Desta vez é que é! - antónio gomes
Opinião
» 2026-02-22
» António Gomes
Em todos os desastres naturais que têm afectado o território nacional, sem excepção, fazem-se diagnósticos e prometem-se novas atitudes. Isto sejam incêndios, cheias ou inundações ou ondas de calor. É sempre assim como toda a gente sabe.
Mas continuamos a responder de forma reativa e geralmente mal. Os governos não têm estado à altura, o actual não foi excepção, respondeu atabalhoadamente quando as populações mais precisavam da ajuda do Estado.
Os últimos acontecimentos comprovaram mais uma vez que a ciência climática tem toda a razão, seja na informação disponibilizada, nas propostas que vai fazendo, nos diagnósticos que publica. Os gases com efeito de estufa estão mesmo a mudar o planeta, a influenciar a natureza. Os negacionistas, como os partidos Chega e Iniciativa Liberal, travam uma luta para influenciar a opinião pública de que nada mudou no clima - estão errados e são perigosos.
Mas também existem muitos outros responsáveis políticos que, não se declarando negacionistas, tudo fazem para que nada mude, tudo se vai mantendo como se as alterações climáticas fossem um mito. É o caso de muitos autarcas e técnicos superiores que se vão batendo para que nada mude no ordenamento e planeamento do território, incapazes de afrontar os interesses instalados, nomeadamente na classificação de terrenos de forma a manter a construção urbana em leitos de cheia e em zonas de declives.
Em Torres Novas está a decorrer a revisão do PDM: ao fim de quase 25 anos, está finalmente em fase final, julgo eu, de apreciação das propostas públicas apresentadas. A julgar pelo projecto apresentado, se não forem aceites alterações significativas, vamos continuar a jogar o jogo da sorte - pode ser que não aconteça.
Parte muito significativa do vale do rio Almonda são zonas inundáveis há centenas ou milhares de anos, como toda a gente sabe. Ainda assim, construiu-se muito junto ao rio, não havia o conhecimento que há hoje e nem se assistia aos fenómenos extremos que temos vindo a testemunhar nas últimas décadas.
O que é grave é a construção recente quando já havia conhecimento científico e as alterações climáticas eram visíveis, construção privada, mas também construção pública - biblioteca municipal, piscinas municipais. Actualmente, as obras para a piscina ao ar livre mesmo em cima da margem do rio, ou o Intermarché, são alguns exemplos.
Se em vez da grande quantidade da água das chuvas que temos presenciado que vai chegando de forma continuada e persistente assistíssemos a fenómenos extremos de chuva torrencial como recentemente aconteceu em Valência, bem podíamos pedir um milagre… e é contra o inesperado que temos de nos prevenir.
O PDM é o principal instrumento para ordenar o território e deve, quanto a mim, ordená-lo de forma a garantir a segurança de pessoas e bens e não corrermos o risco de só nos lembrarmos de S. Bárbara quando faz trovões.
A Câmara Municipal tem um conjunto de documentos oficiais aprovados e publicados (Plano Municipal de Acção Climática - mitigação e adaptação, Risco de Cheias e Inundações, Plano Municipal de Emergência contra Incêndios, planos de ordenamento do território e outros) que custaram muitos milhares de euros ao erário público e que obrigatoriamente devem servir de orientação às decisões políticas que se avizinham, nomeadamente a aprovação do PDM.
Será que é desta vez?
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Desta vez é que é! - antónio gomes
Opinião
» 2026-02-22
» António Gomes
Em todos os desastres naturais que têm afectado o território nacional, sem excepção, fazem-se diagnósticos e prometem-se novas atitudes. Isto sejam incêndios, cheias ou inundações ou ondas de calor. É sempre assim como toda a gente sabe.
Mas continuamos a responder de forma reativa e geralmente mal. Os governos não têm estado à altura, o actual não foi excepção, respondeu atabalhoadamente quando as populações mais precisavam da ajuda do Estado.
Os últimos acontecimentos comprovaram mais uma vez que a ciência climática tem toda a razão, seja na informação disponibilizada, nas propostas que vai fazendo, nos diagnósticos que publica. Os gases com efeito de estufa estão mesmo a mudar o planeta, a influenciar a natureza. Os negacionistas, como os partidos Chega e Iniciativa Liberal, travam uma luta para influenciar a opinião pública de que nada mudou no clima - estão errados e são perigosos.
Mas também existem muitos outros responsáveis políticos que, não se declarando negacionistas, tudo fazem para que nada mude, tudo se vai mantendo como se as alterações climáticas fossem um mito. É o caso de muitos autarcas e técnicos superiores que se vão batendo para que nada mude no ordenamento e planeamento do território, incapazes de afrontar os interesses instalados, nomeadamente na classificação de terrenos de forma a manter a construção urbana em leitos de cheia e em zonas de declives.
