• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Quinta, 13 Agosto 2020    |      Directora: Inês Vidal    |      Estatuto Editorial    |      História do JT
   Pesquisar...
Dom.
 27° / 15°
Períodos nublados
Sáb.
 27° / 15°
Períodos nublados
Sex.
 28° / 15°
Períodos nublados
Torres Novas
Hoje  30° / 15°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Carso, por Rui Anastácio

Opinião  »  2020-03-09  »  Rui Anastácio

"Hoje, as grandes rotas podem ser um importante instrumento de desenvolvimento turístico"

Ao que parece, a CIM do Médio Tejo iniciou a colocação de sinalização da “Grande Rota do Carso”. Hoje, as grandes rotas podem ser um importante instrumento de desenvolvimento turístico. Em Portugal, temos o extraordinário exemplo da Rota Vicentina, que leva todos os anos muitos milhares de turistas, de todo o mundo, ao sudoeste alentejano e à costa vicentina.

A Rota Vicentina, projecto que conheço muito bem desde a primeira hora, foi um dos poucos projectos em Portugal desenvolvidos de baixo para cima. Nasceu porque um conjunto de hoteleiros, que já estavam reunidos na associação Casas Brancas, teve a ousadia de fazer o que até aí a administração pública não tinha sido capaz de fazer: organizar um produto turístico de forma tecnicamente irrepreensível e promover a sua venda pelo mundo todo. Claro que no meio do percurso, quando a coisa começou a ser um sucesso, se juntaram as autarquias, o Parque Natural lá da região, entre outros. Felizmente já não foram a tempo de mandar.

Por lá, tal como por cá, o Parque Natural, nos últimos 10 anos, não conseguiu sequer retirar a sinalização que tem no território em estado absolutamente lastimável. Por cá, os empresários ainda não se organizaram no território. Por cá, existe uma CIM que não foi capaz de dialogar com as outras CIM com área no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Sendo que uma grande rota deveria ser alargada, não só ao Parque, mas também a todo o Maciço Calcário Estremenho.

Por cá, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro esqueceu-se de Coordenar. Por cá, criam-se grandes rotas que ocupam apenas 20% do carso, implementa-se um projecto sem ouvir ninguém e chegamos ao ponto das juntas de freguesia terem uma empresa a colocar pilaretes no seu território, sem terem qualquer conhecimento da função dos mesmos.

De cima para baixo.

Bem sabemos, todos nós, que as casas não se começam pelo telhado. Aparentemente, a nossa administração não sabe. Aparentemente, vamos continuar a viver numa gruta. Cársica, com certeza.

 

 

 Outras notícias - Opinião


As nossas vozes - josé mota pereira »  2020-07-27  »  José Mota Pereira

Muitas vezes, a comunicação social local é acusada de ser um instrumento ao serviço do caciquismo.

 Outras tantas vezes, também não é difícil de desmentir que a comunicação social local e regional (jornais e rádios) é apenas páginas de jornais ou horas de rádio vazias desprovidas de conteúdo ou interesse.
(ler mais...)


E se António Rodrigues? »  2020-07-18  »  Jorge Carreira Maia

Se António Rodrigues não se candidatar à presidência do Município, Pedro Ferreira será, sem dificuldade, reeleito. A entrada de António Rodrigues na corrida poderá, contudo, perturbar o passeio dos socialistas.
(ler mais...)


TORRES NOVAS EM 1985: parabéns, cidade! - josé mota pereira »  2020-07-18  »  José Mota Pereira

Em 1985, as pessoas da zona alta vinham à vila. E diziam-no quando vinham ao centro! Ainda hoje, passados 35anos, vem-se à vila. Eram bem diferentes os limites físicos. A vila terminava junto à capela de Santo António e todas as urbanizações circundantes à Av.
(ler mais...)


530 mil - rui anastácio »  2020-07-18  »  Rui Anastácio

É o número de jovens que abandonaram o país nos últimos 10 anos.

Perante este número, é impossível não concluir que somos um país falhado. Não somos só um país falhado.
(ler mais...)


Zona industrial em Riachos - antónio gomes »  2020-07-18  »  António Gomes

As zonas industriais são espaços de ordenamento do território. Só com a sua implementação se consegue evitar a construção de empresas em locais que se destinam a outros fins e que não estão minimamente preparados para receber determinado tipo de actividades.
(ler mais...)


Refugiados: cooperação e sentido de humanidade - mariana varela »  2020-07-18  »  Mariana Varela

No passado dia 7 de julho, chegaram a Portugal 25 jovens menores não acompanhados, oriundos de campos de refugiados da Grécia, onde viviam, naturalmente em condições de extrema precariedade. No meio do caos que tem sido a situação pandémica, o problema dos refugiados não deixa de existir, adquirindo mesmo maior relevância e dimensão, uma vez que grande parte dos países fecharam a suas fronteiras como medida de prevenção.
(ler mais...)


Por onde ir? - acácio gouveia »  2020-07-18  »  Acácio Gouveia

É gratificante apercebermo-nos de que há jovens que canalizam a sua irrequietude para o pensamento crítico e para opinar sobre política. O texto da jovem Mariana Varela é um bom ponto de partida para discussão sobre perspectivas de alternativas ao caminho actual do mundo.
(ler mais...)


Uma cidade à espera de si própria - joão carlos lopes »  2020-07-18  »  João Carlos Lopes

1. Ser cidade não vale um caracol, não acrescenta uma vírgula a nenhum campeonato. Em Portugal, “cidade” não é nenhuma categoria político-administrativa, tratando-se de um título meramente honorífico.
(ler mais...)


Os municípios e as respostas locais e excepcionais a uma situação de excepção »  2020-07-03  »  Ana Lúcia Cláudio

Lisboa e Porto são, naturalmente, as cidades portuguesas mais viradas para o turismo. Por isso mesmo, são também elas as mais penalizadas com os respectivos danos colaterais nas vidas de todos os que aí vivem e trabalham.
(ler mais...)


Tudo vale a pena se a alma não é pequena - anabela santos »  2020-07-03  »  AnabelaSantos

Tanto empenho, tanto sofrimento, tantos sacrifícios, tanta luta para alcançar objectivos e pergunta Fernando Pessoa se terá valido a pena, ao que o poeta responde: sim. Se a alma não é pequena, isto é, se é dotada de um espírito bravo, forte e sonhador, nada do que se faz é em vão.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2020-07-18  »  Jorge Carreira Maia E se António Rodrigues?
»  2020-07-18  »  José Mota Pereira TORRES NOVAS EM 1985: parabéns, cidade! - josé mota pereira
»  2020-07-18  »  João Carlos Lopes Uma cidade à espera de si própria - joão carlos lopes
»  2020-07-27  »  José Mota Pereira As nossas vozes - josé mota pereira
»  2020-07-18  »  Mariana Varela Refugiados: cooperação e sentido de humanidade - mariana varela