A aposta na mobilidade não pode parar
Opinião
» 2026-05-04
» António Gomes
Comemorámos o 25 de Abril e foi uma grande comemoração. Fiquei um pouco mais descansado quanto ao futuro da nossa Liberdade, a rua em 1974 foi o que decidiu o desfecho daquela data e agora, no 52.º aniversário, a rua voltou a não deixar dúvidas absolutamente nenhumas, tantas foram as pessoas por esse País fora que quiseram dizer presente para assegurar a Democracia e a Liberdade. Agora vem aí o 1.º de Maio, novas mobilizações com o enfoque na rejeição do Pacote Laboral.
Por cá, reuniu a Assembleia Municipal, discutiu e aprovou um conjunto alargado de assuntos de interesse municipal.
No Relatório de Gestão das Contas de 2025, ficámos a saber que os negócios em volta do imobiliário vão de vento em popa, foram arrecadados mais 2,8 milhões de euros em IMT (Imposto Municipal sobre Transações) do que estava previsto. Ficámos também a saber que em relação à Derrama (imposto cobrado sobre lucros das empresas que tenham um volume de negócios superior a 150 000 euros), ocorreu uma descida de 18%. Isto pode significar que a economia não está assim tão bem como apregoam - é um sinal que merece atenção.
No Associativismo a Câmara Municipal distribuiu 186 000 euros (0,6% do orçamento) às associações de âmbito cultural e 145 000 euros (0,48%) às associações desportivas. Ora, o associativismo desenvolve actividades extraordinárias, respondendo às várias comunidades, substituindo-se muitas vezes às instituições oficiais e baseiam o seu trabalho no voluntariado, mereciam outro olhar por parte da Câmara Municipal.
O apoio social prestado é muito importante, o atendimento a muitas situações feito pelos respectivos serviços deve ser apreciado, no entanto o apoio monetário é diminuto, 21 500 euros, é preciso outra sensibilidade para apoiar as pessoas e famílias necessitadas.
A habitação continua a marcar passo, é a urgência das urgências, não temos habitação pública e a privada não é para o comum dos cidadãos. O PS em Torres Novas não consegue desatar o nó, dos 2,5 milhões previstos em orçamento apenas 380 000 euros foram aplicados, 16%, muito residual. Ainda sobre habitação ficámos a saber no início do presente mandato que a CM é proprietária de 20 casas vazias e não sabia disso, o que por si só é muito grave, isto num concelho onde 75 famílias vivem em condições indignas. Exigem-se medidas urgentes, diria mesmo drásticas, para que estas casas possam ser habitadas o mais rápido possível.
Por último dou nota sobre o saldo de gerência também decidido nesta assembleia, saldo superior a 5 milhões e cuja aplicação no ano em curso é variável com algumas opções correctas, como sejam os 500 000 euros para reparação de estradas e mais dinheiro para as Juntas de Freguesia gerirem. Parece-me bem.
Há, no entanto, uma opção política que me parece errada - a renegociação de contratos com a banca para amortização de empréstimos. Os problemas que o município enfrenta são muitos e não necessitamos de entregar o dinheiro aos bancos, não se conhece nenhuma pressão neste sentido e a dívida está controlada, a fazer fé no que nos tem sido apresentado. É verdade que se pode ganhar algum dinheiro no futuro, embora não tenham sido apresentados cálculos. Mas a prioridade não pode ser essa, os TUT são um serviço fundamental à comunidade e ao meio ambiente, a gratuitidade provou que funciona. É preciso dar mais um passo, renegociar o contrato de prestação do serviço colocando mais autocarros nas horas de ponta e alargar o trajecto a mais freguesias. É uma opção política mais certeira do que entregar o dinheiro aos bancos.
© 2026 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
A aposta na mobilidade não pode parar
Opinião
» 2026-05-04
» António Gomes
Comemorámos o 25 de Abril e foi uma grande comemoração. Fiquei um pouco mais descansado quanto ao futuro da nossa Liberdade, a rua em 1974 foi o que decidiu o desfecho daquela data e agora, no 52.º aniversário, a rua voltou a não deixar dúvidas absolutamente nenhumas, tantas foram as pessoas por esse País fora que quiseram dizer presente para assegurar a Democracia e a Liberdade. Agora vem aí o 1.º de Maio, novas mobilizações com o enfoque na rejeição do Pacote Laboral.
Por cá, reuniu a Assembleia Municipal, discutiu e aprovou um conjunto alargado de assuntos de interesse municipal.
No Relatório de Gestão das Contas de 2025, ficámos a saber que os negócios em volta do imobiliário vão de vento em popa, foram arrecadados mais 2,8 milhões de euros em IMT (Imposto Municipal sobre Transações) do que estava previsto. Ficámos também a saber que em relação à Derrama (imposto cobrado sobre lucros das empresas que tenham um volume de negócios superior a 150 000 euros), ocorreu uma descida de 18%. Isto pode significar que a economia não está assim tão bem como apregoam - é um sinal que merece atenção.
No Associativismo a Câmara Municipal distribuiu 186 000 euros (0,6% do orçamento) às associações de âmbito cultural e 145 000 euros (0,48%) às associações desportivas. Ora, o associativismo desenvolve actividades extraordinárias, respondendo às várias comunidades, substituindo-se muitas vezes às instituições oficiais e baseiam o seu trabalho no voluntariado, mereciam outro olhar por parte da Câmara Municipal.
O apoio social prestado é muito importante, o atendimento a muitas situações feito pelos respectivos serviços deve ser apreciado, no entanto o apoio monetário é diminuto, 21 500 euros, é preciso outra sensibilidade para apoiar as pessoas e famílias necessitadas.