Em Torres Novas está a decorrer a revisão do PDM: ao fim de quase 25 anos, está finalmente em fase final, julgo eu, de apreciação das propostas públicas apresentadas. A julgar pelo projecto apresentado, se não forem aceites alterações significativas, vamos continuar a jogar o jogo da sorte - pode ser que não aconteça.
Parte muito significativa do vale do rio Almonda são zonas inundáveis há centenas ou milhares de anos, como toda a gente sabe. Ainda assim, construiu-se muito junto ao rio, não havia o conhecimento que há hoje e nem se assistia aos fenómenos extremos que temos vindo a testemunhar nas últimas décadas.
O que é grave é a construção recente quando já havia conhecimento científico e as alterações climáticas eram visíveis, construção privada, mas também construção pública - biblioteca municipal, piscinas municipais. Actualmente, as obras para a piscina ao ar livre mesmo em cima da margem do rio, ou o Intermarché, são alguns exemplos.
Se em vez da grande quantidade da água das chuvas que temos presenciado que vai chegando de forma continuada e persistente assistíssemos a fenómenos extremos de chuva torrencial como recentemente aconteceu em Valência, bem podíamos pedir um milagre… e é contra o inesperado que temos de nos prevenir.
O PDM é o principal instrumento para ordenar o território e deve, quanto a mim, ordená-lo de forma a garantir a segurança de pessoas e bens e não corrermos o risco de só nos lembrarmos de S. Bárbara quando faz trovões.
A Câmara Municipal tem um conjunto de documentos oficiais aprovados e publicados (Plano Municipal de Acção Climática - mitigação e adaptação, Risco de Cheias e Inundações, Plano Municipal de Emergência contra Incêndios, planos de ordenamento do território e outros) que custaram muitos milhares de euros ao erário público e que obrigatoriamente devem servir de orientação às decisões políticas que se avizinham, nomeadamente a aprovação do PDM.
Será que é desta vez?
Os nossos sonhos - joão carlos lopes
» 2026-08-12
» João Carlos Lopes
1. Tomar e Santarém vão ver os seus politécnicos passar a escolas politécnicas universitárias. Independentemente da lógica da medida, que já se esperava para atender a interesses corporativos e políticos, esta cosmética vai suscitar naturalmente novas dinâmicas a essa duas cidades. |
A educação das massas
» 2026-08-08
» Acácio Gouveia
A esquerda tem uma explicação para a viragem à direita que tem assolado a Europa (e não só): a culpa é da governação da direita moderada que leva as massas, frustradas nas suas expectativas, a aderir ao discurso populista da extrema-direita. |
Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades?
» 2026-08-08
» António Gomes
As justificações que o presidente da Câmara de Torres Novas tem apresentado para as dificuldades da governação local prendem-se, sobretudo, com a herança que encontrou. “Estou a resolver casos com 20 anos e mais, se querem saber quais perguntem-me que eu digo. |
Caderneta completa
» 2026-08-08
» Carlos Paiva
Torres Novas está prestes a completar a caderneta. Faltava o Mercadona, ele aí vem. Acontece sempre uma sensação de excitação e plenitude quando finalmente o cromo em falta se revela ao abrir a saqueta. Claro que a defesa do comércio tradicional, argumento de vendas em várias campanhas e discursos, foi defendido heroicamente. |
Leituras de férias
» 2026-08-08
» Jorge Carreira Maia
Agosto, tempo de férias para muitos. Não tanto para mim, pois cheguei àquela fase da existência em que todos os tempos são de férias. Deixo, porém, algumas sugestões de leitura. Comecemos pela mais surpreendente. |
É tempo de mudança
» 2026-07-07
» António Mário Santos
Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas. Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público. |
É só uma fase
» 2026-07-07
» Carlos Paiva
O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes. |
Mundial de Futebol e Tour de França
» 2026-07-07
» Jorge Carreira Maia
Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos. |
Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes
» 2026-06-23
É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro. |
Julgam-se donos disto tudo
» 2026-06-20
» António Gomes
A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa. É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde. |
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» 2026-08-12
» João Carlos Lopes
Os nossos sonhos - joão carlos lopes |
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» 2026-08-08
» António Gomes
Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades? |
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» 2026-08-08
» Acácio Gouveia
A educação das massas |
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» 2026-08-08
» Jorge Carreira Maia
Leituras de férias |
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» 2026-08-08
» Carlos Paiva
Caderneta completa |