Ainda o tema chato e aborrecido, o PDM - antónio gomes
Sociedade » 2025-08-25
Aproximam-se as eleições autárquicas e acontece que por coincidência e desleixo do PS de Torres Novas, estamos agora na fase final da revisão do PDM, ao fim de 22anos.
Bem sei que ninguém quer saber disto, é uma matéria complexa, chata e muito aborrecida, mas também sei que esta matéria interessa a muita gente, mas essa gente a quem interessa só dá por ela quando precisa mesmo. Ou porque quer construir uma casa, ou reabilitá-la, quer fazer um pequeno investimento, vender um terreno, ou coisa parecida.
Depois há os que têm interesse e interesses, estes estão mesmo atentos, ou porque querem negociar terrenos, ou porque querem uma nova urbanização, um loteamento, etc..
Existe também o interesse público claro está, este é demasiado importante para que este processo de revisão passe ao lado da opinião pública. Que estratégia para o concelho, que tipo de economia, que infraestruturas precisamos, como lidamos com as alterações climáticas, mais construção ou menos construção? Muita coisa há para dizer nestes aspetos.
Este processo eleitoral deverá ser esclarecedor, o que querem e propõem os vários protagonistas, os vários partidos, como se posicionam face àquilo que está em cima da mesa? O que está em cima da mesa é demasiado importante para os eleitores e deve ser levado em conta na hora de decidir o seu voto, nenhum partido político pode furtar-se a este desafio. Até ao momento, pelo que é público, só o Bloco de Esquerda teve uma intervenção organizada, de análise e proposta apresentada durante a consulta pública e na Assembleia Municipal.
Dos muitos temas, vários polémicos, escolho apenas um desta proposta de revisão, “os espaços de actividades económicas isoladas”: segundo os dados vindos a público, neste processo existem 176 actividades de cariz industrial em solo urbano não industrial, pequenas oficinas, pequenas empresas que foram sendo permitidas ao longo de décadas, muitas das vezes estão em confronto directo com vizinhos ou com a ausência de infraestruturas adequadas como a recolha e tratamento de resíduos e outras.
Estas situações não podem desaparecer de um momento para o outro, mas deviam de ser enquadradas no principal instrumento de ordenamento do território, deviam de ter tempo suficientemente para se transferirem para os Parques Empresariais e não ser ignoradas como acontece, perpetuando situações pouco aconselháveis para um território moderno, desenvolvido e com qualidade de vida.
Apenas um exemplo para que todos e todas percebamos do que estou a falar, encontra-se em solo rústico, próximo do Bairro de S. Domingos uma fábrica de explosivos, vulgo, fogo de artifício. É um espaço, como sabemos, nada aconselhável para se viver perto, agora nesta revisão do PDM outro espaço, em Vale Fumado, ali para os lados das Lapas, segundo informação recolhida, poderá vir a ser o local para a instalação da dita fábrica. Seja como for, este assunto tem de ser explicado à população e a revisão do Plano Director Municipal tem de tratar com a importância que realmente tem. A fábrica fica no Bairro de S. Domingos ou vai para Vale Fumado? Ou será que fica nos dois locais?
Se as várias candidaturas políticas nas próximas eleições não tratarem desta revisão do PDM com a importância que tem, então não sei do que é que vão falar.
© 2026 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Ainda o tema chato e aborrecido, o PDM - antónio gomes
Sociedade » 2025-08-25Aproximam-se as eleições autárquicas e acontece que por coincidência e desleixo do PS de Torres Novas, estamos agora na fase final da revisão do PDM, ao fim de 22anos.
Bem sei que ninguém quer saber disto, é uma matéria complexa, chata e muito aborrecida, mas também sei que esta matéria interessa a muita gente, mas essa gente a quem interessa só dá por ela quando precisa mesmo. Ou porque quer construir uma casa, ou reabilitá-la, quer fazer um pequeno investimento, vender um terreno, ou coisa parecida.
Depois há os que têm interesse e interesses, estes estão mesmo atentos, ou porque querem negociar terrenos, ou porque querem uma nova urbanização, um loteamento, etc..
Existe também o interesse público claro está, este é demasiado importante para que este processo de revisão passe ao lado da opinião pública. Que estratégia para o concelho, que tipo de economia, que infraestruturas precisamos, como lidamos com as alterações climáticas, mais construção ou menos construção? Muita coisa há para dizer nestes aspetos.
Este processo eleitoral deverá ser esclarecedor, o que querem e propõem os vários protagonistas, os vários partidos, como se posicionam face àquilo que está em cima da mesa? O que está em cima da mesa é demasiado importante para os eleitores e deve ser levado em conta na hora de decidir o seu voto, nenhum partido político pode furtar-se a este desafio. Até ao momento, pelo que é público, só o Bloco de Esquerda teve uma intervenção organizada, de análise e proposta apresentada durante a consulta pública e na Assembleia Municipal.
Dos muitos temas, vários polémicos, escolho apenas um desta proposta de revisão, “os espaços de actividades económicas isoladas”: segundo os dados vindos a público, neste processo existem 176 actividades de cariz industrial em solo urbano não industrial, pequenas oficinas, pequenas empresas que foram sendo permitidas ao longo de décadas, muitas das vezes estão em confronto directo com vizinhos ou com a ausência de infraestruturas adequadas como a recolha e tratamento de resíduos e outras.
