Warning: file_get_contents(http://api.facebook.com/restserver.php?method=links.getStats&urls=www.jornaltorrejano.pt%2Fopiniao%2Fnoticia%2F%3Fn-ca085ade): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /htdocs/public/www/inc/inc_pagina_noticia.php on line 148
Jornal Torrejano
 • SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Domingo, 19 Julho 2026    •      Directora: Inês Vidal    •      Estatuto Editorial    •      História do JT
   Pesquisar...
Qua.
 33° / 17°
Períodos nublados
Ter.
 32° / 17°
Céu nublado
Seg.
 30° / 18°
Céu nublado
Torres Novas
Hoje  30° / 18°
Períodos nublados
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

O CRIT já não é de todos os torrejanos - joão carlos lopes

Opinião  »  2021-04-08  »  João Carlos Lopes

"A homenagem realizada no sábado foi a mais despudorada e escandalosa manobra de aproveitamento político de uma instituição a favor de interesses partidários"

Durante décadas, todos os torrejanos ajudaram no que puderam o CRIT, uma obra social que granjeou a estima de todos os cidadãos e empresários, e foram muitos, que sempre disseram sim a todas e quaisquer formas de ajuda em prol da aventura iniciada em 1975. Transversal a pessoas de todas as sensibilidades políticas, o CRIT era uma construção de todos os torrejanos, no sentido em que todos lhe queriam convictamente.

Na história do CRIT há um nome que se confunde com a obra: Pedro Ferreira. Foi um dos fundadores da instituição, sua alma mater durante trinta anos, dirigente máximo, um dos lutadores pela evolução daquele estabelecimento de educação. Aquilo que é hoje Pedro Ferreira, a percepção que dele têm os torrejanos, mesmo como autarca, contabiliza essa sua faceta, engloba já esse capital de simpatia que a sua passagem pelo CRIT lhe proporcionou. Contas saldadas e duas vezes confirmadas.

Os corpos sociais do CRIT tinham legitimidade para fazer uma homenagem a Pedro Ferreira, incluindo atribuir o seu nome a um prédio da instituição situado no centro da cidade? Tinham, obviamente, e acaso houvesse algo de discórdia nessa intenção, aos sócios da instituição cabia avaliar o gesto, corrigi-lo, anulá-lo até. Tudo parece claro.

Os corpos sociais do CRIT deviam realizar a homenagem agora, neste momento, a seis meses de umas eleições em que Pedro Ferreira é candidato? Nunca, em primeiro lugar para o defender, defender a sua idoneidade como político e candidato autárquico. Devia Pedro Ferreira, aceitar como aceitou, uma homenagem deste teor nesta altura? Nunca, para defender a instituição que lhe é tão querida, não deixar que sobre ela caísse o estigma de coisa usada para outros fins e seu benefício pessoal e político. Nunca agora, devia ter dito Pedro Ferreira.

A homenagem realizada no sábado foi a mais despudorada e escandalosa manobra de aproveitamento político de uma instituição a favor de interesses partidários, situação nunca vista, igual ou parecida, em quase meio século de democracia local. Vejamos. A iniciativa teve alto patrocínio e iniciativa do director do CRIT, candidato do Partido Socialista à Câmara nas eleições anteriores e a concordância e apoio da presidente da instituição, ela própria autarca eleita do Partido Socialista. Carlos Ramos, vereador e dirigente socialista (pertence à concelhia), é membro da direcção do CRIT e foi outro arauto da iniciativa. Traduzido, o PS transformou o CRIT num joguete ao serviço de interesses do partido, tratou-o como coisa sua. Os socialistas líderes do CRIT podiam ter esperado uns meses, deixar correr as eleições e fazer a homenagem depois. Pedro Ferreira ainda é novo e tem muitos anos de vida à sua frente.

Não adianta dizer que todos os corpos sociais terão sido, se o foram, concordantes. O dever dos socialistas líderes do CRIT era salvaguardar a independência dos restantes membros dos órgãos sociais, impedindo a contaminação partidária de uma instituição que era querida de todos os torrejanos e evitando que caísse sobre todos eles o anátema do oportunismo político. Não fizeram assim, mas o seu contrário e fizeram-no intencionalmente.

Os socialistas líderes do CRIT deitaram a perder esse capital amealhado pela instituição por pura arrogância, sentimento de impunidade, cegueira partidária. Premeditadamente, quiseram que um dia destes, na inauguração das obras do Caldeirão e do parque Almonda, o que se veja ostensivamente é o descomunal e já agora ridículo e piroso quadro de azulejos (susceptível de vergonha alheia mesmo para quem não tem nada que ver com o assunto), quase do tamanho do prédio, na verdade à dimensão da mesquinhez partidária de quem pensa que o poder absoluto legitima todo poder.

