Primeira volta das Presidenciais - jorge carreira maia
Opinião
» 2026-02-02
» Jorge Carreira Maia
As eleições de domingo, apesar de faltar ainda uma volta, têm vencedores e derrotados claros. Vencedores:
António José Seguro. A sua vitória e votação, bem acima do expectável, tem um único protagonista: ele mesmo. Não teve apoio da esquerda, o próprio partido mal o aceitou, havendo muitos socialistas – militantes e eleitores – que se deixaram encantar pelo almirante das vacinas. Seguro traçou um rumo baseado na moderação, na seriedade e na sensatez. Quase um terço dos eleitores apreciaram o rumo. Ainda não é Presidente.
André Ventura. Teve uma vitória, menos expressiva do que desejaria, mas ainda assim uma vitória, fundamentalmente na direita. Vai apresentar-se como o grande condottiero do campo não socialista e espremer até mais não poder o PSD. A ideia é destruir este. Se o país tiver um módico de sensatez não terá hipóteses de ser eleito. Contudo, não é seguro que a sensatez abunde, neste momento, em Portugal.
Derrotados:
Mendes, Montenegro e governo. A votação de Marques Mendes é uma humilhação para ele e para a sua área política. Partiu para eleições como Presidente e saiu como uma irrelevância política. A derrota prosseguiu depois do anúncio dos resultados, ao não verem qualquer diferença entre Seguro e Ventura, embora se saiba que Ventura como Presidente é um golpe mortal no PSD.
Gouveia e Melo. Imaginou que, mesmo sendo analfabeto político, os portugueses ficariam fascinados com a gestão das vacinas, a sua altura e as nuances autoritárias. Julgou-se Presidente, mas os eleitores foram sensatos.
Cotrim de Figueiredo. A certa altura da campanha, Cotrim de Figueiredo pensou que chegaria à segunda volta e teria todas as hipóteses de se tornar presidente. No fim, apesar da votação bem acima da que é habitual no seu partido, serviu apenas para fragilizar o PSD, Montenegro e o governo. Parece que também para ele é indiferente Seguro ou Ventura.
Bloco, PCP e Livre. Se o objectivo de apresentação de candidatos presidenciais era confirmar a irrelevância do bloco político à esquerda do PS, então alcançaram uma grande vitória. São desde domingo mais irrelevantes do que eram antes destas eleições. Tiveram uma oportunidade para esconder a degradação da sua imagem perante os eleitores, mas recusaram-na. No boletim de voto, os eleitores mal deram por Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto, todos remetidos para o campo do folclore político.
Vamos ter agora mais três semanas até que o país decida se escolha a sensatez, a democracia liberal ou se se vai lançar numa aventura trumpiana de tonalidade paroquial.
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Primeira volta das Presidenciais - jorge carreira maia
Opinião
» 2026-02-02
» Jorge Carreira Maia
As eleições de domingo, apesar de faltar ainda uma volta, têm vencedores e derrotados claros. Vencedores:
António José Seguro. A sua vitória e votação, bem acima do expectável, tem um único protagonista: ele mesmo. Não teve apoio da esquerda, o próprio partido mal o aceitou, havendo muitos socialistas – militantes e eleitores – que se deixaram encantar pelo almirante das vacinas. Seguro traçou um rumo baseado na moderação, na seriedade e na sensatez. Quase um terço dos eleitores apreciaram o rumo. Ainda não é Presidente.
André Ventura. Teve uma vitória, menos expressiva do que desejaria, mas ainda assim uma vitória, fundamentalmente na direita. Vai apresentar-se como o grande condottiero do campo não socialista e espremer até mais não poder o PSD. A ideia é destruir este. Se o país tiver um módico de sensatez não terá hipóteses de ser eleito. Contudo, não é seguro que a sensatez abunde, neste momento, em Portugal.
Derrotados:
Mendes, Montenegro e governo. A votação de Marques Mendes é uma humilhação para ele e para a sua área política. Partiu para eleições como Presidente e saiu como uma irrelevância política. A derrota prosseguiu depois do anúncio dos resultados, ao não verem qualquer diferença entre Seguro e Ventura, embora se saiba que Ventura como Presidente é um golpe mortal no PSD.