Estas situações não podem desaparecer de um momento para o outro, mas deviam de ser enquadradas no principal instrumento de ordenamento do território, deviam de ter tempo suficientemente para se transferirem para os Parques Empresariais e não ser ignoradas como acontece, perpetuando situações pouco aconselháveis para um território moderno, desenvolvido e com qualidade de vida.
Apenas um exemplo para que todos e todas percebamos do que estou a falar, encontra-se em solo rústico, próximo do Bairro de S. Domingos uma fábrica de explosivos, vulgo, fogo de artifício. É um espaço, como sabemos, nada aconselhável para se viver perto, agora nesta revisão do PDM outro espaço, em Vale Fumado, ali para os lados das Lapas, segundo informação recolhida, poderá vir a ser o local para a instalação da dita fábrica. Seja como for, este assunto tem de ser explicado à população e a revisão do Plano Director Municipal tem de tratar com a importância que realmente tem. A fábrica fica no Bairro de S. Domingos ou vai para Vale Fumado? Ou será que fica nos dois locais?
Se as várias candidaturas políticas nas próximas eleições não tratarem desta revisão do PDM com a importância que tem, então não sei do que é que vão falar.
Caminhada: “A Bom Ritmo” nas Grutas de Lapas e Tufos Calcários
» 2026-04-15
O Município de Torres Novas irá promover, no próximo dia 18 de Abril, um passeio interpretativo dedicado às Grutas de Lapas e Tufos Calcários com o objectivo de que os participantes partam à descoberta do património natural e turístico do concelho de Torres Novas. |
1 de Maio: Caminhada solidária dos Bombeiros Voluntários
» 2026-04-15
O município de Torres Novas vai ser palco, no próximo dia 1 de Maio, da “Caminhada Solidária Da Terra Farmácia.Torres Novas - Bombeiros Voluntários Torrejanos”, uma iniciativa aberta a toda a população e apoiada pela Câmara Municipal local. |
OURÉM: Albardeira recria álbum de José Afonso em espectáculo colectivo
» 2026-04-15
No âmbito das celebrações do 25 de Abril, a “Albardeira Associação Cultural” apresenta “Enquanto há força”, um concerto-espectáculo que recria integralmente o álbum homónimo de José Afonso, editado em 1978. |
Torreshopping reforça o compromisso com a sustentabilidade através do projecto “Vamos Verde”
» 2026-04-10
O Centro Comercial Torreshopping reafirmou na passada sexta-feira, dia 27 de Março, o seu compromisso com as políticas de ambiente, responsabilidade social e governanção, com a dinamização de mais uma edição do projecto “Vamos Verde” (em tradução livre para a língua oficial do país). |
“Another Day in Paradise!” celebra 25 anos do Teatro Meia Via
» 2026-04-09
No próximo dia 19 de Abril (domingo), às 16h00, o Teatro Maria Noémia, na Meia Via, recebe o espectáculo “Another Day in Paradise!”, uma criação da Associação Porta 37, integrada nas comemorações do 25. |
Cimeira “mulheres que criam” » 2026-04-08 A cimeira “Mulheres que Criam Futuro” é uma iniciativa “de âmbito regional e projecção nacional dedicada ao empreendedorismo feminino, ao desenvolvimento humano e ao impacto social”. Terá lugar a 13 de Junho na região do Médio Tejo e reúne mulheres empreendedoras, líderes e futuras criadoras de projectos, num espaço de partilha, inspiração e capacitação prática. |
Nersant lança projecto de mais de 767 mil euros para acelerar a descarbonização das empresas ribatejanas
» 2026-04-07
A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém assinalou o arranque do projecto Ribatejo+Sustentável. O projecto está a ser desenvolvido em parceria com o Instituto Politécnico de Tomar, o Instituto Politécnico de Santarém, o TagusValley – Tecnopolo do Vale do Tejo e a MédioTejo21 – Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo, enquanto copromotores, contando ainda com a participação da CIMLT – Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e da CIMT – Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo como parceiros não beneficiários. |
Um torrejano nas prisões da PIDE (1), por Vítor Antunes
» 2026-04-05
Um torrejano nas prisões da PIDE (1) Talvez o nome António Santos Graça (1939-1999) diga pouco ao estimado leitor. Por outro lado, julgo que ele é totalmente desconhecido para os jovens torrejanos. Nascido em Torres Novas, a 15 de Abril de 1939, o seu nome integra a galeria dos heróis que estiveram na linha da frente na resistência ao fascismo. |
Conferência/Debate sobre o 25 de Novembro com Vasco Lourenço, Pacheco Pereira e Fernando Rosas
» 2026-04-03
No próximo dia 11 de Abril, sábado, pelas 15h30, realiza-se na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes uma conferência/debate sobre o 25 de Novembro de 1975, com a participação de Vasco Lourenço, José Pacheco Pereira e Fernando Rosas. |
Festival do Bolo de Cabeça está de regresso
» 2026-04-03
O Festival do Bolo de cabeça está de regresso e marca entronização da Confraria do Bolo de Cabeça. As localidades de Lapas e Ribeira Ruiva recebem, nos próximos dias 11 e 12 de Abril, a 2ª edição do Festival do Bolo de Cabeça, um evento dedicado à valorização de uma das mais emblemáticas tradições gastronómicas da região. |