• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Domingo, 17 Janeiro 2021    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
   Pesquisar...
Qua.
 15° / 10°
Céu nublado com chuva moderada
Ter.
 14° / 2°
Céu muito nublado com chuva fraca
Seg.
 14° / 1°
Céu limpo
Torres Novas
Hoje  15° / 1°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

O que nos diz o “Carreiro das Cobras” - antónio gomes

Opinião  »  2020-08-19  »  António Gomes

"A solução preconizada pelo Bloco vai contra a corrente: é pela preservação do espaço"

Em boa hora, o Bloco de Esquerda colocou o “Carreiro das Cobras” na agenda política local. O debate tem sido interessante e várias opções foram sendo conhecidas. É um bom exemplo para percebermos o que é que cada partido político ou visão política pretendem para Torres Novas, que futuro nos está reservado se o timoneiro for o partido A, B ou C.

A solução que está prevista para aquela zona passa pela sua transformação radical - uma rua larga com o respetivo alcatrão, uma rede divisória da rua para os terrenos adjacentes, portanto muita presença de carros com as consequências conhecidas, ruído, poluição visual e poluição do ar, insegurança para peões e ciclistas. Acresce a isto que as árvores centenárias, carvalhos e sobreiros ali existentes, correm sérios riscos de serem abatidas (espero que nunca). Ou seja, o que o PS e o PSD querem para aquele local é mais do mesmo, alcatrão e betão armado.

A solução preconizada pelo Bloco vai contra a corrente: é pela preservação do espaço, mantendo no essencial o existente - o caminho, as árvores e a envolvente, um caminho rural dentro da cidade para a valorizar.

Estas são diferentes visões para o “Carreiro das Cobras”, mas são extensivas a todo o concelho, são elucidativas do que é que os torrejanos e torrejanas podem esperar, dos diferentes partidos e até a sua estratégia para os próximos quinze ou vinte anos.

Veja-se o abandono de décadas do rio Almonda, sujo, poluído, escondido… veja-se o abandono de décadas do centro histórico da cidade, veja-se a ausência total de incentivos aos meios de transporte não poluentes, das ciclovias inexistentes aos obstáculos e armadilhas para as deslocações pedonais, veja-se, ainda, a aposta total na construção nova, cujo resultado são loteamentos a mais e loteamentos abandonados. Alguns dirigentes políticos locais ainda não perceberam (ou não querem perceber) que a população diminuiu e é cada vez mais velha. Estes dois factos só por si deveriam ser suficientes para repensar toda a estratégia seguida até agora. Mas como não se pensa a médio e longo prazo, também não se planeia e o que conta é o imediato, como se o que importasse mesmo fosse a competição a olhar para o umbigo para ganhar o prémio “o meu mandato é melhor do que o teu”. Por isso, destruir os “carreiros das cobras” é que está a dar. Veremos o que nos vai dizer a revisão do PDM.

O desenvolvimento das terras, das cidades já não se mede pela quantidade de alcatrão espalhado (melhor fora que o dito fosse aplicado numa rede viária em condições e em segurança para todo o concelho), mede-se pela importância que se dá à qualidade de vida, às árvores, à água, aos rios, à serra, aos veículos não poluidores, à reconstrução das habitações, ao ambiente, ao planeta, pois só existe este.

O futuro tem seguramente vários caminhos para lá chegar, mas escolhas fazem-se agora.

 

 

 

 

 Outras notícias - Opinião


O TGV, o Ribatejo e o futuro das regiões - joão carlos lopes »  2021-01-12  »  João Carlos Lopes

Foi paradigmático o facto de, aquando da confirmação (pela enésima vez) da intenção do Governo em avançar com o TGV Lisboa/Porto, as únicas críticas, reparos ou protestos de autarcas da região terem tido por base a habitual choraminga do “também queremos o comboio ao pé da porta”.
(ler mais...)


