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Carreiro da Areia: começou o abandono da aldeia, poluição continua como sempre

Sociedade  »  2019-02-07 

Ribeira da Boa Água continua a ser alvo de descargas iguais às de sempre

Um grupo de moradores do Carreiro da Areia esteve presente na reunião camarária de terça-feira, em protesto contra a poluição e os efeitos que se fazem sentir na aldeia. Já há quem tenha abandonado a povoação, mas nem as casas se conseguem vender.

Os habitantes de Carreiro da Areia não têm agências de publicidade nem gabinetes de advogados onde pontifique uma ex-ministra da Justiça. Mas não desarmam e, mais uma vez, um grupo de moradores fez sentir a sua presença na reunião do executivo municipal torrejano, isto porque a poluição continua a fazer-lhes a vida num inferno.
De entre os presentes, houve quem afirmasse que já abandonou a aldeia e tenha vindo morar para a cidade, e também houve quem dissesse que tem a casa à venda mas não se conseguem vender imóveis naquela povoação fustigada pela poluição ambiental.

Depois de tantas lutas e acções, da população, de algumas forças políticas, de movimentos ambientalistas, a ribeira da Boa Água continua a ser alvo de descargas iguais às de sempre, o ar que se respira nas imediações de Carreiro da Areia mantem-se impróprio para a vida humana. O desespero impera naquela martirizada povoação, enquanto que, quem tem poder financeiro continua a jogar com uma legislação e um aparelho de Justiça construídos e desenhados para proteger os fortes e os poderosos e desprezar os fracos, continua impune.

A última notícia que veio colocar esta triste realidade diante dos nossos olhos teve que ver com a decisão de uma juíza do Tribunal Administrativo de Leiria, que aceitou a providência cautelar que a empresa Fabrióleo interpôs para contrariar a decisão da administração central, atarvés do IAPMEI, de mandar encerrar a laboração daquela unidade fabril, decidida em Março.

Segundo o IAPMEI, o Tribunal de Leiria acha que as vistorias realizadas na empresa foram em número superior ao que a lei determina, razão que justificou a anulação da ordem de encerramento da empresa e a aceitação da providência cautelar.

Embora o IAPMEI tenha recorrido agora para uma instância superior, o Tribunal Central Administrativo do Sul, em Lisboa, não se prevê um desenvolvimento breve do assunto. O IAPMEI tinha determinado a suspensão da laboração da Fabrióleo em Março, a empresa interpôs a providência cautelar e o tribunal de Leiria demorou sete meses (Novembro de 2018) a deliberar a anulação da decisão do IAPMEI, ainda segundo este Instituto.

O IAPMEI adianta que o tribunal acha que só deveriam ter sido feitas três vistorias, e que aquela que veio a determinar a ordem de encerramento da empresa era a quinta vistoria. Mas o Instituto, no seu recurso, contesta esta fabulosa interpretação.

Na reunião de terça-feira, a maioria socialista não teve qualquer resposta a dar à população sobre o andamento de todo o processo, embora esteja nas suas mãos a possibilidade de mandar demolir todas as instalações ilegalmente construídas no complexo fabril, aliás como o IAPMEI tem referido, segundo disse a vereadora do Bloco de Esquerda, Helena Pinto.

 

 

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