o Mundo dos humanos permanece o lugar povoado das injustiças, da desigualdade e do domínio de uns sobre os outros. Não é a mudança dos calendários que nos muda a vida.
(ler mais...)


Uma visita à direita nacional - jorge carreira maia »  2021-01-10  »  Jorge Carreira Maia

A sondagem da Aximage, para o DN/JN/TSF, referente ao mês de Dezembro, dá ao CDS uns miseráveis 0,3%. Os partidos também morrem e o CDS está moribundo. Teve um importante papel na transição à democracia e, também, na vida democrática institucionalizada.
(ler mais...)


Coltur… Quoltur… Coultur… Hábito - carlos paiva »  2021-01-10  »  Carlos Paiva

A arte pode dividir-se em dois grandes grupos. A arte comercial e a arte não comercial. A não comercial, por se reger pela criatividade, originalidade, inovação, profundidade, talento e virtuosismo, acaba por ser a produtora de matéria-prima para a arte comercial, regida essa pelas leis de mercado.
(ler mais...)


Como serás tu, 2021? - anabela santos »  2021-01-10  »  AnabelaSantos

 

O nosso maior desejo era fechar a porta a 2020 e abrir, com toda a esperança, a janela a 2021. E assim foi. Com música, alegria, festarola e fogo de artifício, tudo com peso e medida, pois havia regras a cumprir.
(ler mais...)


2021: uma vida que afaste a morte - inês vidal »  2021-01-10  »  Inês Vidal

Finalmente 2021. Depois de um ano em que mais do que vivermos, fomos meros espectadores, fantoches num autêntico teatro de sombras, com passos e passeatas manipulados por entre margens e manobras de cordelinhos, chegámos a 2021. E chegámos, como em qualquer ano novo, com vontade de mudar, de fazer planos, resoluções que acabaremos por abandonar antes do Carnaval.
(ler mais...)


2020, um ano para esquecer? - jorge carreira maia »  2020-12-20  »  Jorge Carreira Maia

O ano de 2020 não foi fácil. A pandemia desestruturou os nossos hábitos e começou a desfazer a relação tradicional que tínhamos com a vida. Introduziu a incerteza nas decisões, o medo nos comportamentos, o afastamento entre pessoas.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2020-12-19  »  Inês Vidal Paul do Boquilobo - Inês Vidal
»  2021-01-12  »  João Carlos Lopes O TGV, o Ribatejo e o futuro das regiões - joão carlos lopes
»  2020-12-20  »  Jorge Carreira Maia 2020, um ano para esquecer? - jorge carreira maia
»  2021-01-10  »  Inês Vidal 2021: uma vida que afaste a morte - inês vidal
»  2021-01-10  »  Jorge Carreira Maia Uma visita à direita nacional - jorge carreira maia