O CRIT deixou de ser uma obra de todos os torrejanos, em resultado da soberba dos líderes socialistas da instituição e de Pedro Ferreira, com eles conluiado, que com este gesto se menorizou e desfez a maior parte do capital que detinha e justamente amealhara enquanto servidor voluntário e altruísta do CRIT. Bastou-lhe um gesto para ferir de morte toda uma obra. Mas é assim: quem tudo quer, tudo pode perder.

Um dia destes, quando o CRIT precisar da ajuda de todos os torrejanos, os torrejanos de todos os quadrantes e sensibilidades políticas, há destes, dos torrejanos, toda a legitimidade para mandarem os seus dirigentes bater à porta do PS. O CRIT passou a ser um assunto interno do PS e manipulável ao sabor dos interesses e da aritmética político-eleitoral do PS. O PS destruiu o CRIT, no sentido em que arrastou a alma da instituição para a lama do golpe partidário e dos interesses políticos pessoais. O CRIT nunca mais será a mesma coisa e essa conta passará a ser paga pelo PS e pelos socialistas líderes do CRIT. Tudo fica claro.

 

 

 Outras notícias - Opinião


É tempo de mudança »  2026-07-07  »  António Mário Santos

Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas.

Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público.
(ler mais...)


É só uma fase »  2026-07-07  »  Carlos Paiva

O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes.
(ler mais...)


Mundial de Futebol e Tour de França »  2026-07-07  »  Jorge Carreira Maia

Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos.
(ler mais...)


Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes »  2026-06-23 

É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro.
(ler mais...)


Julgam-se donos disto tudo »  2026-06-20  »  António Gomes

A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa.

É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde.
(ler mais...)


Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança? »  2026-06-20  »  António Mário Santos

Tenho, no ano que corre, seguido com a maior atenção as sessões públicas, quer do executivo camarário, quer da Assembleia Municipal, algo que nunca fiz nas duas últimas décadas. A maioria absoluta do Partido Socialista, no município, criara uma mentalidade de arrogância autoritária, geradora, por um lado, dum distanciamento entre governantes e governados, e, por outro, na formação duma coorte de lambebotismo acéfalo, cujos interesses próprios ou familiares assentavam na oportunidade de emprego nos quadros do pessoal municipal, nas bem aventuranças de subsídios, na aprovação de projectos de obras nunca bem clarificados, em festas e publicidade a esmo, num despesismo rotineiro não fiscalizado, que deixava um rasto de dúvidas sobre a legalidade de muitos actos de gestão.
(ler mais...)


CH4 »  2026-06-20  »  Carlos Paiva

Podemos enumerar os argumentos que habitualmente nos escudam de uma análise crítica, como se a escala económica, dimensão de mercado, localização geográfica, justificassem decisões péssimas, essencialmente motivadas por falta de verticalidade.
(ler mais...)


Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia »  2026-06-20  »  Jorge Carreira Maia

Há dias, deparei-me com um vídeo em espanhol sobre uma mudança irrevogável do Ocidente gerada por seis homens. O vídeo faz parte do conflito ideológico com o marxismo cultural. É um exemplo da linguagem que parte da direita e a extrema-direita usa na guerra cultural que desencadeou há anos.
(ler mais...)


A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia »  2026-06-07  »  Jorge Carreira Maia

 

A primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica Humanitas – toca em duas áreas fulcrais para a humanidade. A área da tecnologia e a área política. A Inteligência Artificial (IA) não é rejeitada pelo Vaticano.
(ler mais...)


Minudências que consomem - carlos paiva »  2026-06-07  »  Carlos Paiva

A micro gestão, em inglês micromanagement, é um dos erros de gestão mais combatido nas estruturas empresariais. Caracterizada pela centralização de decisões, ausência de delegação de tarefas e responsabilidades, obsessão com detalhes e comunicação unilateral entre camadas hierárquicas.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2026-06-23  Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
»  2026-06-20  »  Jorge Carreira Maia Marxismo cultural, uma fantasia - jorge carreira maia
»  2026-06-20  »  Carlos Paiva CH4
»  2026-06-20  »  António Mário Santos Seis meses já dão para refletir se há ou não mudança?
»  2026-06-20  »  António Gomes Julgam-se donos disto tudo