Gouveia e Melo. Imaginou que, mesmo sendo analfabeto político, os portugueses ficariam fascinados com a gestão das vacinas, a sua altura e as nuances autoritárias. Julgou-se Presidente, mas os eleitores foram sensatos.
Cotrim de Figueiredo. A certa altura da campanha, Cotrim de Figueiredo pensou que chegaria à segunda volta e teria todas as hipóteses de se tornar presidente. No fim, apesar da votação bem acima da que é habitual no seu partido, serviu apenas para fragilizar o PSD, Montenegro e o governo. Parece que também para ele é indiferente Seguro ou Ventura.
Bloco, PCP e Livre. Se o objectivo de apresentação de candidatos presidenciais era confirmar a irrelevância do bloco político à esquerda do PS, então alcançaram uma grande vitória. São desde domingo mais irrelevantes do que eram antes destas eleições. Tiveram uma oportunidade para esconder a degradação da sua imagem perante os eleitores, mas recusaram-na. No boletim de voto, os eleitores mal deram por Catarina Martins, António Filipe e Jorge Pinto, todos remetidos para o campo do folclore político.
Vamos ter agora mais três semanas até que o país decida se escolha a sensatez, a democracia liberal ou se se vai lançar numa aventura trumpiana de tonalidade paroquial.
As cinco depressões do nosso descontentamento - carlos paiva
» 2026-02-22
» Carlos Paiva
O interesse do homem pelos movimentos e ciclos astrais é milenar. Por todo o planeta, monumentos e descobertas arqueológicas revelam esse interesse. Primariamente motivados pela passagem das estações do ano, ciclo do qual dependia o sucesso da agricultura, vital para a sobrevivência, até outras previsões, mais ligadas à superstição, embora calculadas por uma protociência baseada essencialmente no registo de acontecimentos coincidentes, por vezes justificados por vezes casuais, retiravam-se interpretações dos tempos por vir. |
Desta vez é que é! - antónio gomes
» 2026-02-22
» António Gomes
Em todos os desastres naturais que têm afectado o território nacional, sem excepção, fazem-se diagnósticos e prometem-se novas atitudes. Isto sejam incêndios, cheias ou inundações ou ondas de calor. |
Há que regionalizar o país a bem das populações! - antónio mário santos
» 2026-02-22
» António Mário Santos
Lembro-me de que, num passado eleitoral para a Presidência da República, segui, na segunda volta, a proposta de Álvaro Cunhal, para se pôr a cruz no quadradinho de Mário Soares, mesmo que certa esquerda desconfiasse mais deste do que de todos os vendedores da banha da cobra. |
Regresso à História - jorge carreira maia
» 2026-02-18
» Jorge Carreira Maia
O Chanceler Alemão, Friedrich Merz, declarou que “A Europa regressou de umas férias da História”. Sublinhou que a ordem internacional, vinda com o fim da segunda guerra mundial, acabou. Voltar à História é uma péssima notícia. |
Democracia ou totalitarismo, eis a questão! - antónio mário santos
» 2026-02-02
O resultado da primeira volta é esclarecedor. A direita neoliberal e social-democrata, dividida por três candidatos, saiu derrotada. A AD e a Iniciativa Liberal, os que mais sofreram: se Luís Marques Mendes soube assumir, com dignidade a derrota, João Cotrim Figueiredo demonstrou, de forma arrogante, a incapacidade duma perda absolutamente esperada, já que o centro-direita que a AD representa, nele, numa primeira volta, não votaria, e parte da sua base de apoio não liberal estava a ser disputada, nas redes sociais, pelo Chega. |
Candidato à altura…
» 2026-01-15
» Hélder Dias
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Foi em legítima defesa!
» 2026-01-15
» Hélder Dias
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Heil Trump
» 2026-01-15
» Hélder Dias
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O teu petróleo ou a tua vida!
» 2026-01-15
» Hélder Dias
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