NO REINO DO ABSURDO
Sociedade » 2026-01-15
Ainda recentemente, falámos neste jornal na inacreditável situação dos cedros plantados junto ao muro frontal do edifício dos Paços do Concelho, tapando completamente a vista do histórico edifício hospitalar construído em finais do séc. XIX. Se havia um sítio onde não podia ser plantado uma barreira verde de grande dimensão, era ali, obliterando a visão do edifício como elemento arquitectónico estruturante daquele antigo rossio, para além da sua actual função de casa de todos os torrejanos. Pois foi mesmo ali mesmo isso que as iluminárias do costume foram plantar os cedros, sabendo-se de antemão do seu rápido crescimento e da sua densidade.
Situação idêntica aconteceu na Fontinha (margem direita do rio entre a biblioteca e a quinta da Lezíria). O açude real, visto daí nestes tempos de invernia, é um dos espectáculos a que muitos torrejanos se habituaram, Sobretudo à noite, ver dali a açude em todo o seu esplendor, as bátegas de água despenharem-se sobre a escadaria até formarem, na base, uma enorme mancha de água e espuma que se elevam, sob um som que desafia os sentidos, era um privilégio, uma imagem forte, talvez a mais forte, da passagem do rio Almonda em todo o troço urbano.
Pois foi precisamente ali, defronte da vista do açude, que foram plantar uma enorme mancha verde vegetal que tapa precisamente a visão daquele monumento do século XVI, construído para desviar as águas, por uma levada, até ao Caldeirão, para alimento de moinhos e lagares.
Não há razão aparente para esta ruinosa “obra”. Se acaso estava em causa uma vedação de protecção, era seguir simplesmente o varandim metálico, Ou querendo um verde, uma solução arbustiva de pequeno porte. O que foi feito, com todas as letras, é uma perfeita estupidez, ditada pela ignorância e desconhecimento da cidade, do rio e do que o envolve. Também é, como a situação dos ciprestes, inacreditável.
Árvores à sombra por causa do calor
Outra situação que alinha pelo mesmo calibre pode ver-se na recente requalificação do edifício da antiga Central do Caldeirão. Pois onde foram eles plantar umas árvores? No melhor sítio, já se vê. Num pequeno canteiro, encostado ao edifício, onde se imaginava uma decoração arbustiva (até para não afrontar o monumento) e onde as árvores ficarão toda a tarde à sombrinha.
Defronte do edifício, onde estão os bancos de descanso, num plano que está toda a tarde à torreira do sol a dar de chapa naquela aridez de pedra, e onde se imaginavam, aí sim, duas ou três árvores, o que lá meteu a patrulha? Uma solução arbustiva rasca, tipo palha, e quem queira que leve com o sol na cabeça, se por acaso quiser descansar por ali, já que lá estão os bancos.
Em Torres Novas, há este padrão de se conseguir fazer sempre o pior que se pode imaginar quando se imagina que o pior visto foi. Alguém que tem que meter mãos nisto: a nossa vida de cidade não é só luzes de Natal e foguetório. Não pode ser, digamos assim.
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NO REINO DO ABSURDO
Sociedade » 2026-01-15
Ainda recentemente, falámos neste jornal na inacreditável situação dos cedros plantados junto ao muro frontal do edifício dos Paços do Concelho, tapando completamente a vista do histórico edifício hospitalar construído em finais do séc. XIX. Se havia um sítio onde não podia ser plantado uma barreira verde de grande dimensão, era ali, obliterando a visão do edifício como elemento arquitectónico estruturante daquele antigo rossio, para além da sua actual função de casa de todos os torrejanos. Pois foi mesmo ali mesmo isso que as iluminárias do costume foram plantar os cedros, sabendo-se de antemão do seu rápido crescimento e da sua densidade.
Situação idêntica aconteceu na Fontinha (margem direita do rio entre a biblioteca e a quinta da Lezíria). O açude real, visto daí nestes tempos de invernia, é um dos espectáculos a que muitos torrejanos se habituaram, Sobretudo à noite, ver dali a açude em todo o seu esplendor, as bátegas de água despenharem-se sobre a escadaria até formarem, na base, uma enorme mancha de água e espuma que se elevam, sob um som que desafia os sentidos, era um privilégio, uma imagem forte, talvez a mais forte, da passagem do rio Almonda em todo o troço urbano.
Pois foi precisamente ali, defronte da vista do açude, que foram plantar uma enorme mancha verde vegetal que tapa precisamente a visão daquele monumento do século XVI, construído para desviar as águas, por uma levada, até ao Caldeirão, para alimento de moinhos e lagares.
Não há razão aparente para esta ruinosa “obra”. Se acaso estava em causa uma vedação de protecção, era seguir simplesmente o varandim metálico, Ou querendo um verde, uma solução arbustiva de pequeno porte. O que foi feito, com todas as letras, é uma perfeita estupidez, ditada pela ignorância e desconhecimento da cidade, do rio e do que o envolve. Também é, como a situação dos ciprestes, inacreditável.
