É só fazer as contas - antónio gomes
Opinião
» 2025-11-09
» António Gomes
Os resultados eleitorais são de todos conhecidos, assim como os vencedores e os vencidos.
A democracia que dizem alguns, está doente e corre o risco de entrar em coma ditou para o concelho de Torres Novas o fim da maioria absoluta do PS, embora conservando a presidência da câmara por uma unha negra, tal como há 32 anos atrás, pouco mais de 80 votos.
Os protagonistas mudaram finalmente ao fim de 32 anos, não era necessário esperar por um novo ciclo imposto pela lei, bastava o espírito de missão de serviço público e os lugares executivos teriam sido preenchidos em anteriores eleições por outros/as cidadãos/as e o concelho teria ficado a ganhar. Era notório o desgaste e até o desnorte desta equipa que agora deixa o executivo municipal.
A diferença, grande, deste ciclo eleitoral em relação ao anterior é que agora estamos numa deriva para a direita e extrema-direita, há 32 anos o rumo que se começou a trilhar era para a esquerda.
Vejamos em concreto o caminho do eleitorado neste nosso concelho com os votos do partido Chega e do Bloco de Esquerda – o Bloco apresentou uma candidata conhecedora do concelho, conhecedora dos dossiês, com experiência política a vários níveis, apresentou um programa muito claro sobre a real situação do território e as propostas e ideias para o presente e estratégia para o concelho. A candidata teve um desempenho na campanha eleitoral digno de registo, em particular nos debates com os seus opositores, demonstrou claramente ser a melhor preparada para o cargo a que se candidatavam (reconhecido inclusive pelos seus opositores). O BE vinha de um mandato francamente positivo com participação na Assembleia Municipal muito acima da média, deu efetivamente um contributo para um melhor concelho. No final contou pouco mais de 800 votos.
Do partido Chega não se conhece qualquer atividade ou participação pública dos seus candidatos, não se conhecem sequer os candidatos, não se conhece qualquer programa, quaisquer ideias para esta terra, ninguém sabe ao que vêm e de onde vêm. No final contaram quase 2500 votos.
Lamentavelmente 2500 eleitores de Torres Novas entregaram o seu voto ao vento, sem conhecerem a direcção do vento ou a sua força, sem saberem nada do que os espera daqueles lados, nos próximos quatro anos. É muita irresponsabilidade, muita ignorância mas também muita vontade de acertar contas com o 25 de abril.
A viragem política para a direita, da qual o PSD também tirou proveito (vitória amarga) é de facto uma realidade, que nenhum democrata pode ignorar.
A esquerda tem obrigatoriamente de refletir para poder defender os valores de abril, a liberdade, a democracia, os direitos dos trabalhadores, os direitos das mulheres, os direitos das minorias.
É só fazer as contas.
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É só fazer as contas - antónio gomes
Opinião
» 2025-11-09
» António Gomes
Os resultados eleitorais são de todos conhecidos, assim como os vencedores e os vencidos.
A democracia que dizem alguns, está doente e corre o risco de entrar em coma ditou para o concelho de Torres Novas o fim da maioria absoluta do PS, embora conservando a presidência da câmara por uma unha negra, tal como há 32 anos atrás, pouco mais de 80 votos.
Os protagonistas mudaram finalmente ao fim de 32 anos, não era necessário esperar por um novo ciclo imposto pela lei, bastava o espírito de missão de serviço público e os lugares executivos teriam sido preenchidos em anteriores eleições por outros/as cidadãos/as e o concelho teria ficado a ganhar. Era notório o desgaste e até o desnorte desta equipa que agora deixa o executivo municipal.
A diferença, grande, deste ciclo eleitoral em relação ao anterior é que agora estamos numa deriva para a direita e extrema-direita, há 32 anos o rumo que se começou a trilhar era para a esquerda.
Vejamos em concreto o caminho do eleitorado neste nosso concelho com os votos do partido Chega e do Bloco de Esquerda – o Bloco apresentou uma candidata conhecedora do concelho, conhecedora dos dossiês, com experiência política a vários níveis, apresentou um programa muito claro sobre a real situação do território e as propostas e ideias para o presente e estratégia para o concelho. A candidata teve um desempenho na campanha eleitoral digno de registo, em particular nos debates com os seus opositores, demonstrou claramente ser a melhor preparada para o cargo a que se candidatavam (reconhecido inclusive pelos seus opositores). O BE vinha de um mandato francamente positivo com participação na Assembleia Municipal muito acima da média, deu efetivamente um contributo para um melhor concelho. No final contou pouco mais de 800 votos.
Do partido Chega não se conhece qualquer atividade ou participação pública dos seus candidatos, não se conhecem sequer os candidatos, não se conhece qualquer programa, quaisquer ideias para esta terra, ninguém sabe ao que vêm e de onde vêm. No final contaram quase 2500 votos.
