Warning: file_get_contents(http://api.facebook.com/restserver.php?method=links.getStats&urls=www.jornaltorrejano.pt%2Fopiniao%2Fnoticia%2F%3Fn-f29c40d1): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /htdocs/public/www/inc/inc_pagina_noticia.php on line 148
Jornal Torrejano
 • SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Domingo, 13 Setembro 2026    •      Directora: Inês Vidal    •      Estatuto Editorial    •      História do JT
   Pesquisar...
Qua.
 30° / 17°
Períodos nublados
Ter.
 31° / 16°
Céu limpo
Seg.
 38° / 20°
Céu limpo
Torres Novas
Hoje  38° / 19°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Silvester - carlos paiva

Opinião  »  2026-01-14  »  Carlos Paiva

A primeira corrida de S. Silvestre aconteceu no Brasil, em 1925. Assinala a data do falecimento de S. Silvestre, o trigésimo terceiro Papa, em 31 de Dezembro de 335. Foi durante o seu pontificado que terminou a perseguição romana aos cristãos. Um jornalista brasileiro testemunhou uma prova nocturna de atletismo em Paris, aberta a amadores e profissionais, onde cada atleta levava uma tocha acesa na mão. Por algum motivo ficou impressionado e decidiu iniciar algo idêntico no Brasil, associando o evento à efeméride cristã. Desde então, pegou a moda e disseminou-se pelo mundo inteiro. No entanto, o vínculo de contexto foi-se perdendo. Do dia 31 de Dezembro, alargou-se a janela temporal para todo o mês de Dezembro estendendo-se até Janeiro já no ano seguinte. Admitindo-se corrida nocturna, diurna, crepuscular. Ou seja, a qualquer hora. E sem tochas. Embora totalmente desvirtuada, a mais ou menos prova de atletismo, mais ou menos no fim de ano, mais ou menos nocturna, continua a chamar-se corrida de S. Silvestre.

Em Torres Novas, a corrida de S. Silvestre acontece no fim de semana que precede o Natal, no período da tarde. No fim de semana em que ocorrem os almoços de Natal das empresas, quando as famílias separadas pela geografia um ano inteiro se reúnem, quando o cidadão comum se atarefa com as compras de Natal, no período de férias escolares, é a altura ideal para impedir a circulação automóvel, cortar ruas, fechar caminhos, dificultar acessos. Brilhante. A coroar a orgia de imbecilidade, a polícia presente no terreno só sabe que não se pode circular por ali. Exclusivamente isso, nada mais que isso. Que alternativas o cidadão tem para chegar ao seu destino, quais as rotas possíveis de tomar, evitando andar em círculos, deparar-se repetidamente com ruas cortadas, excede as suas competências. Brilhante. Pessoal civil capacitado para prestar auxílio, dar esclarecimentos, orientar o cidadão, sinalética vertical temporária, não, nada. Fosse da Câmara Municipal, fosse da organização do evento, voluntários até, qualquer coisa... não. Não existe nada.

Porque é que um evento destinado a assinalar uma efeméride católica na data de 31 de Dezembro, ocorre no dia 20, duas semanas antes, a 5 dias do dia de Natal? Porque é que uma corrida que se supõe nocturna, principal característica diferenciadora da mesma, acontece à tarde? Porque é que o traçado não é ponderado de forma a evitar disrupção na vida dos cidadãos? Porque é que fazer coisas bem feitas, com atenção ao detalhe, vocacionadas para o enriquecimento da vida quotidiana, ao invés de incrementar stress e chatices, se revela impossível?

Tornar público com antecedência que ruas vão estar cortadas, e o cidadão que se desenrasque a descobrir como vai conseguir ir do ponto A ao ponto B, é de um desdém incrível. Não é o cidadão que tem de conhecer de memória todas as ruas e possibilidades de circulação em determinada cidade. Especialmente se vem de Faro ou Bragança e visita Torres Novas uma vez por ano.

Assim se defende e protege o comércio local, assim se promove a marca Torres Novas, assim se cuida do bem estar do cidadão. As pessoas primeiro, dizem eles. Certo.


A primeira corrida de S. Silvestre aconteceu no Brasil, em 1925. Assinala a data do falecimento de S. Silvestre, o trigésimo terceiro Papa, em 31 de Dezembro de 335. Foi durante o seu pontificado que terminou a perseguição romana aos cristãos. Um jornalista brasileiro testemunhou uma prova nocturna de atletismo em Paris, aberta a amadores e profissionais, onde cada atleta levava uma tocha acesa na mão. Por algum motivo ficou impressionado e decidiu iniciar algo idêntico no Brasil, associando o evento à efeméride cristã. Desde então, pegou a moda e disseminou-se pelo mundo inteiro. No entanto, o vínculo de contexto foi-se perdendo. Do dia 31 de Dezembro, alargou-se a janela temporal para todo o mês de Dezembro estendendo-se até Janeiro já no ano seguinte. Admitindo-se corrida nocturna, diurna, crepuscular. Ou seja, a qualquer hora. E sem tochas. Embora totalmente desvirtuada, a mais ou menos prova de atletismo, mais ou menos no fim de ano, mais ou menos nocturna, continua a chamar-se corrida de S. Silvestre.

