A vergonha de entrar em Torres Novas
Sociedade » 2026-01-28
O troço mais recentemente urbanizado da avenida dos Negréus, entrada de Torres Novas pela estrada nacional 3, prometia, na altura, dotar aquela entrada da cidade de um panorama adequado ao surto expansionista que tinha começado no final da década 90, e que inclui a requalificação da variante hoje avenida Andrade Corvo, a avenida 8 de Julho, o próprio viaduto de Rio Frio, entre outras vias e equipamentos colectivos.
Foram então construídos os blocos de apartamentos na avenida dos Negréus, fantásticos na localização, com vistas de campo e da serra nas traseiras, uma cortina de lojas nos pisos térreos e planos verdes para ajardinar, quais quintais floridos a dar para a estrada. Eram, na altura, os apartamentos mais caros de Torres Novas, até pela qualidade visível das construções.
Confrontados com os “bonecos” na altura da compra, os felizes proprietários viram certamente, em bonitos desenhos, os magníficos espaços ajardinados que iam nascer frente às suas portas, constantes no estúdio prévio, já se vê, e sorriram de satisfação. “Isto aqui não é só passeios e paus de fio, isto é outra coisa”.
Viu-se, passados quê, vinte anos? Aquilo que deveria ser o revestimento verde e ajardinado dos espaços fronteiros aos prédios não passa de um medonho matagal, um vergonhoso postal de boas vindas a quem entra na cidade e uma falta de respeito para com os moradores que investiram o seu dinheiro naquelas casas. Nada bate certo: os prédios mais “finos” e depois a cena escabrosa do mato e da erva boa para rebanhos. O traço “barrão” do modo de ser torrejano.
Só em Torres Novas, na verdade, se verificam situações assim de total bandalheira estética no tratamento do espaço público. E nem vale a pena ir indagar de quem é a culpa ou a responsabilidade. Ou há-de ser o empreiteiro porque assim, ou há-de ser a Câmara porque assado, já se sabe o que a casa gasta.
Praceta Entre-Águas: mais do mesmo
O problema é que a situação descrita nos Negréus é generalizada. Basta procura exemplos pela cidade. A praceta de Entre-Águas é outro caso paradigmático deste modelo de acção camarária. Os primeiros moradores de um local que podia ser, de facto, maravilhoso, estão ali há cerca de um quarto de século. Os jovens casais que para ali foram já tiveram filhos, que já tiraram cursos superiores, que seguiram o seu rumo, mas o local onde nasceram e viveram continua na mesma: uma promessa. Aquando da compra, também estes proprietários de apartamentos foram seduzidos pelo que estava para vir. Em frente aos prédios, um generoso espaço de jardim, com árvores e relva, tudo o que um urbano pode esperar ao pé de casa. Passado este tempo, o que existe é um baldio cheio de erva, lixo, mato e entulho, que se vai renovando ano após ano até à eternidade. Ninguém faz nada, ninguém tem culpa, ninguém é responsável, ninguém sabe de nada. Quer no caso dos Negréus, quer no caso de Entre-Águas, os moradores deveriam ter direito a indemnização, vítimas de má-fé e incumprimento. Querem apostar os leitores que, se dois ou três moradores de cada um destes locais avançassem com acções contra o município (que é a entidade responsável por fazer cumprir a lei e os contratos em matéria urbanística, ou por fazer as obras, se por contrato lhes couberem), querem apostar os leitores que o arranjo destes locais avançava rapidamente?
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A vergonha de entrar em Torres Novas
Sociedade » 2026-01-28
O troço mais recentemente urbanizado da avenida dos Negréus, entrada de Torres Novas pela estrada nacional 3, prometia, na altura, dotar aquela entrada da cidade de um panorama adequado ao surto expansionista que tinha começado no final da década 90, e que inclui a requalificação da variante hoje avenida Andrade Corvo, a avenida 8 de Julho, o próprio viaduto de Rio Frio, entre outras vias e equipamentos colectivos.
Foram então construídos os blocos de apartamentos na avenida dos Negréus, fantásticos na localização, com vistas de campo e da serra nas traseiras, uma cortina de lojas nos pisos térreos e planos verdes para ajardinar, quais quintais floridos a dar para a estrada. Eram, na altura, os apartamentos mais caros de Torres Novas, até pela qualidade visível das construções.
