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futebol - nacional 3.ª
divisão (Apuramento campeão)
MONSANTO, 1 - SERTANENSE, 0
Lágrimas e emoção no
Pião
A
vitória conquistada no domingo no campo do Pião foi sem margem de dúvida o
coro-lário de toda uma época de esforço, dedicação e sacrifício de toda a
equipa. Estão todos de parabéns pelo fantástico trabalho desenvolvido e pelo
facto de terem levado mais longe o nome de Monsanto.
O jogo do título não fugiu às
expectativas. O Sertanense apresentou-se com uma defesa possante na
tentativa retardar ao máximo as investidas monsantinas, e o meio-campo
sempre que podia lançava ataques rápidos. O Monsanto entrou em campo
determinado a fazer o que lhe competia, que era assumir o jogo, e marcar
mais um golo que o seu adversário. O sistema de jogo apresentado pelo
técnico Vítor Alves foi o normal: assentava em três centrais, sendo Filipe o
mais recuado, com Fredy e Pedro Nobre a fechar o centro formando um
triângulo defrensivo de luxo. Na baliza, Pedro Miguel foi senhor, e ficou na
retina uma excelente defesa em que a bola foi afastada para cima do
travessão da baliza à sua guarda.
Na esquerda jogou o irrequieto
Daniel que fez uma ponta final de campeonato fantástico, e na direita, Ito
foi exímio a fechar a ala esquerda do Sertanense. No miolo mais um trio
maravilha formado pelo experiente Catita que acabou a jogar a central,
colmatando a subida de Fredy nos últimos dez minutos de jogo, e à sua frente
João Martins, que mais uma vez se exibiu a muito bom nível. Destaque ainda
para Pedro Fazenda que é dono de grande capacidade técnica. As despesas no
ataque ficaram por conta de Carlitos e Mirko, que mais uma vez provou ser um
óptimo jogador.
O Monsanto criou perigo logo aos
5' quando Mirko disparou um remate perigoso. Valeu um defesa que sacudiu
para longe. Mais lances foram criados ao longo da primeira parte mas o golo
teimava em não aparecer. Após descanso, o Monsanto entrou a todo o vapor
tentando fazer o golo que lhe desse a vitória. Contudo ora o guarda-redes
ora os postes da baliza teimavam em adiar o golo. Aos 71' Vítor Alves
colocou toda a carne na grelha fazendo subir Fredy, recuando Catita e
lançando em campo Moleiro e Milá, que acabou por ser o homem que decidiu não
só o jogo mas também o campeonato a favor das hostes monsantinas.
A pressão foi aumentando e o jogo
caminhava a passos largos para o seu final. Sabia-se que o União da Serra
vencia o Marinhense e ia garantindo a subida de divisão. Contudo aos 91',
num canto apontado por Daniel, Milá apareceu a fazer um bom golo, num
excelente movimento de rotação. A bola ainda embateu na barra e de seguida
deu-se explosão de alegria no Pião. Volvidos quatro minutos o apito final
foi dado e falaram mais alto as gentes de Monsanto.
Ficou assim garantido o título de
campeão da 3.ª divisão Série D para a equipa monsantina que vai para a
próxima época disputar o nacional da segunda divisão.
O inferno do Pião
O ambiente no campo do Pião, no
último domingo, foi indescritível. Apesar de não ter grandes condições, os
adeptos lá se foram acomodando como podiam, uns na bancada, outros
debruçados sobre as varolas, e outros que se foram instalando pela pedreira
acima, à procura de alguma sombra.
