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O Partido Republicano (1)

Opinião  »  2014-10-03  »  Gabriel Feitor

É a primeira vez que colaboro com um periódico. Saúdo-vos, leitores e interessados na história local. Ao longo do tempo, tenho desenvolvido trabalho de investigação sobre a história de Alcanena e do seu actual termo. Apresento hoje uma introdução ao estudo que irá ser publicado semanalmente nesta crónica do Jornal Torrejano, acerca do impetuoso início do Partido Republicano Português (PRP) em Alcanena. Iremos ainda abordar a sua acção na localidade, assim como nas freguesias que viriam a formar o município em 1914.

Para enquadramento, teremos de abordar esta questão e reportá-la a um quadro nacional e internacional. Numa perspectiva conceptual, o século XIX foi o século do liberalismo – revoluções liberais defendidas por uma burguesia que se serviu da média e pequena burguesia urbana e rural, predominando o conceito de liberdade. O Partido Socialista Português (PSP), filiado na Internacional Socialista, é fundado em 1875. O PRP, conivente com acções do Partido Progressista e do PSP, foi fundado no ano subsequente, prevalecendo no seu ideário o conceito da igualdade. O PRP foi um partido de massas, tendencialmente burguês, mas aberto a todas as classes, com o objectivo de alcançar uma forte adesão.

O quadro em que Alcanena se insere durante esse período é curioso. Começa a preponderar, peculiarmente no período da Regeneração, uma elite de proprietários, negociantes e industriais na vida política do concelho. A sua influência nos principais órgãos de administração – câmara, administração do concelho, regedoria, julgado de paz, junta de paróquia, entre outros – protagonizada pelo rotativismo entre Regeneradores e Progressistas, é notada, na maioria dos acontecimentos e atitudes tomadas pelos alcanenenses, por um sentimento de autonomia perante a sua sede municipal. O que explica o boom das gentes de Alcanena na sociedade torrejana e nas várias mudanças já conhecidas? O quadro económico em que se vivia, devido à conjuntura internacional, explica-o. Segundo Oliveira Martins, a Regeneração foi o «o nome português do capitalismo».1

Voltaremos ao assunto, com os antecedentes e percursores do PRP em Alcanena.

1 MARTINS, Oliveira – Portugal Contemporâneo, Lisboa, Guimarães Editores, 1986. Vol. 2, p. 240.

 

 

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