A habitação continua a marcar passo, é a urgência das urgências, não temos habitação pública e a privada não é para o comum dos cidadãos. O PS em Torres Novas não consegue desatar o nó, dos 2,5 milhões previstos em orçamento apenas 380 000 euros foram aplicados, 16%, muito residual. Ainda sobre habitação ficámos a saber no início do presente mandato que a CM é proprietária de 20 casas vazias e não sabia disso, o que por si só é muito grave, isto num concelho onde 75 famílias vivem em condições indignas. Exigem-se medidas urgentes, diria mesmo drásticas, para que estas casas possam ser habitadas o mais rápido possível.
Por último dou nota sobre o saldo de gerência também decidido nesta assembleia, saldo superior a 5 milhões e cuja aplicação no ano em curso é variável com algumas opções correctas, como sejam os 500 000 euros para reparação de estradas e mais dinheiro para as Juntas de Freguesia gerirem. Parece-me bem.
Há, no entanto, uma opção política que me parece errada - a renegociação de contratos com a banca para amortização de empréstimos. Os problemas que o município enfrenta são muitos e não necessitamos de entregar o dinheiro aos bancos, não se conhece nenhuma pressão neste sentido e a dívida está controlada, a fazer fé no que nos tem sido apresentado. É verdade que se pode ganhar algum dinheiro no futuro, embora não tenham sido apresentados cálculos. Mas a prioridade não pode ser essa, os TUT são um serviço fundamental à comunidade e ao meio ambiente, a gratuitidade provou que funciona. É preciso dar mais um passo, renegociar o contrato de prestação do serviço colocando mais autocarros nas horas de ponta e alargar o trajecto a mais freguesias. É uma opção política mais certeira do que entregar o dinheiro aos bancos.
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia
» 2026-06-07
» Jorge Carreira Maia
A primeira encíclica do Papa Leão XIV – Magnifica Humanitas – toca em duas áreas fulcrais para a humanidade. A área da tecnologia e a área política. A Inteligência Artificial (IA) não é rejeitada pelo Vaticano. |
Minudências que consomem - carlos paiva
» 2026-06-07
» Carlos Paiva
A micro gestão, em inglês micromanagement, é um dos erros de gestão mais combatido nas estruturas empresariais. Caracterizada pela centralização de decisões, ausência de delegação de tarefas e responsabilidades, obsessão com detalhes e comunicação unilateral entre camadas hierárquicas. |
O precipício ao virar da esquina - antónio mário
» 2026-06-07
» António Mário Santos
Algo vem ganhando força e expressão, nos últimos tempos, a nível nacional: a consciência da ingovernabilidade do sistema político. O aumento do descontentamento popular, ante a realidade sociopolítica da degradação da qualidade de vida no mundo do capitalismo neoliberal, alimentou o crescimento da extrema-direita. |
A verdade dos números - antónio gomes
» 2026-06-07
» António Gomes
Realizou-se recentemente um debate sobre segurança e criminalidade em Torres Novas, promovido pela respectiva Assembleia Municipal e que contou com um conjunto de entidades oficiais – Secretária Geral do Sistema de Segurança Interna, comandante do Destacamento territorial da GNR, subcomissário da esquadra da PSP de Torres Novas, do coordenador da protecção Civil concelhia e ainda da procuradora da República e coordenadora da Comarca de Santarém. |
Labregos & rufiões - acácio gouveia
» 2026-06-07
» Acácio Gouveia
(...) e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os chifres dez diademas, e sobre as cabeças um nome de blasfémia” - Apocalipse S. João 13.1 Parece mesmo um argumento de filme apocalíptico, saído dos estúdios de Holywood, candidato a um sucesso de bilheteira. |
O rio que maltratamos mata-nos a sede
» 2026-05-18
» António Mário Santos
Em 20 de Março último publiquei, neste periódico, um artigo intitulado «Falemos de Cultura e do que o Município pode criar». Apontava, entre outros aspectos, um dos erros que, na minha opinião, menorizava a dimensão da actividade, neste sector específico do município: a sua municipalização, assente na pura opção dos seus técnicos, sem atenção ao que, na comunidade, se ia construindo. |
Da importância da redenção
» 2026-05-18
» Jorge Carreira Maia
Descansemos do triste estado do mundo e falemos de outra coisa. Façamos mesmo como os jogadores de Xadrez do poema de Ricardo Reis: Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia /Tinha não sei qual guerra, / Quando a invasão ardia na Cidade / E as mulheres gritavam, / Dois jogadores de xadrez jogavam / O seu jogo contínuo. |
Obras públicas concelhias
» 2026-05-18
» António Gomes
Deviam ser levadas a sério, com rigor e transparência. Mas não, em Torres Novas parece que é tudo ao contrário. Muitos se lembrarão ainda do que foi o calvário para concluir o edifício do antigo hospital, hoje Paços do Concelho, e mais recentemente o “bairro dos pobres”, bairro na Calçada António Nunes, entre outros… fez-se este caminho e parece que vai continuar. |
Todo bem vestido e sem sítio para ir
» 2026-05-18
» Carlos Paiva
Existirá sempre um leque de temas infelizes, más decisões, incompetências, desleixos, corrupção, para alimentar qualquer cronista em qualquer jornal local. A abundância temática por vezes é tal que se perde o foco no essencial e deriva-se para o acessório. |
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» 2026-05-18
» Jorge Carreira Maia
Da importância da redenção |
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» 2026-05-18
» Carlos Paiva
Todo bem vestido e sem sítio para ir |
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» 2026-05-18
» António Gomes
Obras públicas concelhias |
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» 2026-05-18
» António Mário Santos
O rio que maltratamos mata-nos a sede |
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» 2026-06-07
» Jorge Carreira Maia
A encíclica de Leão XIV - jorge carreira maia |