Era o jogo do tudo ou nada, tanto
para o Monsanto como para o Sertanense, e não havendo qualquer outro jogo
àquela hora, adeptos vindos de Torres Novas, Alcanena, Amiais, Zibreira,
Riachos e de tantas outras localidades, naquele dia haveriam de torcer pelo
Monsanto. A festa, a bem dizer, durou todo o jogo, mas o melhor ficou
guardado para o fim e quando assim é, as vitórias sabem muito melhor. No
outro jogo, no do União da Serra, o resultado era desfavorável para o
Monsanto, e o empate deixou, a partir da segunda parte do jogo de ser um
resultado suficiente. Era necessário ganhar. Com o tempo a passar e o
Monsanto a não conseguir marcar, percebeu-se que o nervosismo no banco
monsantense trespassou para dentro do campo. Já contava o relógio do
árbitro, quando aos 90 minutos e poucos segundos, Milá, num canto, empurrou
a bola para dentro da baliza, e foi o delírio. Passados poucos minutos o
árbitro deu por concluído o jogo e a festa, que já tinha começado às sete da
manhã, prolongou-se no campo do Pião e para fora dele, com música ao vivo,
febras, cerveja e vinho tinto. Parabéns rapazes! Élio Batista
Os pequenos também sabem ser
grandes
Importa neste momento olhar para
trás e reparar na cavalgada triunfante do Grupo Desportivo e Recreativo de
Monsanto. Na época 2002/03, o GD de Monsanto estendeu a sua actividade ao
futebol onze. Pela mão de Arsénio Fazenda, o clube formou um plantel à base
de jogadores oriundos da formação do CADE e rapidamente se afirmou. Subiu à
primeira divisão distrital e na época seguinte, foi campeão distrital e
subiu à 3.ª nacional.
No primeiro ano de nacional, em
2004/05, o Monsanto fez um campeonato tranquilo, tendo-se classificado em
9.º lugar: dois lugares abaixo do Riachense (7.º) e seis lugares acima do
Torres Novas, que desceu de divisão nesse ano. No ano seguinte voltou a
fezer um bom campeonato, tendo-o terminado em 5.º lugar a 10 pontos do
campeão Eléctrico FC. O ano de afirmação do Monsanto aconteceu no ano
seguinte, já com Vítor Alves no comando técnico, depois da saída de Arsénio,
época em que a subida à 2.ª nacional esteve à vista. Acabou por não
acontecer, e este ano o inevitável deu-se. A subida à 2.ª divisão B. E.B.
Torres Novas sozinho na III
divisão
Era com alguma expectativa que o
Desportivo de Torres Novas aguardava o desfecho da série de apuramento de
campeão da 3.ª divisão Série D. Com a subida do Monsanto à 2.ª divisão, o
Torres Novas deverá ser a única equipa do distrito de Santarém naquela
série, na próxima temporada. Se os critérios geográficos de distribuição dos
clubes pelas cinco séries se mantiverem, o SL Cartaxo disputará a Série E e
o Desportivo, que para o ano regressa aos nacionais, será o único clube da
região de Santarém na Série D. E.B.
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Frederico Rasteiro faz
balanço positivo da época
Frederico
Rasteiro, técnico do Riachense, regressou ao futebol de Santarém, depois de
ter passado pelo Torres Novas como jogador, para orientar um clube pela
segunda vez. Rasteiro já tinha estado na rota de Riachos, há cerca de quatro
anos, mas o seu ingresso haveria de estar guardado para 2007. No último jogo
da temporada, ficou a saber que os árbitros de Santarém têm por ele enorme
respeito devido à forma correcta com que sempre se dirigiu a eles.
Discutiu dois títulos mas não conquistou
nenhum. A época ficou longe das suas expectativas iniciais?
Não ficou àquem das expectativas.Tínhamos
traçado objectivos realistas porque sabíamos quais as limitações e penso que
a época ficou além das expectativas. Fizemos uma temporada muito positiva
independentemente de não termos conseguido nenhum troféu. Inicialmente todos
apontavam o Riachense como uma equipa que dificilmente atingiria os seis
primeiros, e aconteceu o contrário.
O início do campeonato não correu bem. A
época foi mal preparada?
Não. O Riachense vinha de uma descida de
divisão e isso trouxe algumas saídas, pelo que teve que haver uma
remodelação do plantel. Quando iniciámos o trabalho, tínhamos a noção que
existiam algumas deficiências, em alguns sectores, e isso confirmou-se.
