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“Os clubes em Torres Novas têm uma boa oferta desportiva e não é necessário andarmos a atropelar-nos uns aos outros”, João António, da UDRZA

Sociedade  »  2017-07-12 

A União Desportiva e Recreativa da Zona Alta tem uma nova direcção desde o dia 17 de Maio. À frente do novo elenco directivo está João António, que na anterior direcção já era-vice-presidente. Não estava nos planos assumir-se, para já, o mais alto cargo da direcção deste emblemático clube da cidade de Torres Novas mas um conjunto de circunstâncias fez com que assim fosse. O jovem dirigente falou ao JT do seu percurso, das suas motivações e do que pretende para o clube pelo qual se apaixonou há mais de 10 anos, quando veio viver para Torres Novas.

A sucessão das recentes direcções da UDRZA têm sido preparadas pelos dirigentes cessantes. Desta vez também houve como que uma passagem de testemunho?
Houve uma preparação. Falou-se com várias pessoas, inclusivamente com membros da actual direcção e não era eu quem estava na linha da frente para avançar. Pela impossibilidade demonstrada por várias pessoas, sobretudo por questões pessoais, optou-se por mim. Mas avancei com a certeza de que algumas dessas pessoas que tinham sido abordadas antes de mim fizessem parte da direcção e estamos a trabalhar como uma verdadeira equipa.

O João António está ligado ao clube há uns bons anos, como treinador de basquetebol e também como dirigente. Tem sido uma ligação apaixonada e afectiva mas agora, nas actuais funções, vai necessitar de uma certa dose de pragmatismo porque há decisões que têm de ser tomadas e, eventualmente, irão exigir alguma firmeza da sua parte, podendo não ser do agrado de toda a gente. Tem a mesma impressão?
Sim, havia um João António colaborador, que seguia as directrizes do clube e que respeitava os presidentes, que foram dois enquanto servi o clube como atleta, treinador e também na qualidade de dirigente (era vice-presidente na anterior direcção, presidida por José Gomes). Sempre desempenhei estas funções de forma apaixonada e neste momento a minha missão é dar continuidade ao trabalho que já foi feito. Mas sim, tenho a noção de que tenho de tomar decisões. Uma parte da minha formação académica abrange exactamente a gestão desportiva e tenho uma ideia clara do que é a gestão de um clube desportivo.

Há ferramentas importantes que se adquirem quando se estuda mas depois, na vida concreta, há desafios que se colocam e resolvê-los são outros quinhentos…
Claro que sim. Mas não fui dirigente apenas deste clube. Quando comecei a actividade como treinador há 25 anos, entrei também como dirigente de um clube. Fui ainda dirigente associativo na faculdade e num outro clube, em Amiais de Baixo. Nestes últimos 25 anos, como treinador e atleta, sempre me envolvi e tentei ajudar nas questões de direcção e no que era o dia-a-dia dos clubes.

A dimensão que a UDRZA alcançou exige, hoje, uma gestão quase que empresarial. Há postos de trabalho em causa e equipamentos desportivos que necessitam de manutenção e, por vezes, renovação...
Este clube já é uma pequena empresa. Não no sentido de empresa com fins lucrativos, mas uma empresa que, não tendo fins lucrativos, tem pessoas que tiram daqui o seu ordenado. É um compromisso que temos com essas pessoas e não podemos andar a brincar pois é as suas vidas que estão em causa. Então temos de gerir o clube de forma o mais profissional possível.

Quantas pessoas estão nessas condições?
Temos duas funcionárias que trabalham no bar, com contrato, e temos vários prestadores de serviço, alguns auferindo mais do que o ordenado mínimo nacional.

Quando tomou posse disse que pretendia dar continuidade ao projecto que tomou em mãos mas, acredito que tem ideias novas. Quais são?
Temos três ideias chave e duas delas têm que ver com a continuidade. Uma é crescer verticalmente, ou seja, dentro das modalidades que temos, queremos crescer e ter mais atletas. Mas não queremos crescer horizontalmente. Aceitamos que os clubes em Torres Novas têm uma boa oferta desportiva e não é necessário os clubes andarem a atropelar-se uns aos outros. A nossa função é crescer dentro das modalidades que temos.
Outro objectivo é fazer as obras na sede e está tudo encaminhado nesse sentido. Vamos dar continuidade ao projecto para o qual se tem andado a juntar dinheiro. Estas são obras que não têm fim: vão ter um início, nem tudo ficará feito de uma só vez, e perspectiva é fazer mais obras e mais melhoramentos no futuro.
O terceiro grande objectivo é munir a UDRZA de algumas pessoas que, em determinadas áreas, possam criar um suporte ao clube: um director técnico, remunerado, ou uma secretaria para que possamos oferecer mais qualidade aos nossos atletas. Isto já tem vindo a ser feito mas vamos querer fortalecer ao longo do mandato.

