Autarquia: jardins ribeirinhos vão ser devolvidos às pessoas
Sociedade » 2026-01-23
Os espaços ajardinados da cidade, nomeadamente o jardim da avenida, os jardins da Fontinha (margem direita) e o jardim do Almonda Parque, estão a ser finalmente devolvidos às pessoas após meses em que estiveram colonizados por mais duas centenas de patos de diversas espécies, a que juntavam os pombos e atrás da comida deixada pelas pessoas, ratazanas e baratas.
Os espaços ajardinados estavam a ser literalmente destruídos, relvas, bancos, equipamentos e caminhos permanentemente conspurcados de dejectos, num panorama nojento que estava a colocar em causa a saúde pública e a tornar inutilizáveis esses espaços.
Os serviços de veterinária do município, antes que fosse tomada uma atitude drástica pelas autoridades de saúde – a interdição dos jardins às pessoas, iniciaram um processo de captura dos animais e o seu confinamento em local adequado, tornando agora possível a recuperação gradual dos jardins, em estado de degradação nos últimos anos. O comunicado chama também a atenção para o risco de propagação de doenças que esta situação poderia proporcionar. Eis o teor do comunicado do Município:
«O Município de Torres Novas confronta-se hoje com um número elevado de anatídeos (patos mudos, patos marrecos e gansos) nos jardins centrais da cidade. Esta é uma situação que na sua génese nada teve a ver com o município, pois não foi o município que introduziu estas aves nos jardins. O desequilíbrio ambiental que ocorre com a sobrepopulação existente deriva da sobrealimentação dada pelos humanos e da ausência de predadores naturais neste ambiente, o que afecta a vegetação nativa, danifica os jardins e os equipamentos urbanos, e promove a conspurcação urbana com riscos para a saúde pública.
Esta elevada concentração de patos aumenta a probabilidade de transmissão de doenças entre animais e para os humanos (zoonoses) através das suas fezes (salmonela, E. coli, Criptococose), gripe aviária, entre outras.
No que diz respeito à gripe aviária, a grave situação epidemiológica na União Europeia, bem como o aumento dos focos desta doença confirmados em território nacional, mantêm o risco de disseminação da doença muito elevado. No nosso município ainda não foi registado nenhum caso, mas em municípios próximos já ocorreram focos, como: Santarém, Chamusca, Ferreira do Zêzere, Tomar, colocando a cidade de Torres Novas em zona de proteção e vigilância, onde as aves devem estar confinadas.
Foram dadas indicações ao gabinete médico veterinário do Município de Torres Novas para promover a captura, recolha e confinamento das aves domésticas que deambulam pelos jardins da cidade de forma a assegurar a defesa da saúde pública, higiene dos espaços públicos, segurança dos munícipes e das aves e protecção e bem-estar das mesmas. As mesmas ficarão em instalações do município e à guarda dos serviços veterinários municipais até à data de levantamento das restrições existentes à circulação de aves. Sendo depois encaminhadas para locais que possuam as condições adequadas para o alojamento e maneio dos animais, tendo sempre em vista o bem-estar animal.
É pretensão do município assim que possível construir instalações com condições para alojamento de patos e que permita a sua alimentação, maneio e reprodução controlada, bem como acesso ao rio e possibilidade de confinamento em situações como a atual que assim o obriguem».
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Autarquia: jardins ribeirinhos vão ser devolvidos às pessoas
Sociedade » 2026-01-23
Os espaços ajardinados da cidade, nomeadamente o jardim da avenida, os jardins da Fontinha (margem direita) e o jardim do Almonda Parque, estão a ser finalmente devolvidos às pessoas após meses em que estiveram colonizados por mais duas centenas de patos de diversas espécies, a que juntavam os pombos e atrás da comida deixada pelas pessoas, ratazanas e baratas.
Os espaços ajardinados estavam a ser literalmente destruídos, relvas, bancos, equipamentos e caminhos permanentemente conspurcados de dejectos, num panorama nojento que estava a colocar em causa a saúde pública e a tornar inutilizáveis esses espaços.
