Silvester - carlos paiva
Opinião
» 2026-01-14
» Carlos Paiva
A primeira corrida de S. Silvestre aconteceu no Brasil, em 1925. Assinala a data do falecimento de S. Silvestre, o trigésimo terceiro Papa, em 31 de Dezembro de 335. Foi durante o seu pontificado que terminou a perseguição romana aos cristãos. Um jornalista brasileiro testemunhou uma prova nocturna de atletismo em Paris, aberta a amadores e profissionais, onde cada atleta levava uma tocha acesa na mão. Por algum motivo ficou impressionado e decidiu iniciar algo idêntico no Brasil, associando o evento à efeméride cristã. Desde então, pegou a moda e disseminou-se pelo mundo inteiro. No entanto, o vínculo de contexto foi-se perdendo. Do dia 31 de Dezembro, alargou-se a janela temporal para todo o mês de Dezembro estendendo-se até Janeiro já no ano seguinte. Admitindo-se corrida nocturna, diurna, crepuscular. Ou seja, a qualquer hora. E sem tochas. Embora totalmente desvirtuada, a mais ou menos prova de atletismo, mais ou menos no fim de ano, mais ou menos nocturna, continua a chamar-se corrida de S. Silvestre.
Em Torres Novas, a corrida de S. Silvestre acontece no fim de semana que precede o Natal, no período da tarde. No fim de semana em que ocorrem os almoços de Natal das empresas, quando as famílias separadas pela geografia um ano inteiro se reúnem, quando o cidadão comum se atarefa com as compras de Natal, no período de férias escolares, é a altura ideal para impedir a circulação automóvel, cortar ruas, fechar caminhos, dificultar acessos. Brilhante. A coroar a orgia de imbecilidade, a polícia presente no terreno só sabe que não se pode circular por ali. Exclusivamente isso, nada mais que isso. Que alternativas o cidadão tem para chegar ao seu destino, quais as rotas possíveis de tomar, evitando andar em círculos, deparar-se repetidamente com ruas cortadas, excede as suas competências. Brilhante. Pessoal civil capacitado para prestar auxílio, dar esclarecimentos, orientar o cidadão, sinalética vertical temporária, não, nada. Fosse da Câmara Municipal, fosse da organização do evento, voluntários até, qualquer coisa... não. Não existe nada.
Porque é que um evento destinado a assinalar uma efeméride católica na data de 31 de Dezembro, ocorre no dia 20, duas semanas antes, a 5 dias do dia de Natal? Porque é que uma corrida que se supõe nocturna, principal característica diferenciadora da mesma, acontece à tarde? Porque é que o traçado não é ponderado de forma a evitar disrupção na vida dos cidadãos? Porque é que fazer coisas bem feitas, com atenção ao detalhe, vocacionadas para o enriquecimento da vida quotidiana, ao invés de incrementar stress e chatices, se revela impossível?
Tornar público com antecedência que ruas vão estar cortadas, e o cidadão que se desenrasque a descobrir como vai conseguir ir do ponto A ao ponto B, é de um desdém incrível. Não é o cidadão que tem de conhecer de memória todas as ruas e possibilidades de circulação em determinada cidade. Especialmente se vem de Faro ou Bragança e visita Torres Novas uma vez por ano.
Assim se defende e protege o comércio local, assim se promove a marca Torres Novas, assim se cuida do bem estar do cidadão. As pessoas primeiro, dizem eles. Certo.
A primeira corrida de S. Silvestre aconteceu no Brasil, em 1925. Assinala a data do falecimento de S. Silvestre, o trigésimo terceiro Papa, em 31 de Dezembro de 335. Foi durante o seu pontificado que terminou a perseguição romana aos cristãos. Um jornalista brasileiro testemunhou uma prova nocturna de atletismo em Paris, aberta a amadores e profissionais, onde cada atleta levava uma tocha acesa na mão. Por algum motivo ficou impressionado e decidiu iniciar algo idêntico no Brasil, associando o evento à efeméride cristã. Desde então, pegou a moda e disseminou-se pelo mundo inteiro. No entanto, o vínculo de contexto foi-se perdendo. Do dia 31 de Dezembro, alargou-se a janela temporal para todo o mês de Dezembro estendendo-se até Janeiro já no ano seguinte. Admitindo-se corrida nocturna, diurna, crepuscular. Ou seja, a qualquer hora. E sem tochas. Embora totalmente desvirtuada, a mais ou menos prova de atletismo, mais ou menos no fim de ano, mais ou menos nocturna, continua a chamar-se corrida de S. Silvestre.