A criação dessa estrutura intermédia vai fazer com que aumentem os custos mensais da UDRZA, certo?
Sim, mas a nossa perspectiva é de que estamos a fazer um investimento, porque se as pessoas forem melhor servidas, acredito que também procurarão mais a Zona Alta. Se um pai sente que o clube tem uma estrutura que o recebe bem o seu filho, que tem bons técnicos, uma secretaria disponível, mais facilmente o traz para fazer desporto na UDRZA.

No fundo está-se a procurar melhorar o serviço que o clube presta para trazer mais atletas.
Novos atletas e novos sócios. Por outro lado necessitamos do apoio das empresas e se encontrarem na Zona Alta um clube organizado, bem estruturado, mais facilmente querem associar a sua imagem aos valores do clube. É nesse sentido que digo: mais custos mas com o objectivo de ter um retorno maior.

A remodelação da sede da UDRZA é uma luta antiga e está prestes, segundo sei, a começar. O recente incêndio numa das salas obrigou-os a arrepiar caminho e a avançar para as obras?
Já foi entregue na câmara municipal o projecto e estamos à espera das licenças, bem como estamos para receber orçamentos que pedimos a várias empresas. Para já a prioridade é melhorar a zona do bar e do respectivo armazém, criar mais uma zona de esplanada, para o lado do rinque, o que permitirá aos nossos sócios poderem ter os filhos na zona desportiva e controlarem-nos visualmente. Isto é o que será feito já.
Depois, em fases posteriores, será remodelada a sala de sócios e o rinque desportivo. Não sei se nestes dois anos de mandato…

Qual é, em termos globais, valor das obras?
Estamos a consultar empresas e dentro de dias escolheremos uma. Temos uma ideia de quanto vão custar, mas não vale a pena estar a adiantar. Quando houver um valor concreto informaremos os nossos sócios.

Incêndio que consumiu recentemente uma sala da vossa sede apressou esta ideia de que as obras de remodelação são prementes?
Não, até porque toda a documentação já estava entregue na câmara municipal. A única coisa é que apressou o que já tínhamos pensado: mudar o bar para a sala de sócios. Essa zona que vai entrar em obras já ficou liberta.

Teríamos tema para mais de uma hora de conversa se falássemos, individualmente, de cada modalidade desportiva. Mas, pela quantidade enorme de atletas que movimenta, falo da ginástica artística, que se debate com um problema de falta de espaço. O pavilhão da escola Manuel de Figueiredo vai resolver todos esses problemas?
Tivemos um crescimento muito acima do perspectivado. Nos últimos dois ou três anos crescemos quase 200 por cento, de 120 para 307 atletas. De repente debatemo-nos com esse problema que é a falta de espaço. Ainda não fomos para o ginásio da escola Manuel de Figueiredo devido aos problemas que todos conhecem, mas já temos a garantia da câmara municipal que a partir de Setembro poderemos utilizá-lo.
Algumas classes irão passar para o ginásio da escola, as que não dependem dos aparelhos, o que libertará espaço para as outras classes, embora não resolva por completo a falta de espaço.

O universo UDRZA comporta uma série de modalidades desportivas. De todas, elege alguma como a “jóia da coroa”?
Não, todas são importantes. Sabemos que há actividades a que se dá mais importância, mas nós, como clube de formação, olhamos para as actividades como instrumento de formação de atletas. É tão importante veicular uma boa formação na ginástica, como no basquetebol, ou no atletismo. O que nos interessa é a formação e, como tal, nenhuma é mais importante do que outras. Elegemos a formação como o mais o importante.
É esse, aliás, o motivo pelo qual se avançou para a criação da figura do director técnico, que está a trabalhar com todas as modalidades. É óbvio que a ginástica, pelo volume de atletas que tem, nos obriga a ter maiores preocupações.

O director técnico já está em funções?
Sim, desde o dia em que tomamos posse. Escolhemos o professor Gonçalo André.

