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Empresa non grata

Opinião  »  2016-08-24  »  António Gomes

Não se pode continuar a empurrar com a barriga. Exige-se uma decisão rápida para o problema “fabrióleo”.
A decisão tem de ser equilibrada e justa.

Qual a decisão que respeita o equilíbrio e a justiça? Na minha opinião é a decisão pelo encerramento desta empresa.
Em primeiro lugar, devem os torrejanos, os meiavienses, os riachences, todas aquelas pessoas, que vivem ou se deslocam no sul do concelho, todos e todas aqueles e aquelas que nos visitam e são muitos milhares todos os dias, continuar a serem incomodadas com o resultado da atividade daquela fábrica, mesmo que algumas promessas de melhorias, venham a ser feitas? A decisão equilibrada é que não, não passa pela cabeça de ninguém que tudo vai ficar na mesma, já são muitos anos de sofrimento.

Devem os restaurantes, o comércio, os estabelecimentos de diversão, as empresas agrícolas, as escolas, que têm atividade nas imediações da Ribeira da Boa Água, ou do rio Almonda, continuar a ser vítimas da atividade de uma qualquer empresa que põe em causa toda uma economia? A decisão equilibrada é que não.

Deve a saúde pública, continuar a ser ameaçada pela atividade de uma qualquer empresa? A decisão equilibrada é que não, com a saúde não se brinca.
Deve o meio ambiente, o Paúl do Boquilobo - reserva da Biosfera, o rio Tejo que recebe tudo o que o Almonda lhe envia, continuarem a ser vítimas de uma qualquer empresa sem escrúpulos? A decisão equilibrada é que não.

Deve uma empresa continuar a fugir às normas e às leis deste País, desrespeitando tudo e todos? A decisão justa é que não, ninguém está acima da lei.
Pode uma empresa atuar fora da comunidade, criando um clima de ameaça e de medo? A decisão justa é não, ninguém pode agir à margem da justiça.
Pode alguém, ou alguma empresa impedir o desenvolvimento e o bem-estar de todo um concelho ou região? A decisão equilibrada e justa é não.
Uma decisão equilibrada e com justiça é o que esperam os torrejanos, neste final de Agosto.

 

 

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