Em Torres Novas, a corrida de S. Silvestre acontece no fim de semana que precede o Natal, no período da tarde. No fim de semana em que ocorrem os almoços de Natal das empresas, quando as famílias separadas pela geografia um ano inteiro se reúnem, quando o cidadão comum se atarefa com as compras de Natal, no período de férias escolares, é a altura ideal para impedir a circulação automóvel, cortar ruas, fechar caminhos, dificultar acessos. Brilhante. A coroar a orgia de imbecilidade, a polícia presente no terreno só sabe que não se pode circular por ali. Exclusivamente isso, nada mais que isso. Que alternativas o cidadão tem para chegar ao seu destino, quais as rotas possíveis de tomar, evitando andar em círculos, deparar-se repetidamente com ruas cortadas, excede as suas competências. Brilhante. Pessoal civil capacitado para prestar auxílio, dar esclarecimentos, orientar o cidadão, sinalética vertical temporária, não, nada. Fosse da Câmara Municipal, fosse da organização do evento, voluntários até, qualquer coisa... não. Não existe nada.
Porque é que um evento destinado a assinalar uma efeméride católica na data de 31 de Dezembro, ocorre no dia 20, duas semanas antes, a 5 dias do dia de Natal? Porque é que uma corrida que se supõe nocturna, principal característica diferenciadora da mesma, acontece à tarde? Porque é que o traçado não é ponderado de forma a evitar disrupção na vida dos cidadãos? Porque é que fazer coisas bem feitas, com atenção ao detalhe, vocacionadas para o enriquecimento da vida quotidiana, ao invés de incrementar stress e chatices, se revela impossível?
Tornar público com antecedência que ruas vão estar cortadas, e o cidadão que se desenrasque a descobrir como vai conseguir ir do ponto A ao ponto B, é de um desdém incrível. Não é o cidadão que tem de conhecer de memória todas as ruas e possibilidades de circulação em determinada cidade. Especialmente se vem de Faro ou Bragança e visita Torres Novas uma vez por ano.
Assim se defende e protege o comércio local, assim se promove a marca Torres Novas, assim se cuida do bem estar do cidadão. As pessoas primeiro, dizem eles. Certo.
© 2026 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Silvester - carlos paiva
Opinião
» 2026-01-14
» Carlos Paiva
A primeira corrida de S. Silvestre aconteceu no Brasil, em 1925. Assinala a data do falecimento de S. Silvestre, o trigésimo terceiro Papa, em 31 de Dezembro de 335. Foi durante o seu pontificado que terminou a perseguição romana aos cristãos. Um jornalista brasileiro testemunhou uma prova nocturna de atletismo em Paris, aberta a amadores e profissionais, onde cada atleta levava uma tocha acesa na mão. Por algum motivo ficou impressionado e decidiu iniciar algo idêntico no Brasil, associando o evento à efeméride cristã. Desde então, pegou a moda e disseminou-se pelo mundo inteiro. No entanto, o vínculo de contexto foi-se perdendo. Do dia 31 de Dezembro, alargou-se a janela temporal para todo o mês de Dezembro estendendo-se até Janeiro já no ano seguinte. Admitindo-se corrida nocturna, diurna, crepuscular. Ou seja, a qualquer hora. E sem tochas. Embora totalmente desvirtuada, a mais ou menos prova de atletismo, mais ou menos no fim de ano, mais ou menos nocturna, continua a chamar-se corrida de S. Silvestre.
Em Torres Novas, a corrida de S. Silvestre acontece no fim de semana que precede o Natal, no período da tarde. No fim de semana em que ocorrem os almoços de Natal das empresas, quando as famílias separadas pela geografia um ano inteiro se reúnem, quando o cidadão comum se atarefa com as compras de Natal, no período de férias escolares, é a altura ideal para impedir a circulação automóvel, cortar ruas, fechar caminhos, dificultar acessos. Brilhante. A coroar a orgia de imbecilidade, a polícia presente no terreno só sabe que não se pode circular por ali. Exclusivamente isso, nada mais que isso. Que alternativas o cidadão tem para chegar ao seu destino, quais as rotas possíveis de tomar, evitando andar em círculos, deparar-se repetidamente com ruas cortadas, excede as suas competências. Brilhante. Pessoal civil capacitado para prestar auxílio, dar esclarecimentos, orientar o cidadão, sinalética vertical temporária, não, nada. Fosse da Câmara Municipal, fosse da organização do evento, voluntários até, qualquer coisa... não. Não existe nada.