A UDRZA tem na sua natureza uma dimensão de clube de bairro: está inserido numa zona específica da cidade de Torres Novas, o bairro de Santo António, e serve directamente a população dessa zona da cidade. Isto para perguntar: há capacidade de crescimento, de angariação de novos associados e de novos atletas?
Somos um clube de bairro, não há dúvida, mas este clube de bairro é o maior clube do distrito de Santarém, em termos de atletas. E temos nas nossas actividades atletas não apenas da cidade de Torres Novas, mas também de todo o concelho e de concelhos limítrofes, como Entroncamento, Alcanena, Barquinha, Ourém, Tomar. Somos um clube organizado e quando as pessoas vêm qualidade não se importam de fazer este tipo de deslocação. O nosso público-alvo está estendido aos concelhos limítrofes e é nossa intenção estender ainda mais esse espaço. Temos é de oferecer qualidade e bons serviços para que sejamos devidamente reconhecidos.

É esse o principal compromisso da UDRZA?
Os resultados desportivos são importantes e se vierem atletas de topo nós acolhemo-los mas o nosso compromisso não é esse. Não havendo ensino superior na região, ou sendo ele residual, a maioria dos nossos atletas são jovens até à idade em que completam o ensino secundário e, nesse sentido, o nosso compromisso é ajudar a formar esses jovens de forma a torna-los pessoas válidas para a sociedade.

Qual é, neste momento, a relação institucional da UDRZA com as demais da cidade e do concelho?
É óptima. Posso adiantar que com o CDTN-OAB temos falado e vamos estabelecer um protocolo de colaboração nas mais diversas áreas, desde a organização de actividades à partilha de experiências entre treinadores, entre outros. Temos também uma excelente relação com o Núcleo Sportinguista de Torres Novas. Temos trabalhado em conjunto na área dos eventos queremos a alongar isso a todas as instituições.
Em anos anteriores trabalhámos com CBSEZA, com as escolas e queremos trabalhar com outras instituições, incluindo as do meio empresarial. Temos vários protocolos em vigor que beneficiam os sócios da UDRZA.

Agora que é dirigente associativo, está também prestes a entrar na vida política activa, fazendo parte da lista do PSD à Assembleia da União de Freguesias de Santa Maria, Santiago e Salvador. Quais são as suas ambições no domínio da intervenção social?
Como disse, desde os 17 anos que sou treinador e dirigente associativo e sempre tive, pela educação que me deram, uma intervenção social alargada. Em 2017, eu e a minha família tomámos a decisão de ficar por cá, em Torres Novas. Tomada essa decisão, sou da opinião que devemos ser activos socialmente e participar no sentido de melhorar as coisas. Podemos não ser as pessoas indicadas mas acho que devemos apresentar as nossas ideias.
Eu quero participar na comunidade activamente e ingressar num projecto autárquico surgiu a partir de um convite de um amigo que me apresentou um projecto. Eu disse-lhe que o apoiava e, ao dizer isso, quero fazê-lo de forma activa. Entendo que estou a apoiar o projecto de um amigo, não propriamente o de um partido.
Não tem muita lógica confundir isso com a minha presença na Zona Alta, apesar de as intenções serem as mesmas: trabalhar para a comunidade.

Perfil
João António nasceu na África do Sul, veio viver para os arredores de Lisboa, tendo vivido a maior parte da sua juventude em Alverca, onde estudou até ao ensino secundário. Frequentou a faculdade de Motricidade Humana, onde se licenciou em Desporto, iniciando a carreira de professor aos 22 anos. Antes, aos 14 anos, iniciou-se no atletismo, em Benavente, chegando a ingressar no SC Portugal. Passou pelo U. Tomar, Juventude Vidigalense, onde terminou a carreira. Mais tarde, já em adulto, foi atleta da UDR Zona Alta, depois de se ter mudado para Torres Novas, em 2006.
Como treinador de basquetebol no currículo constam passagens pelo Alverca, por um projecto da Portugal Telecom em Santarém, Amiense, CD Torres Novas e UDR Zona Alta. Ao mesmo tempo que era treinador na UDRZA, João António ainda fez uma “perninha” no atletismo da Zona Alta até que, por motivos profissionais, se ausentou durante dois anos, regressando depois a Torres Novas desempenhando funções de dirigente e treinador de basquetebol feminino da UDRZA.

 

 

 

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