Os serviços de veterinária do município, antes que fosse tomada uma atitude drástica pelas autoridades de saúde – a interdição dos jardins às pessoas, iniciaram um processo de captura dos animais e o seu confinamento em local adequado, tornando agora possível a recuperação gradual dos jardins, em estado de degradação nos últimos anos. O comunicado chama também a atenção para o risco de propagação de doenças que esta situação poderia proporcionar. Eis o teor do comunicado do Município:
«O Município de Torres Novas confronta-se hoje com um número elevado de anatídeos (patos mudos, patos marrecos e gansos) nos jardins centrais da cidade. Esta é uma situação que na sua génese nada teve a ver com o município, pois não foi o município que introduziu estas aves nos jardins. O desequilíbrio ambiental que ocorre com a sobrepopulação existente deriva da sobrealimentação dada pelos humanos e da ausência de predadores naturais neste ambiente, o que afecta a vegetação nativa, danifica os jardins e os equipamentos urbanos, e promove a conspurcação urbana com riscos para a saúde pública.
Esta elevada concentração de patos aumenta a probabilidade de transmissão de doenças entre animais e para os humanos (zoonoses) através das suas fezes (salmonela, E. coli, Criptococose), gripe aviária, entre outras.
No que diz respeito à gripe aviária, a grave situação epidemiológica na União Europeia, bem como o aumento dos focos desta doença confirmados em território nacional, mantêm o risco de disseminação da doença muito elevado. No nosso município ainda não foi registado nenhum caso, mas em municípios próximos já ocorreram focos, como: Santarém, Chamusca, Ferreira do Zêzere, Tomar, colocando a cidade de Torres Novas em zona de proteção e vigilância, onde as aves devem estar confinadas.
Foram dadas indicações ao gabinete médico veterinário do Município de Torres Novas para promover a captura, recolha e confinamento das aves domésticas que deambulam pelos jardins da cidade de forma a assegurar a defesa da saúde pública, higiene dos espaços públicos, segurança dos munícipes e das aves e protecção e bem-estar das mesmas. As mesmas ficarão em instalações do município e à guarda dos serviços veterinários municipais até à data de levantamento das restrições existentes à circulação de aves. Sendo depois encaminhadas para locais que possuam as condições adequadas para o alojamento e maneio dos animais, tendo sempre em vista o bem-estar animal.
É pretensão do município assim que possível construir instalações com condições para alojamento de patos e que permita a sua alimentação, maneio e reprodução controlada, bem como acesso ao rio e possibilidade de confinamento em situações como a atual que assim o obriguem».
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Ascensão: grande cartaz com destaque para José Cid de regresso a "casa"
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A Semana da Ascensão está de regresso e pretende reafirmar-se como o maior evento do concelho da Chamusca. De 9 a 17 de Maio, a vila transforma-se num grande palco de cultura, tradição e identidade e assume-se como epicentro das vivências ribatejanas. |
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A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) realizou esta semana, no Hospital de Tomar, a primeira cirurgia oncológica com recurso a tecnologia robótica no Médio Tejo, num momento histórico para a instituição e para a região. |
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United Colors of Almonda Parque
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Unidades móveis de saúde vão reforçar cuidados de proximidade
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Duas unidades móveis de saúde vão começar este mês de Fevereiro a percorrer sete concelhos da sub-região do Médio Tejo para levar cuidados de enfermagem, tratamentos e telemedicina às populações, revelou a Unidade Local de Saúde (ULS). |
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O troço mais recentemente urbanizado da avenida dos Negréus, entrada de Torres Novas pela estrada nacional 3, prometia, na altura, dotar aquela entrada da cidade de um panorama adequado ao surto expansionista que tinha começado no final da década 90, e que inclui a requalificação da variante hoje avenida Andrade Corvo, a avenida 8 de Julho, o próprio viaduto de Rio Frio, entre outras vias e equipamentos colectivos. |