Tínhamos o Nelson Ramos como avançado, conseguimos contratar o Marco Neves e
ficámos por aí. Não havia mais jogadores e em termos financeiros também não
havia a disponibilidade necessária. Não arranjámos por isso aquilo que
pretendíamos e tivemos que fazer adaptações, como foi o caso de Paulo Jorge,
que rende melhor a lateral esquerdo. A questão do Paulo Jorge, e quero
frisar isso, era a mesma coisa que eu pusesse o Miguel Cunha a avançado, só
que o Paulo tinha outra estatura física. O próprio Nelson Ramos é lateral
direito e as vezes que jogou foi como avançado. Veja-se o caso Miguel Luz e
João António, que deveriam ter tido um processo de adaptação natural, mas
foram obrigados a jogar, e se calhar sairam um pouco prejudicados. Por tudo
isto sabíamos que as coisas não iam ser fáceis.
As pessoas perguntavam porque é que não
jogávamos com ponta-de-lança e porque razão jogávamos naquele sistema, mas
na verdade éramos obrigados a isso porque não tínhamos mais soluções.
O que é que poderia ter corrido melhor?
Poderia ter corrido melhor se não
tivessemos tido lesões e castigos. Houve também algum desequilíbrio com a
saída de alguns jogadores, por questões profissionais, como foi o caso do
Moita, que regressou na parte final. Também não sabíamos qual a
disponibilidade de Paulo Jorge, que esteve algum tempo ausente. Tudo isso
contribuiu para que as coisas não tivessem sido óptimas.
Como é que lidou com as derrotas?
A única derrota que deixou algumas marcas
foi a derrota dos 5-0 em Torres Novas. As derrotas, porém, muitas vezes são
boas para tirarmos conclusões, e a resposta que os jogadores deram foi o
número de vitórias consecutivas que se seguiram. Foi um momento marcante,
como também foram marcantes as derrotas concedidas em casa no início. Nesse
período houve um momento de viragem, porque pus o lugar à disposição à
terceira jornada, e aí vi que a equipa estava comigo. A mostra que me deram
foi no jogo seguinte, na Chamusca, em que vencemos por 0-1, numa altura em
que tínhamos a equipa muito limitada: jogaram Pesca e Agostinho, jogadores
que deixaram de fazer parte do plantel. Foi um jogo extremamente difícil.
Qual foi a sua reacção quando lhe
comunicaram que Amarildo, o único avançado seria suspenso?
Foi uma questão discutida entre a equipa
técnica e a direcção e foi um consenso a que se chegou. Foi a melhor solução
que se arranjou.
O que é que tanto falou com os árbitros
nos intervalos e depois de terminados os jogos?
A minha atitude perante os árbitros foi
aquela que tive enquanto jogador profissional. Não mudei nada, porque faz
parte da minha maneria de ser. Prendo-me pela honestidade e gosto de falar
com as pessoas com total abertura. Temos o direito de expressar o nosso
ponto de vista, e tentei confrontá-los com situações que não tivessem sido
bem analisadas. Foi apenas isso que foi falado. O único jogo que contestei
uma arbitragem foi em Amiais, de resto dei-lhes sempre os parabéns. Há
árbitros que não conhecia e no fim do campeonato deram-me os parabéns pela
postura que tive com eles.
Sublinha portanto que nunca foi
deselegante com os árbitros?
O único jogo em que fiquei desagrado foi em
Amiais, porque senti a importância do jogo. Foi esse que decidiu o
campeonato. Fiquei triste, porque alguém fez com que acontecesse. Pesquisei
sobre o historial do árbrito, do qual não me recordo o nome e verifiquei que
tinha sete jogos realizados, três dos quais da divisão de Honra. Os outros
quatro eram da primeira distrital e camadas jovens. Havia árbitros que
tinham nessa altura 60 jogos realizados. Não percebo porque razão mandaram
um árbitro de 21 anos, naquelas circunstâncias, para um jogo de discussão do
segundo, ou mesmo do primeiro lugar. O meu desagrado foi esse, porque sabia
o contexto em que as coisas estavam feitas.
Os princípios de escolha dos árbitros
são uma das coisas que o desagradaram?
Há muitas coisas que podem ser melhoradas.
A planificação inicial que foi feita na segunda fase, que esteve para ser
alterada devido à greve, nunca foi restabelecida por não ter havido greve.