Peixoto - rui anastácio »  2021-01-10  »  Rui Anastácio

Há uns meses, em circunstâncias que não vêm ao caso, tive o prazer de privar com José Luís Peixoto e a sua mulher, Patrícia Pinto. Foram dias muito agradáveis em que fiquei a conhecer um pouco da pessoa que está por trás do escritor.
(ler mais...)


A Pilhagem - josé ricardo costa »  2021-01-10  »  José Ricardo Costa

Podemos dizer que um jogo de futebol sem público ou vida sem música é como um jardim sem flores. Não que um jardim sem flores deixe de ser um jardim. Acontece que, como no jogo de futebol, fica melhor se as tiver. Já se for uma sopa de feijão com couves que não tenha couves, a comparação com o jardim sem flores não funciona, pela singela razão de que uma sopa de feijão com couves que não tenha couves, sendo ainda sopa, sopa de feijão com couves não é de certeza.
(ler mais...)


DAR VOZ AO TRABALHO - josé mota pereira »  2021-01-10  »  José Mota Pereira

Entrados na terceira década do século XXI, o Mundo dos humanos permanece o lugar povoado das injustiças, da desigualdade e do domínio de uns sobre os outros. Não é a mudança dos calendários que nos muda a vida.
(ler mais...)


Uma visita à direita nacional - jorge carreira maia »  2021-01-10  »  Jorge Carreira Maia

A sondagem da Aximage, para o DN/JN/TSF, referente ao mês de Dezembro, dá ao CDS uns miseráveis 0,3%. Os partidos também morrem e o CDS está moribundo. Teve um importante papel na transição à democracia e, também, na vida democrática institucionalizada.
(ler mais...)


Coltur… Quoltur… Coultur… Hábito - carlos paiva »  2021-01-10  »  Carlos Paiva

A arte pode dividir-se em dois grandes grupos. A arte comercial e a arte não comercial. A não comercial, por se reger pela criatividade, originalidade, inovação, profundidade, talento e virtuosismo, acaba por ser a produtora de matéria-prima para a arte comercial, regida essa pelas leis de mercado.
(ler mais...)


Resíduos urbanos - antónio gomes »  2021-01-10  »  António Gomes

O sector dos resíduos sólidos urbanos esteve recentemente na agenda mediática devido à revolta das populações que vivem perto dos aterros onde são depositados, pois assistem à constante degradação da sua qualidade de vida.
(ler mais...)


Como serás tu, 2021? - anabela santos »  2021-01-10  »  AnabelaSantos

 

O nosso maior desejo era fechar a porta a 2020 e abrir, com toda a esperança, a janela a 2021. E assim foi. Com música, alegria, festarola e fogo de artifício, tudo com peso e medida, pois havia regras a cumprir.
(ler mais...)


2021: uma vida que afaste a morte - inês vidal »  2021-01-10  »  Inês Vidal

Finalmente 2021. Depois de um ano em que mais do que vivermos, fomos meros espectadores, fantoches num autêntico teatro de sombras, com passos e passeatas manipulados por entre margens e manobras de cordelinhos, chegámos a 2021. E chegámos, como em qualquer ano novo, com vontade de mudar, de fazer planos, resoluções que acabaremos por abandonar antes do Carnaval.
(ler mais...)


2020, um ano para esquecer? - jorge carreira maia »  2020-12-20  »  Jorge Carreira Maia

O ano de 2020 não foi fácil. A pandemia desestruturou os nossos hábitos e começou a desfazer a relação tradicional que tínhamos com a vida. Introduziu a incerteza nas decisões, o medo nos comportamentos, o afastamento entre pessoas.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2020-12-19  »  Inês Vidal Paul do Boquilobo - Inês Vidal
»  2021-01-12  »  João Carlos Lopes O TGV, o Ribatejo e o futuro das regiões - joão carlos lopes
»  2020-12-20  »  Jorge Carreira Maia 2020, um ano para esquecer? - jorge carreira maia
»  2021-01-10  »  Inês Vidal 2021: uma vida que afaste a morte - inês vidal
»  2021-01-10  »  Jorge Carreira Maia Uma visita à direita nacional - jorge carreira maia