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A insegurança e o dinheiro público no Rossio - antónio gomes

Opinião  »  2020-09-01  »  António Gomes

"Esta obra, de duvidosa necessidade, tem um percurso digno de uma investigação de Poirot."

Decidiu o PS fazer obras no rossio, um parque de lazer e de jogos, como é sabido. Já em 2007 aquele espaço tinha sido intervencionado e inaugurado, mas como é preciso mostrar alguma coisa e aquele é o sitio ideal, voltámos lá.

É facilmente perceptível que aquele espaço é o menos indicado de todos para implantar um parque de jogos e lazer para crianças e jovens, a começar pela exposição solar que, como sabemos, atinge temperaturas muito altas na nossa terra. Depois, trata-se da segurança, ou melhor da falta dela: aquele espaço é todo ele rodeado por estrada com várias saídas e ou entradas de veículos, aquele espaço tem no seu perímetro um grande número de estacionamentos, não cumpre as distâncias previstas. São aspectos que contrariam a lei, mas isso não interessa ao PS, o que conta é que dá para fazer mais uma inauguração.

“Penso que as condições de segurança estão garantidas, mas se tivermos de as repensar não há dúvidas que o iremos fazer” – a frase é do vice-presidente da Câmara, publicada num jornal local. Ou seja, gastam-se quase 500 mil euros, mas não sabemos bem o que é que andamos a fazer, como se a segurança fosse uma coisa de somenos importância.
E como os dinheiros são públicos, também não é caso para preocupações. Começa-se com um projecto que incluía um espaço de apoio a roulottes, depois altera-se e retira-se o “apoio a roulottes”, na alteração seguinte retira-se o restaurante/bar, retira-se 300m2 de relva sintética, e mais umas coisitas… Lá se acertam as contas e a soma final fica em 317 mil euros. Justificações para estas decisões, nunca chegaram.

Agora que parecia tudo encaminhado, as contas dão outro salto e sem que se tenha a verticalidade de informar todo o executivo, aparecem mais dois concursos extra, um de aquisição de bar/restaurante (que tinha sido retirado por ordens superiores), no valor de 90 mil euros+IVA, e outro de 30 mil euros+IVA para marcações e pavimentos. E eu a pensar que os projectos aprovados eram completos, mas não, faltavam o pavimento e as marcações.

Esta obra, de duvidosa necessidade, tem um percurso digno de uma investigação de Poirot.
Não se esqueça que tudo começou com um projecto aprovado pela Câmara, que teria sido substituído por um projeto oferecido por uma empresa, não fosse uma vereadora ter uma memória de elefante e travar o processo.
E uma grande parte das estradas do concelho continuam alegremente esburacadas.

 

 

 

 

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