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A trupe do costume
Havia,
na margem do rio frente à nova biblioteca, um friso de grandes e belas
árvores, que davam um encanto especial àquela curva do Almonda. Mas,
sobretudo, as árvores ajudavam a atenuar o grande impacto visual do
edifício, a partir da avenida. Os do costume, arranjaram maneira de matar
mais uma quantidade de árvores. Os pretextos não vão faltar: estavam velhas,
empeçavam nas obras, atrapalhavam outros trabalhos interessantes que se
poderiam fazer para aproveitar a empreitada. O resultado é que os do costume
feriram fatalmente mais um pedaço da cidade e criaram mais um quadro de
desolação. É a trupe das rotundas, que encheu Torres Novas de saloíce do
pior, com os célebres "embelezamentos" das ditas, a fazer qualquer cristão,
mesmo no limite da complacência, querer arrancar os cabelos e martirizar-se.
Esta trupe nunca mais desampara a loja, mas vai deixando o seu trágico
rasto. |