Nessa situação, o maior prejudicado foi o Riachense. Não aconteceu, mas
poderíamos ter tido duas decisões, uma em cima da outra, e teríamos que
optar por uma delas. (N.R. O último jogo do campeonato jogou-se três dias
antes da final da Taça do Ribatejo).
Está satisfeito com o andamento da
preparação da próxima época?
Estou muito satisfeito por ter sido
possível manter a estrutura da equipa. Foi feito um esforço muito grande por
parte das pessoas. Estão a ser colmatadas algumas saídas. Zeca é um dos
jogadores que não fica, mas o reforço do sector ofensivo foi uma prioridade.
Há mais uma ou outra posição que se está a tentar reforçar.
Para o ano a margem de erro vai ser
menor?
Quem mede a margem de erro sou eu e não as
pessoas. Logicamente, por aquilo que fizemos esta temporada, estamos
obrigados a ter maior ambição. Eu próprio quero ganhar alguma coisa e por
aquilo que conseguimos este ano, temos obrigação de conquistar os dois
troféus, se bem que os objectivos só serão definidos depois de termos o
plantel formado.
Vêm aí a Bênção do Gado, que são festas
tradicionais em Riachos. Pensa em vir até cá?
Sim, e penso trazer a minha família. Gosto
daquilo que é a vida de Riachos, acho que as pessoas são apaixonadas pela
terra, e nesse aspecto estou satisfeito por trabalhar aqui, porque esses
também são os meus princípios de vida. De uma maneira geral identifico-me
com as pessoas com quem trabalhei, e por isso estou bastante integrado. É
fácil entrar no modo de vida das pessoas, apesar de não estar a viver em
Riachos, mas enquanto profissional, também me adaptei a outras localidades.
Faz parte da vida.
Élio Batista
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Atletismo: Grande Prémio de
Santo António animou Torres Novas
no dia de Portugal
Sílvia Costa e Nelson Silva,
foram os atletas da Zona Alta que mais se destacaram nas provas principais
da 31.ª edição do Grande Prémio de S.to António, organizado pela União
Desportiva e Recreativa da Zona Alta, na terça-feira, dia 10 de Junho.
Entre os dois, foi a atleta que
melhor se destacou, por ter terminado a prova feminina dos 6.000m em
primeiro lugar, seguida de Aida Martins do Clac-Tany, que ficou a mais de
dois minutos da vencedora, e Patrícia Ferreira, da Zona Alta, que ficou em
terceiro lugar a 3’03 minutos da colega de equipa. Sílvia Costa fez a prova
em 23’54 e subiu ao primeiro lugar do pódio.
Na prova masculina, a dos 9.000m,
Nelson Silva foi segundo classificado e ficou a dezoito segundos do vencedor
Henriques Santos, do CUAB. O terceiro lugar ficou reservado a um atleta do
mesmo clube, José Santos, que fez a prova em 29’10 minutos.
Na prova masculina destaque ainda
para Marco Francisco, do CAR - CA Riachense (8.º), José Gomes, do GDFE -
Grupo Desportivo e Recreativo do Ferroviários (17.º), Pedro Sousa do CAR
(22.º), Miguel Gonçalves da UDRZA (23.º), Luís Silva, Casa do Povo Alcanena
(25.º), Jorge Maurício Riachense (27.º) e Hugo Nunes, UDRZA (29.º).
A prova masculina foi bastante
participada, contou com 126 atletas, muito mais que a prova feminina que
apenas contou com a participação de 14 atletas, seis das quais eram da Zona
Alta.
Por equipas, na prova rainha
masculinos, o 1.º prémio foi para o CUAB, o 2.º para o Alvitejo e o 3.º para
o Riachense.
Na prova de benjamins femininos,
Mariana Gil do Riachense foi segunda classificada, atrás Salomé Santos, do
Clube Natação de Rio Maior, e na prova masculina, Carlos Gomes, do GDFE foi
o grande vencedor, numa prova bastante disputada. O 2.º e 3.º classificado
chegaram com três segundos de atraso. O 4.º lugar desta prova ficou entregue
a José Almeida, da Zona Alta e o 6.º a Tiago Morgado do CAR.
