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Coesão

Opinião  »  2018-10-27  »  João Carlos Lopes

"O campino, o touro e o cavalo foram apenas emblemas"

A criação da província do Ribatejo, em 1936, surgiu na sequência de movimentações das “forças vivas” de toda uma vasta região que, grosso modo, vai de Vila Franca a Abrantes, e cujo potencial económico (a agricultura, sobretudo, mas já os grandes polos industriais emergentes), enunciava razões de sobra para um “destaque” face à imensa e diversa Estremadura.

O campino, o touro e o cavalo foram apenas emblemas, portanto “exageros”, que visavam justificar e dar uma base cultural à província. Os interesses económicos, portanto.

Só que, para além dessa razão principal, o território da província, ele sim, tinha e tem uma certa identidade geográfica e natural: nele domina e tudo aglutina o imenso Vale do Tejo, com bairro e charneca a comporem, apenas, uma complementaridade e não uma divergência.

Nas últimas décadas, os interesses mais fortes são os das nomenclaturas políticas e autárquicas e da sua reprodução. Mas, essas não quiseram saber de coerências e lógicas territoriais e a pretexto dos milhões, veio o caos.

Oxalá que emendem a mão. E fiquem lá com os milhões dos projectos para a sua própria

 

 

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