Porque é que um evento destinado a assinalar uma efeméride católica na data de 31 de Dezembro, ocorre no dia 20, duas semanas antes, a 5 dias do dia de Natal? Porque é que uma corrida que se supõe nocturna, principal característica diferenciadora da mesma, acontece à tarde? Porque é que o traçado não é ponderado de forma a evitar disrupção na vida dos cidadãos? Porque é que fazer coisas bem feitas, com atenção ao detalhe, vocacionadas para o enriquecimento da vida quotidiana, ao invés de incrementar stress e chatices, se revela impossível?
Tornar público com antecedência que ruas vão estar cortadas, e o cidadão que se desenrasque a descobrir como vai conseguir ir do ponto A ao ponto B, é de um desdém incrível. Não é o cidadão que tem de conhecer de memória todas as ruas e possibilidades de circulação em determinada cidade. Especialmente se vem de Faro ou Bragança e visita Torres Novas uma vez por ano.
Assim se defende e protege o comércio local, assim se promove a marca Torres Novas, assim se cuida do bem estar do cidadão. As pessoas primeiro, dizem eles. Certo.
A primeira corrida de S. Silvestre aconteceu no Brasil, em 1925. Assinala a data do falecimento de S. Silvestre, o trigésimo terceiro Papa, em 31 de Dezembro de 335. Foi durante o seu pontificado que terminou a perseguição romana aos cristãos. Um jornalista brasileiro testemunhou uma prova nocturna de atletismo em Paris, aberta a amadores e profissionais, onde cada atleta levava uma tocha acesa na mão. Por algum motivo ficou impressionado e decidiu iniciar algo idêntico no Brasil, associando o evento à efeméride cristã. Desde então, pegou a moda e disseminou-se pelo mundo inteiro. No entanto, o vínculo de contexto foi-se perdendo. Do dia 31 de Dezembro, alargou-se a janela temporal para todo o mês de Dezembro estendendo-se até Janeiro já no ano seguinte. Admitindo-se corrida nocturna, diurna, crepuscular. Ou seja, a qualquer hora. E sem tochas. Embora totalmente desvirtuada, a mais ou menos prova de atletismo, mais ou menos no fim de ano, mais ou menos nocturna, continua a chamar-se corrida de S. Silvestre.
Em Torres Novas, a corrida de S. Silvestre acontece no fim de semana que precede o Natal, no período da tarde. No fim de semana em que ocorrem os almoços de Natal das empresas, quando as famílias separadas pela geografia um ano inteiro se reúnem, quando o cidadão comum se atarefa com as compras de Natal, no período de férias escolares, é a altura ideal para impedir a circulação automóvel, cortar ruas, fechar caminhos, dificultar acessos. Brilhante. A coroar a orgia de imbecilidade, a polícia presente no terreno só sabe que não se pode circular por ali. Exclusivamente isso, nada mais que isso. Que alternativas o cidadão tem para chegar ao seu destino, quais as rotas possíveis de tomar, evitando andar em círculos, deparar-se repetidamente com ruas cortadas, excede as suas competências. Brilhante. Pessoal civil capacitado para prestar auxílio, dar esclarecimentos, orientar o cidadão, sinalética vertical temporária, não, nada. Fosse da Câmara Municipal, fosse da organização do evento, voluntários até, qualquer coisa... não. Não existe nada.
Porque é que um evento destinado a assinalar uma efeméride católica na data de 31 de Dezembro, ocorre no dia 20, duas semanas antes, a 5 dias do dia de Natal? Porque é que uma corrida que se supõe nocturna, principal característica diferenciadora da mesma, acontece à tarde? Porque é que o traçado não é ponderado de forma a evitar disrupção na vida dos cidadãos? Porque é que fazer coisas bem feitas, com atenção ao detalhe, vocacionadas para o enriquecimento da vida quotidiana, ao invés de incrementar stress e chatices, se revela impossível?
Tornar público com antecedência que ruas vão estar cortadas, e o cidadão que se desenrasque a descobrir como vai conseguir ir do ponto A ao ponto B, é de um desdém incrível. Não é o cidadão que tem de conhecer de memória todas as ruas e possibilidades de circulação em determinada cidade. Especialmente se vem de Faro ou Bragança e visita Torres Novas uma vez por ano.
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