Na prova de infantis o GDFE
dominou. Na prova feminina Mariana Galrinho foi a vencedora, seguida de
Tamara Branco (Rio Maior) e Vera Santos (Pontével), e na prova masculina,
André Marquês foi também vencedor. O atleta do Ferroviários terminou a prova
tendo feito menos três segundos que o 2.º classificado, Cristiano Rosa do
Rio Maior. Na prova de iniciados femininos, as atletas de S. João da Madeira
ocuparam os 1.º e 2.º lugares, tendo o terceiro sido ocupado por Nadine
Conchinha do GDFE. Na prova masculina Diogo Gonçalves, da Zona Alta, foi o
vencedor e o terceiro lugar ficou igualmente para as cores verde e amarelas.
Na prova feminina de juvenis, Ana
Paula Rodrigues (CAR) foi a vencedora, com 6´24 minutos, seguida de quatro
atletas torrejanas. Dessas, Marta Mendes e Sarah Aleixo subiram ao pódio. Na
prova masculina, o primeiro lugar ficou para o CUAB, com o atleta Miguel
Teixeira, e o segundo entregue a João Dias do Riachense. O lugar mais baixo
do pódio foi para Tiago Batista, de S. João da Madeira.
Na classificação jovem por
equipas, a UDRZA foi a que somou mais pontos (223), seguida do Riachense
(124). Nesta classificação, o Ferroviários somou 97 pontos e ficou em quarto
com os mesmo pontos que o terceiro classificado (Casa do Povo Pontével).
Élio Batista
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Águas Abertas: Vicente e Arrobas superam em
Peniche piores
condições que na Mancha
Os nadadores Miguel Arrobas e Nuno Vicente
superaram no domingo condições mais adversas entre Farilhões e Peniche do
que as que podem encontrar no Canal da Mancha, no último teste antes da
travessia prevista para Agosto. "Apanhámos muito vento, uma nortada brutal e
ondas de 2,5 metros, num percurso que acabou por ser maior que os 24
quilómetros previstos, talvez na ordem dos 26. Se estiverem estas condições
na Mancha, nem as autoridades locais permitem que entremos na água", disse
hoje à Agência Lusa Nuno Vicente, que completou a travessia, entre as ilhas
dos Farilhões e Peniche, em 7:09 horas.
Também Miguel Arrobas, que gastou 7:53
horas na travessia, sublinhou que as adversidades acabaram por concretizar
um "excelente teste, mas muito duro" para a travessia do Canal da Mancha,
que está prevista para a primeira quinzena de Agosto, em que ambos vão
tentar nadar, em separado, os 32 quilómetros entre as costas da Inglaterra e
França. "A água estava muito fria, eu acabei por andar nas últimas duas
horas em total sofrimento", referiu à Lusa Miguel Arrobas, da Associação de
Nadadores dos Estoris, acrescentando que "as condições eram difíceis, mas
superá-las foi muito bom".
Nuno Vicente, do Clube de Natação de Torres
Novas, sublinhou que as "perspectivas são risonhas" para o Canal da Mancha,
realçando a "companhia de golfinhos, durante a primeira meia-hora" da
travessia, que faz parte da iniciativa da Câmara Municipal de Peniche,
festival Sabores do Mar, que decorre até 15 de Junho. Já este ano, os
aventureiros nadaram, em duas etapas realizadas em dias consecutivos, os 54
quilómetros do rio Tejo entre as barragens de Bouçã e Castelo de Bode em
mais de 13 horas.
Em 2007, Miguel Arrobas, 33 anos, e Nuno
Vicente, 29, nadaram durante 3:12 horas entre as ilhas Berlengas e Peniche
(15,4 km), mais doze minutos entre Lagos e Portimão (16,5 km) e cumpriram a
travessia entre Santo André e Sines (26 km) em 6:14.56 horas. A travessia do
Canal da Mancha é considerada a prova rainha mundial da natação de águas
abertas, por ser um percurso longo, com correntes fortes e temperaturas
baixas – até hoje, Baptista Pereira, em 1954 e 1959, foi o único português a
conseguir o feito.
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