• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Domingo, 29 Novembro 2020    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
   Pesquisar...
Qua.
 18° / 5°
Períodos nublados
Ter.
 19° / 9°
Céu limpo
Seg.
 17° / 9°
Períodos nublados com chuva fraca
Torres Novas
Hoje  16° / 8°
Céu nublado com chuva fraca
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Radicais e moderados - jorge carreira maia

Opinião  »  2020-06-18  »  Jorge Carreira Maia

"O mais importante, no actual momento político, nacional e internacional, é que os moderados de todas as causas se façam ouvir"

Na segunda-feira passada, o Presidente da República fez uma intervenção na televisão sobre a vandalização da estátua do Padre António Vieira. Chamou a atenção para que nenhum dos verdadeiros problemas da pobreza, da discriminação e do racismo se resolve com estas acções. É verdade, mas este tipo de acções, por idiotas que sejam, tem o poder de revelar o conflito político central dos nossos dias. Este não é entre a direita e a esquerda, entre adeptos do mercado e adeptos do estado ou entre identitários e cosmopolitas, mas aquele que opõe radicais e moderados.

Este conflito é decisivo para o destino da vida civilizada. Circunstâncias múltiplas abriram caminho para o crescimento de programas e práticas políticas radicais. O que significa essa radicalização em termos práticos? De forma crua e simples, significa o desejo de aniquilamento do outro, a afirmação de que ele não tem lugar na comunidade e que deve ser suprimido. Dito de outra forma, os radicais desejam a guerra civil. Esta emerge quando os adversários políticos se transformam em inimigos. Estaremos à beira da guerra civil? Em Portugal e nos países da nossa área política, a resposta é não. Contudo, o crescimento de alternativas políticas populistas e o desaparecimento do respeito por aqueles que pensam de maneira diferente são sintomas da doença, e esses existem em Portugal. Há gente a semear ódio e a tentar incendiar o clima político do país.

O mais importante, no actual momento político, nacional e internacional, é que os moderados de todas as causas se façam ouvir, ganhem espaço público, conquistem terreno, para que possam estender a mão aos seus adversários, para que evitem que se entre na lógica do amigo e do inimigo. Ser moderado não significa não ter convicções. Significa apenas que se reconhece que as convicções humanas são falíveis e que ao lado das nossas razões haverá outras que merecem ser escutadas e debatidas. Significa que os homens não devem ser mortos ou espancados por causa das ideias que defendem.

A democracia fornece um dispositivo para decidir, a cada momento, quais as ideias que devem governar, mas ela só pode existir se, para além das eleições, os moderados, da esquerda e da direita, forem largamente maioritários. Quando a democracia se entrega nas mãos de radicais, as paixões exacerbadas destes e a violência acabarão por destruí-la. A questão que nos devemos colocar, à esquerda e à direita, é se gostaríamos de ver Portugal e a Europa transformados em Venezuelas ou em Brasis, para dar exemplos de radicalismos de cores diferentes.

 

 

 Outras notícias - Opinião


Onde pára o PS? - josé mota pereira »  2020-11-21  »  José Mota Pereira

Vivi algum tempo nos Açores, onde contactei com uma realidade social e política muito diversa daquela a que estava habituado por estas paragens. Nesse período, a transição do poder político passava de Carlos César para o seu sucessor, Vasco Cordeiro, de forma absolutamente tranquila, com o PS exercendo uma maioria eleitoral que a toda a gente parecia vir a ser eterna.
(ler mais...)


Gatos »  2020-11-21  »  Rui Anastácio

A “Rosa dos Gatos” foi uma das personagens que habitou a minha infância. Na verdade a minha infância foi habitada por uma miríade de personagens. Escolhi a Rosa não sei bem porquê.

A Rosa alimentava vinte gatos, tinha muito mau feitio para as crianças mas um imenso amor pelos gatos.
(ler mais...)


[Breve ensaio para uma carta ao futuro] - margarida trindade »  2020-11-21  »  Margarida Trindade

Aquele era o tempo do contágio. O tempo em que da ordem nasceu a desordem. O tempo da separação e da angústia. O tempo asséptico. O tempo final. O tempo do medo. O tempo da rebelião e de todos os perigos latentes.
(ler mais...)


Ser Torrejano - josé ricardo costa »  2020-11-21  »  José Ricardo Costa

Desço a rua dos Anjos quando o meu cérebro é de repente apoquentado por uma radical e inquietante questão. Não o pavor diante do silêncio e escuridão do espaço cósmico ou por não saber se quando esticar o pernil irei dar com a Audrey Hepburn a cantar o Moon River numa matiné de domingo no Virgínia ou com um cenário de Bosch.
(ler mais...)


Pandemia e a vantagem do meio termo - jorge carreira maia »  2020-11-21  »  Jorge Carreira Maia

Depois de uma pequena acalmia, a pandemia de COVID-19 escalou. Contágios, internamentos, utilização de cuidados intensivos e mortes, tudo isso apresenta números que são já assustadores. É fácil criticar os governos, difícil, porém, é ter, com os recursos existentes e com os conhecimentos disponíveis, respostas que agradem a todos ao mesmo tempo.
(ler mais...)


Generalizar, apontar, julgar - inês vidal »  2020-11-21  »  Inês Vidal

Digo isto com frequência. Quem melhor me conhece, já o ouviu dezenas de vezes. Ainda hoje, ao jantar, dizia à minha filha que não podemos viver no preconceito. A vida não é a preto e branco, tem antes milhares de nuances.
(ler mais...)


Mais rápido que a própria sombra - carlos paiva »  2020-11-21  »  Carlos Paiva

As árvores, além de produzirem oxigénio e servirem de lar para uma série de bicharada, têm num dos efeitos colaterais à sua existência, o arrefecimento do ar. Onde há árvores, fica mais fresquinho.
(ler mais...)


Água - antónio gomes »  2020-11-21  »  António Gomes

A água é um recurso escasso, não é infinito e não podemos viver sem ela. O acesso à água é um direito humano.
Muito se tem escrito e muito se vai continuar a escrever sobre a exploração e utilização da água, mas medidas concretas para rentabilizar a sua utilização são ainda são escassas e decisões políticas são a excepção.
(ler mais...)


Voltemos ao comércio local - antónio gomes »  2020-11-06  »  António Gomes

A situação de pandemia agrava-se aos olhos de toda a gente e as consequências desta situação são evidentes: no emprego/desemprego, na actividade económica, na transacção de mercadorias, em particular no comércio local.
(ler mais...)


FUI LÁ ATRÁS, VOLTO JÁ - josé mota pereira »  2020-11-06  »  José Mota Pereira

Passados três meses da sua aquisição, o smartphone decidiu entregar a alma ao criador, pelo que o cronista teve que o substituir temporariamente, aguardando a devida recuperação do paciente tecnológico. Sendo a doença temporária e recuperável no prazo razoável de três semanas, decidiu o cronista investir a modesta quantia de cerca de vinte moedas de euros na aquisição de um aparelho telefónico portátil, a que dantes chamávamos telemóvel, para permitir o seu contacto com os outros humanos do Mundo.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2020-11-21  »  José Mota Pereira Onde pára o PS? - josé mota pereira
»  2020-11-21  »  José Ricardo Costa Ser Torrejano - josé ricardo costa
»  2020-11-06  »  Jorge Carreira Maia Hiperpolitização - jorge carreira maia
»  2020-11-21  »  Carlos Paiva Mais rápido que a própria sombra - carlos paiva
»  2020-11-06  »  José Mota Pereira FUI LÁ ATRÁS, VOLTO JÁ - josé mota pereira