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Afetos e vontade de ter Vontade

Opinião  »  2015-04-10  »  Maria Augusta Torcato

Apetece-me começar esta crónica com uma prescriçã Vontade, tomar a quantidade máxima, tantas vezes ao dia quanto o necessário, ou q.b. face à (in)disposição de cada um.

Apetece-me ser a prescribente e a prescrita. Isto porque acho que estamos todos doentes. Eu utilizei o verbo ”estar” e não o verbo ”andar”. É que se dissesse ”andamos” todos doentes, parecia que era um estado mais transitório, móbil, mas, assim, o ”estar” veicula o imóbil, o permanecer. Posso parecer hiperbólica, ou seja, exagerada na minha afirmação, mas, por muita vontade que tenha em ter vontade, eu não a tenho e não vejo ninguém a tê-la, ou então ando a ver muito mal ou as pessoas não disfarçam nada bem.

Justiça faça a mim própria. Quis buscar mais sentido de humor. Quis procurar temas de energia positiva. Quis escrever sobre algo que me desse prazer e fosse prazeiroso. Mas estou mesmo doente. Não consigo ver, nem ouvir, nem sentir nada que se assemelhe a esse auspicioso estado. A minha filha já me diz ”Mãe, estás sempre a bater na mesma tecla”. E eu, perante isto, ainda fico mais doente. Qual é a mãe que gosta de ouvir isto de uma filha? E que culpa tenho eu de ser como sou? Minhoquinhas e de coração ao pé da boca? Além disso, quando intelectualizo os meus sentires, tomo consciência de que a falta de vontade faz parte dum campo lexical vasto e que convive com alguma tristeza, com alguma frouxidão, com alguma apatia, com alguma sonolência, com algumas dores no corpo, com um discurso repetitivo (como se pode ler). São, porventura, indícios de quem está a ficar velho e chato. Neste caso, velha e chata. Mas isto é também sinal de outras coisas, pelo que tenho lido. Aqueles sintomas são também conotados com uma situação depressiva ou perturbação emocional. E, por muito que me custe, os efeitos destes distúrbios são mais graves do que se assumem. Ora se há por aí tanta gente doente como eu acho que há, pelo menos com os sintomas que eu enunciei, talvez fosse boa ideia começar-se a legislar sobre as prescrições para o combate à enfermidade. O remédio da farmácia, o produto natural, os exercícios físicos e de relaxamento e a promoção da resiliência não chegam. É preciso mais. Muito mais.

Continuo a crónica depois de um intervalo temporal. E, neste período, resgatei alguma vontade. Onde? Num passeio e confraternização com amigos; no esquecimento do email, da internet e do facebook; no encontro e visita de familiares. Comer, beber, passear e conversar. Conversar muito fez-me muito bem. Ler confortada pelo calor do sol também. Dei por mim a sentir que tinha a cabeça vazia, vazia de coisinhas que ocupam o nosso dia-a-dia sem qualquer sentido. Tanta coisa, tanta coisa, para se perceber que, às vezes, o que nos faz mesmo bem é tão simples, como viver a família e os amigos. Em sentido literal, ligar os afetos.

Afinal, a vontade pode ser algo difícil de prescrever. Ou talvez não. Basta dizer que dentro de cada um de nós está a receita para a mesma: os afetos. Os afetos permeiam e medeiam a nossa experiência no e do mundo, desde a nossa casa, ao local de trabalho, ao espaço de convívio, ao modo como vemos e ouvimos. Os afetos substantivam os modos de pensar e de sentir. Os afetos podem prescrever e renovar a vontade. Vivam os afetos!

 

 

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