Lamentavelmente 2500 eleitores de Torres Novas entregaram o seu voto ao vento, sem conhecerem a direcção do vento ou a sua força, sem saberem nada do que os espera daqueles lados, nos próximos quatro anos. É muita irresponsabilidade, muita ignorância mas também muita vontade de acertar contas com o 25 de abril.
A viragem política para a direita, da qual o PSD também tirou proveito (vitória amarga) é de facto uma realidade, que nenhum democrata pode ignorar.
A esquerda tem obrigatoriamente de refletir para poder defender os valores de abril, a liberdade, a democracia, os direitos dos trabalhadores, os direitos das mulheres, os direitos das minorias.
É só fazer as contas.
Transparência ou opacidade, eis a questão! - antónio mário santos
» 2025-12-05
Uma nova geração (parte de, sejamos exactos) a dirigir o município, conforme citou na última sessão extraordinária o actual presidente do executivo camarário, José Manuel Trincão Marques. |
Presidenciais, o grau de ressentimento - jorge carreira maia
» 2025-12-05
» Jorge Carreira Maia
As próximas eleições presidenciais vão medir o grau de ressentimento político dos portugueses. Em teoria, há quatro candidatos que podem aspirar a passar à segunda volta. Para usar uma classificação de um amigo, temos duas rainhas de Inglaterra (Marques Mendes e António José Seguro) e dois caudilhos (Gouveia e Melo e André Ventura). |
Gente nova, poder novo. Caminho certo? - antónio mário santos
» 2025-11-22
» António Mário Santos
Ainda não assentou a poeira do espanto e da tristeza das eleições municipais e já a boataria fervilha nas redes sociais. Da reunião mal-esclarecida entre o recém presidente José Manuel Trincão Marques e o líder da oposição Tiago Ferreira, encontra-se uma descrição em O Mirante, que informa que este último quis fumar o cachimbo de paz com o presidente socialista, desde que este lhe cedesse três lugares a tempo inteiro na vereação, e a vice-presidência do executivo. |
Sal e azar - carlos paiva
» 2025-11-22
» Carlos Paiva
A geração de transição, a última a sacrificar a sua vida à ditadura, a que entregou a melhor fase da capacidade produtiva à guerra, à realidade do analfabetismo, iliteracia, mortalidade infantil ao nível do Terceiro Mundo (faziam-se dez filhos para sobreviverem dois), agricultura de subsistência, escravidão fabril, feudalismo empresarial e que concebeu os seus filhos pouco antes da queda do fascismo, está a desaparecer. |
Manuel Ribeiro (1878-1941) - jorge carreira maia
» 2025-11-22
» Jorge Carreira Maia
Como em todas as literaturas, também na portuguesa existe um cânone. No romance, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Agustina Bessa-Luís ou José Saramago pertencem, de forma permanente, ao cânone. Outras entrarão e sairão dele em conformidade com os humores do dia. |
As esquerdas, as eleições municipais, o que se seguirá… -antónio mário santos
» 2025-11-09
» António Mário Santos
«o sectarismo, a característica mais tóxica da esquerda portuguesa, tem destas coisas. Leva quem não se olha ao espelho a ignorar o mundo ou, pior, a fingir que as dificuldades estão na casa do lado» - Francisco Louçã, Público, 3 de Novembro A esquerda portuguesa está em crise. |
Da evolução das espécies - carlos paiva
» 2025-11-09
» Carlos Paiva
No início dos anos noventa do século passado a Internet deu os primeiros passos em Portugal. Primeiro pela comunidade científica e académica, depois, muito rapidamente, expandiu-se às empresas e cidadãos comuns. |
Os três salazares - jorge carreira maia
» 2025-11-09
PRIMEIRO SALAZAR. Foi um ditador cinzento e manhoso. Tinha a virtude de odiar políticos histriónicos e espalhafatosos. Esse ódio virtuoso, porém, era acompanhado por outros ódios nada virtuosos. Odiava, antes de tudo, a liberdade. |
Se me for permitido - antónio mário santos
» 2025-10-18
» António Mário Santos
Em democracia, o voto do povo é soberano. Tanto os vencedores, como os vencidos, devem reflectir no resultado das opções populares, como na consequência para os projectos com que se apresentaram na campanha. Sou um dos perdedores. |
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» 2025-11-09
Os três salazares - jorge carreira maia |
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» 2025-11-09
» António Gomes
É só fazer as contas - antónio gomes |
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» 2025-11-09
» Carlos Paiva
Da evolução das espécies - carlos paiva |
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» 2025-11-09
» António Mário Santos
As esquerdas, as eleições municipais, o que se seguirá… -antónio mário santos |
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» 2025-11-22
» António Mário Santos
Gente nova, poder novo. Caminho certo? - antónio mário santos |