Em Torres Novas, a corrida de S. Silvestre acontece no fim de semana que precede o Natal, no período da tarde. No fim de semana em que ocorrem os almoços de Natal das empresas, quando as famílias separadas pela geografia um ano inteiro se reúnem, quando o cidadão comum se atarefa com as compras de Natal, no período de férias escolares, é a altura ideal para impedir a circulação automóvel, cortar ruas, fechar caminhos, dificultar acessos. Brilhante. A coroar a orgia de imbecilidade, a polícia presente no terreno só sabe que não se pode circular por ali. Exclusivamente isso, nada mais que isso. Que alternativas o cidadão tem para chegar ao seu destino, quais as rotas possíveis de tomar, evitando andar em círculos, deparar-se repetidamente com ruas cortadas, excede as suas competências. Brilhante. Pessoal civil capacitado para prestar auxílio, dar esclarecimentos, orientar o cidadão, sinalética vertical temporária, não, nada. Fosse da Câmara Municipal, fosse da organização do evento, voluntários até, qualquer coisa... não. Não existe nada.

Porque é que um evento destinado a assinalar uma efeméride católica na data de 31 de Dezembro, ocorre no dia 20, duas semanas antes, a 5 dias do dia de Natal? Porque é que uma corrida que se supõe nocturna, principal característica diferenciadora da mesma, acontece à tarde? Porque é que o traçado não é ponderado de forma a evitar disrupção na vida dos cidadãos? Porque é que fazer coisas bem feitas, com atenção ao detalhe, vocacionadas para o enriquecimento da vida quotidiana, ao invés de incrementar stress e chatices, se revela impossível?

Tornar público com antecedência que ruas vão estar cortadas, e o cidadão que se desenrasque a descobrir como vai conseguir ir do ponto A ao ponto B, é de um desdém incrível. Não é o cidadão que tem de conhecer de memória todas as ruas e possibilidades de circulação em determinada cidade. Especialmente se vem de Faro ou Bragança e visita Torres Novas uma vez por ano.

Assim se defende e protege o comércio local, assim se promove a marca Torres Novas, assim se cuida do bem estar do cidadão. As pessoas primeiro, dizem eles. Certo.


 

 

 Outras notícias - Opinião


Os nossos sonhos - joão carlos lopes »  2026-08-12  »  João Carlos Lopes

1. Tomar e Santarém vão ver os seus politécnicos passar a escolas politécnicas universitárias. Independentemente da lógica da medida, que já se esperava para atender a interesses corporativos e políticos, esta cosmética vai suscitar naturalmente novas dinâmicas a essa duas cidades.
(ler mais...)


A educação das massas »  2026-08-08  »  Acácio Gouveia

A esquerda tem uma explicação para a viragem à direita que tem assolado a Europa (e não só): a culpa é da governação da direita moderada que leva as massas, frustradas nas suas expectativas, a aderir ao discurso populista da extrema-direita.
(ler mais...)


Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades? »  2026-08-08  »  António Gomes

As justificações que o presidente da Câmara de Torres Novas tem apresentado para as dificuldades da governação local prendem-se, sobretudo, com a herança que encontrou.

“Estou a resolver casos com 20 anos e mais, se querem saber quais perguntem-me que eu digo.
(ler mais...)


Caderneta completa »  2026-08-08  »  Carlos Paiva

Torres Novas está prestes a completar a caderneta. Faltava o Mercadona, ele aí vem. Acontece sempre uma sensação de excitação e plenitude quando finalmente o cromo em falta se revela ao abrir a saqueta. Claro que a defesa do comércio tradicional, argumento de vendas em várias campanhas e discursos, foi defendido heroicamente.
(ler mais...)


Leituras de férias »  2026-08-08  »  Jorge Carreira Maia

Agosto, tempo de férias para muitos. Não tanto para mim, pois cheguei àquela fase da existência em que todos os tempos são de férias. Deixo, porém, algumas sugestões de leitura. Comecemos pela mais surpreendente.
(ler mais...)


É tempo de mudança »  2026-07-07  »  António Mário Santos

Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas.

Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público.
(ler mais...)


É só uma fase »  2026-07-07  »  Carlos Paiva

O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes.
(ler mais...)


Mundial de Futebol e Tour de França »  2026-07-07  »  Jorge Carreira Maia

Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos.
(ler mais...)


Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes »  2026-06-23 

É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro.
(ler mais...)


Julgam-se donos disto tudo »  2026-06-20  »  António Gomes

A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa.

É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)