Confrontados com os “bonecos” na altura da compra, os felizes proprietários viram certamente, em bonitos desenhos, os magníficos espaços ajardinados que iam nascer frente às suas portas, constantes no estúdio prévio, já se vê, e sorriram de satisfação. “Isto aqui não é só passeios e paus de fio, isto é outra coisa”.
Viu-se, passados quê, vinte anos? Aquilo que deveria ser o revestimento verde e ajardinado dos espaços fronteiros aos prédios não passa de um medonho matagal, um vergonhoso postal de boas vindas a quem entra na cidade e uma falta de respeito para com os moradores que investiram o seu dinheiro naquelas casas. Nada bate certo: os prédios mais “finos” e depois a cena escabrosa do mato e da erva boa para rebanhos. O traço “barrão” do modo de ser torrejano.
Só em Torres Novas, na verdade, se verificam situações assim de total bandalheira estética no tratamento do espaço público. E nem vale a pena ir indagar de quem é a culpa ou a responsabilidade. Ou há-de ser o empreiteiro porque assim, ou há-de ser a Câmara porque assado, já se sabe o que a casa gasta.
Praceta Entre-Águas: mais do mesmo
O problema é que a situação descrita nos Negréus é generalizada. Basta procura exemplos pela cidade. A praceta de Entre-Águas é outro caso paradigmático deste modelo de acção camarária. Os primeiros moradores de um local que podia ser, de facto, maravilhoso, estão ali há cerca de um quarto de século. Os jovens casais que para ali foram já tiveram filhos, que já tiraram cursos superiores, que seguiram o seu rumo, mas o local onde nasceram e viveram continua na mesma: uma promessa. Aquando da compra, também estes proprietários de apartamentos foram seduzidos pelo que estava para vir. Em frente aos prédios, um generoso espaço de jardim, com árvores e relva, tudo o que um urbano pode esperar ao pé de casa. Passado este tempo, o que existe é um baldio cheio de erva, lixo, mato e entulho, que se vai renovando ano após ano até à eternidade. Ninguém faz nada, ninguém tem culpa, ninguém é responsável, ninguém sabe de nada. Quer no caso dos Negréus, quer no caso de Entre-Águas, os moradores deveriam ter direito a indemnização, vítimas de má-fé e incumprimento. Querem apostar os leitores que, se dois ou três moradores de cada um destes locais avançassem com acções contra o município (que é a entidade responsável por fazer cumprir a lei e os contratos em matéria urbanística, ou por fazer as obras, se por contrato lhes couberem), querem apostar os leitores que o arranjo destes locais avançava rapidamente?
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No passado dia 27 de Fevereiro realizou-se em Torres Novas a cerimónia de tomada de posse da Concelhia de Torres Novas da Juventude Popular, que contou com a presença do secretário de Estado da Administração Interna Telmo Correia, do secretário-geral do CDS-PP, Pedro Morais Soares e do secretário-geral da Juventude Popular, João Miguel Pais. |
PUBLICIDADE INSTITUCIONAL Centro de Dia de S. Silvestre Assembleia Geral » 2026-03-03 Centro de Dia de S. Silvestre Carvalhal da Aroeira Assembleia Geral CONVOCATÓRIA Convocam-se todos os sócios, nos termos do art.º. 25º e 26º dos Estatutos para a reunião da Assembleia Geral a realizar na sede (Centro de Dia) no próximo dia 22 de março de 2026, Domingo pelas 16. |
Ascensão: grande cartaz com destaque para José Cid de regresso a "casa"
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A Semana da Ascensão está de regresso e pretende reafirmar-se como o maior evento do concelho da Chamusca. De 9 a 17 de Maio, a vila transforma-se num grande palco de cultura, tradição e identidade e assume-se como epicentro das vivências ribatejanas. |
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A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) realizou esta semana, no Hospital de Tomar, a primeira cirurgia oncológica com recurso a tecnologia robótica no Médio Tejo, num momento histórico para a instituição e para a região. |
Natércia Torrinha quer reabilitar uma casa histórica, mas esta há mais de uma ano à espera de resposta do urbanismo
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Duas unidades móveis de saúde vão começar este mês de Fevereiro a percorrer sete concelhos da sub-região do Médio Tejo para levar cuidados de enfermagem, tratamentos e telemedicina às populações, revelou a Unidade Local de Saúde (ULS). |
Autarquia: jardins ribeirinhos vão ser devolvidos às pessoas
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