UM RIO AO ABANDONO
Sociedade » 2026-08-24
O AÇUDE REAL (FOTO1) é o nosso mais importante testemunho da história económica e da actividade pré-industrial da vila. Permitiu a força motriz a moinhos e lagares, fábricas de chitas e lãs, produção de energia eléctrica. Jaz ao abandono há anos. Os muretes não são conservados nem levam tinta também há anos. Os arbustos que despontam numa das pontas ameaçam começar desagregar a estrutura. Isto não é natureza a trabalhar, é o desleixo e o deixa andar. O açude é uma obra humana e por isso tem de ser cuidado e conservado.
A LEVADA (FOTO 2) é a ligação do açude à primitiva “zona industrial” da vila. Era ele que levava a água necessária para tudo pudesse funcionar. Também como monumento pré-industrial que é, devia ser limpo todos os anos, limpo dos arbustos e agora, coisa nunca vista, de uma árvore que cresce dentro do leito. Não é a natureza que está a fazer o seu trabalho, é o desleixo e o deixa andar. A levada é uma obra humana e como tal tem de ser cuidada e conservada.
A dias, talvez, de se abrirem ao público os tanques chamados “PISCINAS DE VERÃO” (FOTO 3), a paisagem é conspurcada por uma acumulação de lodo onde cresce já a vegetação que rapidamente tomará conta de tudo. A maior mancha de água do rio Almonda, projectada por Vassalo e Silva (projecto mais ousado era o “lago da Fontinha”) é assim contaminada visualmente e não só por lixo e lodo acumulado paredes meias com as piscinas. Não é a natureza a fazer o seu papel. O pequeno “lago” da Fontinha é uma obra humana e deste modo tem se ser cuidado e conservado enquanto paisagem.
Desde o Inverno, resiste um pequeno CANAVIAL derrubado para dentro do rio (FOTO 4), frente aos sanitários públicos da avenida. Não há sequer palavras para a teimosia e a desfaçatez com que, apesar dos reparos sem conta de muita gente, não se mexe uma palha, numa atitude clara de gozo. E isto do gozo, pode vir a sair muito caro. Também não é a natureza a trabalhar. É desleixo e deixa andar. Este caso e os outros não precisam de empreitadas, concursos ou orçamentos suplementares. Sempre foram feitos por meios próprios, considerados que são trabalhos correntes, como é a pintura dos bancos ou das passadeiras que, note-se, pela primeira vez na história, foram objecto de notícia. O que diz bem do ponto a que chegámos.
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UM RIO AO ABANDONO
Sociedade » 2026-08-24
O AÇUDE REAL (FOTO1) é o nosso mais importante testemunho da história económica e da actividade pré-industrial da vila. Permitiu a força motriz a moinhos e lagares, fábricas de chitas e lãs, produção de energia eléctrica. Jaz ao abandono há anos. Os muretes não são conservados nem levam tinta também há anos. Os arbustos que despontam numa das pontas ameaçam começar desagregar a estrutura. Isto não é natureza a trabalhar, é o desleixo e o deixa andar. O açude é uma obra humana e por isso tem de ser cuidado e conservado.
A LEVADA (FOTO 2) é a ligação do açude à primitiva “zona industrial” da vila. Era ele que levava a água necessária para tudo pudesse funcionar. Também como monumento pré-industrial que é, devia ser limpo todos os anos, limpo dos arbustos e agora, coisa nunca vista, de uma árvore que cresce dentro do leito. Não é a natureza que está a fazer o seu trabalho, é o desleixo e o deixa andar. A levada é uma obra humana e como tal tem de ser cuidada e conservada.
A dias, talvez, de se abrirem ao público os tanques chamados “PISCINAS DE VERÃO” (FOTO 3), a paisagem é conspurcada por uma acumulação de lodo onde cresce já a vegetação que rapidamente tomará conta de tudo. A maior mancha de água do rio Almonda, projectada por Vassalo e Silva (projecto mais ousado era o “lago da Fontinha”) é assim contaminada visualmente e não só por lixo e lodo acumulado paredes meias com as piscinas. Não é a natureza a fazer o seu papel. O pequeno “lago” da Fontinha é uma obra humana e deste modo tem se ser cuidado e conservado enquanto paisagem.
Desde o Inverno, resiste um pequeno CANAVIAL derrubado para dentro do rio (FOTO 4), frente aos sanitários públicos da avenida. Não há sequer palavras para a teimosia e a desfaçatez com que, apesar dos reparos sem conta de muita gente, não se mexe uma palha, numa atitude clara de gozo. E isto do gozo, pode vir a sair muito caro. Também não é a natureza a trabalhar. É desleixo e deixa andar. Este caso e os outros não precisam de empreitadas, concursos ou orçamentos suplementares. Sempre foram feitos por meios próprios, considerados que são trabalhos correntes, como é a pintura dos bancos ou das passadeiras que, note-se, pela primeira vez na história, foram objecto de notícia. O que diz bem do ponto a que chegámos.
