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Não é coisa pouca! - antónio gomes

Opinião  »  2022-08-16  »  António Gomes

"“Não se conhece situação idêntica em todo o país, veja-se aqui bem perto o uso que é dado às nascentes dos rios Nabão e Alviela. Praias fluviais."

A cidadania fez-se ao caminho, recolheu mais de 900 assinaturas, entregou-as na Assembleia Municipal e colocou-a a reflectir sobre o assunto.

Os peticionários e a Assembleia Municipal de Torres Novas tomaram posição e decidiram sobre o futuro do território que envolve a nascente do rio Almonda e sobre a pertença da água que ali brota.

Certamente há vários milhões de anos que ali nasce aquele curso de água e sempre correu livre até ao inócio da década de 40 do século passado, altura em que foi construída aquela parede que o aprisionou logo à nascença, construção feita à revelia da lei segundo um parecer da Procuradoria-Geral da Republica.

O poder económico sobrepunha-se assim ao poder político, ou seja, os interesses de uma única entidade – Renova - passavam por cima do interesse público e de todos os outros interesses privados que viviam da água da nascente, vários moinhos, vários lagares e agricultores ali instalados há muitas décadas.

Não se conhece situação idêntica em todo o país, veja-se aqui bem perto o uso que é dado às nascentes dos rios Nabão e Alviela. Praias fluviais.

Pode a Renova continuar a desviar parte significativa da água para a sua laboração? Pode, embora a devesse pagar como pagam outras empresas as suas matérias-primas.

A Assembleia Municipal tomou uma decisão muito importante, diria até histórica: devolver ao povo o acesso seguro e com qualidade à nascente, limpeza de todo aquele espaço onde se encontram várias ruínas de edificações de moinhos e lagares e encarregou a Câmara Municipal de elaborar um plano de pormenor com vista à reabilitação urbanística e paisagística do local de Moinho da Fonte, assim como a libertação do leito do rio no troço coberto pela fábrica.

É uma decisão que compromete a Assembleia Municipal, compromete todos os partidos ali representados e compromete a Câmara Municipal -  é assim a democracia.

 

 

 

 

Os rios são do povo, da nascente à foz, as suas águas e os seus leitos são públicos.

 

 

 

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