Árvores à sombra por causa do calor
Outra situação que alinha pelo mesmo calibre pode ver-se na recente requalificação do edifício da antiga Central do Caldeirão. Pois onde foram eles plantar umas árvores? No melhor sítio, já se vê. Num pequeno canteiro, encostado ao edifício, onde se imaginava uma decoração arbustiva (até para não afrontar o monumento) e onde as árvores ficarão toda a tarde à sombrinha.
Defronte do edifício, onde estão os bancos de descanso, num plano que está toda a tarde à torreira do sol a dar de chapa naquela aridez de pedra, e onde se imaginavam, aí sim, duas ou três árvores, o que lá meteu a patrulha? Uma solução arbustiva rasca, tipo palha, e quem queira que leve com o sol na cabeça, se por acaso quiser descansar por ali, já que lá estão os bancos.
Em Torres Novas, há este padrão de se conseguir fazer sempre o pior que se pode imaginar quando se imagina que o pior visto foi. Alguém que tem que meter mãos nisto: a nossa vida de cidade não é só luzes de Natal e foguetório. Não pode ser, digamos assim.
Saúde: ULS Médio Tejo entre os primeiros hospitais europeus a utilizar tecnologia não invasiva para tratamento da dor lombar crónica
» 2026-07-15
A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) realizou três procedimentos inovadores para o tratamento da dor lombar crónica de origem facetária, utilizando o sistema Neurolyser XR, uma tecnologia de última geração baseada em ultrassons focalizados de alta intensidade (HIFU), guiados por fluoroscopia. |
Conselho de Desenvolvimento Intermunicipal da Educação reuniu-se em Alcanena
» 2026-07-10
O Conselho de Desenvolvimento Intermunicipal da Educação (CDIEd) reuniu-se no dia 6 de Julho na Escola Secundária de Alcanena para analisar o PEDIME - Plano Estratégico de Desenvolvimento Intermunicipal da Educação e preparar a sua execução nos próximos anos. |
ULS Médio Tejo: equipa vai melhorar acessos venosos de utentes com tratamentos prolongados
» 2026-07-08
Equipa coordenada pelo Serviço de Anestesiologia arranca no Hospital de Tomar e será progressivamente alargada às unidades hospitalares de Abrantes e Torres Novas. A nova resposta aposta em formação especializada e tecnologia ecográfica para tornar a colocação de acessos venosos mais segura, precisa e confortável. |
Bombeiros Voluntários Torrejanos com posto avançado em Casais da Igreja
» 2026-07-08
Os Bombeiros Voluntários Torrejanos (BVT) passam a contar, desde ontem, 7 de julho, com um posto avançado em Casais da Igreja, localidade da freguesia de Assentis, concelho de Torres Novas. “A criação deste posto avançado representa um importante reforço da capacidade operacional dos BVT, permitindo aproximar os meios de socorro da zona norte do concelho e reduzir os tempos de resposta às ocorrências. |
Festas do Almonda: edição 40 começa amanhã
» 2026-07-07
Quarta-feira, dia 8 de Julho, dia da elevação de Torres Novas a cidade, começa a edição deste ano das festas do Almonda, a 40.º, com palcos marcados para os jardins da Fontinha, na margem direita do rio Almonda. |
Biometano em Árgea: oposição total e inequívoca na assembleia municipal
» 2026-07-01
Toda a gente é a favor da transição energética, ninguém é contra a produção de biogás e do biometano em particular, mas todos os partidos representados na assembleia municipal de Torres Novas se manifestaram contra o projecto do biometano para a Árgea. |
As festas, com isto neste estado?
» 2026-06-21
Antigamente, e se calhar ainda hoje, havia nas aldeias aquele hábito de as pessoas alindarem o que era seu por altura das festas. Vinha gente de fora, a procissão havia de passar pelas ruas, toda a gente tinha os olhos no que via. Caiavam-se as casas. |
FICAMOS ASSIM, POR AGORA
» 2026-06-19
Portanto, há um dos lampiões do jardim da avenida que está assim desde o tempo em que não havia luz. É só uma questão de encomendar um bocadito de acrílico fosco à medida, coisa que ainda demora uns dias, trabalho complicado. |
Alcanena: igreja de Malhou pode ser monumento de interesse público
» 2026-06-16
Foi aprovado, por unanimidade, na reunião de Câmara realizada a 8 de Junho, desencadear, junto das entidades competentes, o procedimento conducente à classificação da Igreja do Espírito Santo, em Malhou, como Monumento de Interesse Público. |
MUNICÍPIOS DA LEZÍRIA DO TEJO FORMALIZAM CRIAÇÃO DA EMPRESA INTERMUNICIPAL DE TRANSPORTES PÚBLICOS
» 2026-06-13
Os onze presidentes de Câmara que integram a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, basicamente o sul do distrito de Santarém, formalizaram a constituição da “Transportes da Lezíria do Tejo, EIM, S. |
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» 2026-07-01
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