LIVRE vai ter Núcleo Intermunicipal Entroncamento - Torres Novas
» 2026-08-31
Em nota de imprensa, o Núcleo Distrital de Santarém do Partido LIVRE e os seus membros informam que, no passado dia 29 de Agosto de 2026 iniciou-se o processo de criação de um Núcleo Territorial Intermunicipal do Partido LIVRE que congregará os municípios do Entroncamento e Torres Novas. |
Câmara vai admitir um economista para as obras » 2026-08-29 A Câmara Municipal de Torres Novas vai admitir para os seus quadros um economista (técnico superior de economia/finanças/gestão de empresas para o departamento de obras. A nova admissão surge a pedido da directora daquele departamento, Patrícia Anacleto, que justifica a necessidade de contratação com o “aumento do volume de trabalho” e o “reforço da equipa” daquela estrutura. |
Piscinas de verão abriram hoje, sexta-feira
» 2026-08-28
Os tanques de verão das piscinas municipais abriram ao público hoje, dia 28, sem qualquer aviso prévio da autarquia a não ser um informal anúncio numa rede social americana. Bruno e Eduardo, atletas do Clube de Natação de Torres Novas, foram os dois jovens a quem coube a honra de inaugurar este equipamento, logo pelas dez horas da manhã. |
Crédito Agrícola com nova campanha de Crédito Pessoal
» 2026-08-27
Dando continuidade ao mote “Os meus projectos já saíram da gaveta. E os seus?”, o Crédito Agrícola lança uma nova campanha CA Soluções de Crédito Pessoal que disponibiliza soluções de financiamento ajustadas às diferentes necessidades dos clientes que pretendem concretizar projetos pessoais que têm sido adiados, anuncia o banco em comunicado de imprensa. |
Renova abre a sua fábrica fundacional à criação contemporânea com residência artística de Igor Jesus
» 2026-08-27
A Renova acolhe, desde Junho e até meados de Setembro, uma residência artística de Igor Jesus na sua fábrica, em Torres Novas. É neste espaço industrial que o artista está a desenvolver um novo conjunto de obras, a apresentar em outubro na Cordoaria Nacional, em Lisboa. |
Diz a Quercus: mega centros de dados em Abrantes poderão ultrapassar em 19 vezes o consumo energético anual do concelho
» 2026-08-26
Consumo intensivo de água dos data centers é preocupante perante previsões de 40% de índice de escassez hídrica no rio Tejo para o período 2028-2033 Os centros de dados continuam a ganhar terreno no nosso país, levantando sérias dúvidas sobre os seus impactes ambientais, nomeadamente no que respeita ao consumo energético; à qualidade e disponibilidade dos recursos hídricos; ao uso/ocupação do solo; à poluição sonora e à criação de ilhas de calor. |
PNSAC: PROPOSTA DE ALARGAMENTO REPARA ERRO HISTÓRICO E INCLUI ARRIFES DA SERRA DE AIRE
» 2026-08-26
A proposta de alteração dos limites do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros está em discussão pública desde ontem, 25 de Agosto, e no portal Participa estão já todos os materiais actualizados da referida proposta, podendo ver-se o alcance das alterações à área protegida no concelho de Torres Novas. |
Entroncamento prepara protesto contra biometano em Árgea
» 2026-08-24
A contestação à instalação de uma unidade de produção de biometano em Árgea vai ter nova acção no Entroncamento, para onde as comissões de utentes anunciaram uma arruada, em data a anunciar. |
Tomar volta a ser palco de arte ao ar livre com a 5.ª edição do Festival Art’inrua
» 2026-08-24
O ART’INRUA - Festival Internacional de Artes de Rua de Tomar, regressa este ano para a sua 5.ª edição, prometendo transformar as ruas da cidade de Tomar num palco de arte e criatividade. Entre 11 e 13 de Setembro de 2026, o centro histórico de Tomar acolhe este festival único que celebra a expressão artística em espaço público, com entrada livre para todos. |
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» 2026-08-13
PNSAC: NOVOS LIMITES – NOTA DA DIRECÇÃO DO JT |
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» 2026-08-16
ULS Médio Tejo aciona alerta vermelho de saúde pública: calor extremo |
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» 2026-08-19
CDU questiona presidente da Câmara sobre a nova USF |
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» 2026-08-24
UM RIO AO ABANDONO |
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» 2026-08-26
PNSAC: PROPOSTA DE ALARGAMENTO REPARA ERRO HISTÓRICO E INCLUI ARRIFES DA SERRA DE AIRE |