• SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
Directora: Inês Vidal   |     Domingo, 23 de Setembro de 2018
Pesquisar...
Qua.
 34° / 18°
Períodos nublados
Ter.
 36° / 20°
Céu limpo
Seg.
 38° / 18°
Céu limpo
Torres Novas
Hoje  35° / 18°
Céu limpo
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Dias difíceis

Opinião  »  2018-06-22  »  Jorge Carreira Maia

"Neste momento, não é claro que, em eleições antecipadas, os socialistas consigam ir buscar votos à sua esquerda."

A situação política está mais confusa do que parece. Só há um dado claro e inequívoco. Exceptuando os socialistas, todos os actores agem com o objectivo de evitar que o PS obtenha maioria absoluta nas próximas legislativas. CDS e PSD pretendem recuperar terreno e penetrar no centro político. BE e PCP sabem que uma maioria absoluta dos socialistas será obtida à custa dos votos da esquerda. Ainda menos interessado numa maioria de António Costa está Marcelo Rebelo de Sousa. Isso libertaria o governo da actual submissão ao Presidente da República e tiraria a este qualquer possibilidade de influenciar decisivamente a governação do país, como tem feito desde os incêndios do ano passado.

Numa sondagem da Aximage, as intenções de voto no PS caem pelo quarto mês consecutivo. Este declínio – aliado aos conflitos laborais, ao preço dos combustíveis e à memória da tragédia dos incêndios – torna imprevisíveis as negociações do próximo orçamento de Estado. Até há pouco toda a gente estava convicta de que se o BE e o PCP derrubassem o governo socialista teriam pesadas perdas eleitorais. Esta percepção, porém, pode estar a mudar. Neste momento, não é claro que, em eleições antecipadas, os socialistas consigam ir buscar votos à sua esquerda. Devido, principalmente, à acção do Partido Comunista, instala-se a convicção, em parte do eleitorado de esquerda, de que um voto no PS é um voto inútil, caso esse PS não esteja dependente dos partidos à sua esquerda.

Os socialistas pensaram que iriam capitalizar o sucesso político da solução governativa e ficaram presos nesse sucesso. A retórica da saída da austeridade abriu a porta para que no Estado as reivindicações dos vários corpos existentes se tornassem cada vez mais impiedosas. A narrativa do fim da austeridade desfaz-se perante essas exigências e, também, o cansaço da sociedade civil com a carga fiscal. Por outro lado, uma certa arrogância típica dos socialistas está a escavar-lhe as bases de apoio. António Costa, que parecia ter uma vida fácil, tem, a cada dia que passa, a vida mais complicada. Nem os seus adversários políticos, nem os aliados actuais, nem o Presidente da República, nem a população parecem dispostos a estender-lhe um dedo. Pelo contrário. Desde há uns tempos que olho para António Costa e me lembro de Agamémnon, o rei grego que encontrou a morte – isto é, a derrota – no regresso vitorioso de Tróia. Dias difíceis para o PS.

 

 

 Outras notícias - Opinião


O quarto milagre de Fátima »  2018-09-13  »  Jorge Carreira Maia

O começo do ano lectivo é marcado pela generalização de uma nova reforma do sistema educativo. A ideia que está na base de mais uma aventura na educação portuguesa prende-se com a convicção da actual equipa do Ministério da Educação de que o trabalho realizado pelo professorado está globalmente desadequado às exigências do século XXI.
(ler mais...)


Poesia nos posters »  2018-09-12  »  José Mota Pereira

Eu não entendia. Nem poderia entender (aos seis, sete, oito anos de idade) o alcance daquelas palavras. Mas havia naqueles dois posters um magnetismo, uma espécie de magia que me prendiam às palavras que deles saltavam para os meus olhos.
(ler mais...)


Rentrée »  2018-09-12  »  Anabela Santos

O mês de Agosto já passou, acabaram as férias, o verão vai deixar-nos e aproxima-se o Outono.

Chegou Setembro, o mês do(s) recomeço(s). Na minha opinião, seria a altura de abrirmos uma garrafa de champanhe, de fazer um brinde à nova época, um brinde à vida.
(ler mais...)


Ansiedade: uma doença da sociedade moderna »  2018-09-12  »  Juvenal Silva

O que é a ansiedade?

A ansiedade é uma emoção causada por uma ameaça observada ou experimentada e, que o organismo utiliza como mecanismo para reagir de forma saudável às pressões da vida ou até a situações de perigo.
(ler mais...)


Olha, a gaivota! Olha a gaivota! »  2018-09-01  »  Maria Augusta Torcato

 As ideias estão ainda de férias. Se a palavra não fosse tão feia, eu até a utilizaria mais – procrastinação. Meu Deus, que palavra horrível para dizer apenas que se anda com  preguiça, sem vontade, a adiar o que tem de ser feito.
(ler mais...)


O passado e a tradição »  2018-08-30  »  Jorge Carreira Maia

Graças a um artigo de António Guerreiro, no Público, descobri dois versos extraordinários do realizador e poeta italiano Pier Paolo Pasolini. Deste, conheço alguns filmes, mas nunca li a sua poesia.
(ler mais...)


Ética »  2018-08-29  »  Inês Vidal

As novas tecnologias e a Internet - admirável mundo este que nos leva ao outro lado do globo num segundo - vieram mudar os nossos dias, rotinas, até o tom e a forma das nossas conversas. “O meio é a mensagem”, já anunciavam há muito alguns teóricos destas coisas da comunicação.
(ler mais...)


Agosto »  2018-08-29  »  José Mota Pereira

O mês de Agosto vai-se despedindo, a pouco e pouco, nestes dias e noites quentes.

Não há novidade nisto: Agosto ainda é o mês em que, por todo o país, se toma conta dos largos e se dança, canta, convive nas festas populares, trazendo vida aos territórios a que chamamos aldeias e de onde, se há notícias ao longo do ano, é para contar do abandono e da desertificação.
(ler mais...)


Uso e abuso de substancias químicas: a dependência de drogas e álcool »  2018-08-29  »  Juvenal Silva

O uso e abuso de substâncias químicas caracteriza-se por uma dependência, tanto psicológica como física, de drogas, incluindo-se medicamentos com receita médica e álcool.

O que é uma dependência química? Acontece quando um indivíduo necessita de uma droga para funcionar.
(ler mais...)


Protectorado »  2018-08-16  »  Jorge Carreira Maia

O Verão teve, até agora, dois acontecimentos políticos maiores. O caso Robles e o fogo de Monchique. Maiores para os mass media e para uma certa direita social. Por direita social não me refiro aos partidos políticos de direita, os quais não estiveram particularmente mal em ambos os casos, mas àqueles que se manifestam nas redes sociais, nas caixas de comentários dos jornais online, que surgem como espontâneos nos directos das televisões, isto é, a uma militância informe, mas muito activa, que vive despeitada pelos seus não estarem no governo.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 10 dias)
»  2018-09-13  »  Jorge Carreira Maia O quarto milagre de Fátima