Mãe, palavras para ti… (todos os dias são dias das mães)
Opinião
» 2015-05-08
» Maria Augusta Torcato
se escreve a palavra MÃE.
É das palavras mais pequenas
a maior que o mundo tem.
Mãe, eu e o meu irmão, muitas vezes, gostaríamos de dizer-te coisas. Coisas bonitas e belas, como mereces. De dar-te abraços e beijos como manifestação do carinho que te temos. Mas, às vezes, é difícil dizermos o que sentimos. É difícil expressar, por gestos, o nosso amor. Mas tu sabes ler os nossos olhos e sabes entender os nossos gestos. Os que fazemos e os que ficam por fazer. Vives preocupada, cansada e aflita. Não contigo, mas connosco, os teus filhos e os teus netos, a tua família. Mostras força, mesmo quando estás fraca. Mostras coragem, mesmo quando estás desiludida. Mostras vontade, mesmo quando te apetece é desistir. E tudo isto é por nós. Nós sabemos, Mãe.
Às vezes, zangamo-nos. Engraçado, agora que penso nisso, eu e tu é que nos zangamos mais. Com o meu irmão isso não acontece. Ele é mais apaziguador, relativiza, sorri e brinca, ”então, Mari’Esteves?” e, pronto, tudo fica bem. Mas as nossas zangas também não são verdadeiras. Passam logo. Andamos todos um pouco cansados, sem darmos o tempo que devemos a cada um e a todos nós. Tu andas um pouco perdida, porque vês os teus filhos sem tempo, sempre a correr ou ocupados e não compreendes por que motivo tem de ser assim. Aliás, sentes que as dificuldades são sempre maiores e não era isso que tinhas imaginado para nós.
Às vezes, olhamos em frente e não sabemos o que vemos. Parece que se tem sempre de voltar atrás. Mas o lá atrás já não é o mesmo. E isso pode ser bom, mas também pode não ser. Às vezes, já não sei se sou eu que penso que digo e não digo ou és tu que não ouves e, se ouves, esqueces. Queremos que te cuides, que vás ao médico, mas tu dizes que não, que queremos nós? O médico não cura tudo. Parece que as únicas coisas que se mantêm, como um ritual, são as que quotidiana e carinhosamente fazes: o almoço para o teu filho e para o teu neto (como te gabas de ouvir o pequenote, do fundo das escadas, dizer: ”hoje é carne”; ”hoje é peixe”; ”hoje é quarta feira” e ”até amanhã, avó”; ”adeus, avó!”) e o percurso vespertino até casa da tua filha. Há sempre tanto para fazer! Cães e gatos para tratar, casa e jardim para cuidar. E não esqueces as caixinhas com sopa e conduto, um pãozinho e outros mimos, porque sabes que eu não terei paciência nem tempo para cozinhar e tens medo que eu fique com fome. É assim sempre! Como consegues, mãe? Mas estamos todos preocupados. Demoras mais tempo a fazer o caminho. Chegas mais cansada. A tua mão esquerda ganhou autonomia e, de vez em quando, é a direita que a tem de agarrar. Eu vou vendo, vendo. E não quero que seja assim. Também sinto que queres fazer tudo, como se quisesses agarrar o tempo e impedir que ele te passe a perna. Não queres deixar nada para fazer, nada. Talvez tenhas razão, mãe. Dizes que o destino se encarrega das coisas e o que tiver de ser será. Mas eu não quero que envelheças mais, mãe! Podias ficar, pelo menos, assim? Desculpa o meu egoísmo. És a melhor mãe do mundo. És a nossa Mãe. E queremos dizer-te que te amamos muito. E também que te devemos muito!
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Mãe, palavras para ti… (todos os dias são dias das mães)
Opinião
» 2015-05-08
» Maria Augusta Torcato
se escreve a palavra MÃE.
É das palavras mais pequenas
a maior que o mundo tem.
Mãe, eu e o meu irmão, muitas vezes, gostaríamos de dizer-te coisas. Coisas bonitas e belas, como mereces. De dar-te abraços e beijos como manifestação do carinho que te temos. Mas, às vezes, é difícil dizermos o que sentimos. É difícil expressar, por gestos, o nosso amor. Mas tu sabes ler os nossos olhos e sabes entender os nossos gestos. Os que fazemos e os que ficam por fazer. Vives preocupada, cansada e aflita. Não contigo, mas connosco, os teus filhos e os teus netos, a tua família. Mostras força, mesmo quando estás fraca. Mostras coragem, mesmo quando estás desiludida. Mostras vontade, mesmo quando te apetece é desistir. E tudo isto é por nós. Nós sabemos, Mãe.
Às vezes, zangamo-nos. Engraçado, agora que penso nisso, eu e tu é que nos zangamos mais. Com o meu irmão isso não acontece. Ele é mais apaziguador, relativiza, sorri e brinca, ”então, Mari’Esteves?” e, pronto, tudo fica bem. Mas as nossas zangas também não são verdadeiras. Passam logo. Andamos todos um pouco cansados, sem darmos o tempo que devemos a cada um e a todos nós. Tu andas um pouco perdida, porque vês os teus filhos sem tempo, sempre a correr ou ocupados e não compreendes por que motivo tem de ser assim. Aliás, sentes que as dificuldades são sempre maiores e não era isso que tinhas imaginado para nós.
Às vezes, olhamos em frente e não sabemos o que vemos. Parece que se tem sempre de voltar atrás. Mas o lá atrás já não é o mesmo. E isso pode ser bom, mas também pode não ser. Às vezes, já não sei se sou eu que penso que digo e não digo ou és tu que não ouves e, se ouves, esqueces. Queremos que te cuides, que vás ao médico, mas tu dizes que não, que queremos nós? O médico não cura tudo. Parece que as únicas coisas que se mantêm, como um ritual, são as que quotidiana e carinhosamente fazes: o almoço para o teu filho e para o teu neto (como te gabas de ouvir o pequenote, do fundo das escadas, dizer: ”hoje é carne”; ”hoje é peixe”; ”hoje é quarta feira” e ”até amanhã, avó”; ”adeus, avó!”) e o percurso vespertino até casa da tua filha. Há sempre tanto para fazer! Cães e gatos para tratar, casa e jardim para cuidar. E não esqueces as caixinhas com sopa e conduto, um pãozinho e outros mimos, porque sabes que eu não terei paciência nem tempo para cozinhar e tens medo que eu fique com fome. É assim sempre! Como consegues, mãe? Mas estamos todos preocupados. Demoras mais tempo a fazer o caminho. Chegas mais cansada. A tua mão esquerda ganhou autonomia e, de vez em quando, é a direita que a tem de agarrar. Eu vou vendo, vendo. E não quero que seja assim. Também sinto que queres fazer tudo, como se quisesses agarrar o tempo e impedir que ele te passe a perna. Não queres deixar nada para fazer, nada. Talvez tenhas razão, mãe. Dizes que o destino se encarrega das coisas e o que tiver de ser será. Mas eu não quero que envelheças mais, mãe! Podias ficar, pelo menos, assim? Desculpa o meu egoísmo. És a melhor mãe do mundo. És a nossa Mãe. E queremos dizer-te que te amamos muito. E também que te devemos muito!
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