Nem o céu é o limite
Opinião
» 2015-08-04
» Ricardo Jorge Rodrigues
"Esperemos que o JAC sirva de exemplo a outras pessoas e entidades"
Recebi uma mensagem no meu telemóvel e pensei que fosse apenas mais um rumor daqueles que hoje em dia correm o mundo mais depressa do que qualquer verdade: “O JAC vai acabar?”, questionavam-me. Fiz uma chamada e não queria acreditar na resposta: “Sim, é verdade”.
De facto, não é o JAC – Juventude Amizade e Convívio – que vai acabar como instituição, a sigla neste texto será sinónimo apenas da sua representação como equipa sénior de andebol feminino, que no último ano disputou a liga nacional, chegou à final da Taça de Portugal e participou nas competições europeias.
É uma pena. O JAC representou em Alcanena, durante quase uma década, o oposto daquilo em que a actividade concelhia se tornou: esta equipa vivia graças a um conjunto de pessoas activas, empenhadas em dar vida a um sonho, a um projecto com utilidade pública, algo que deu visibilidade geral ao município.
Várias vezes, em conversa com jogadoras da equipa, lhes confidenciei uma certeza que tinha: “Vocês um dia serão campeãs nacionais”. – “Achas?”, respondiam-me invariavelmente, de forma tímida. E eu achava mesmo: mais do que palavras de simpatia ou incentivo, era uma convicção minha. Em 2012 cheguei a efectuar uma reportagem sobre a equipa, que intitulei “O Céu é o Limite”. Uma frase batida, é certa, mas que resume o que eu esperava do JAC.
Todo o trajecto deste grupo denunciava um sucesso ao mais alto nível, assim o tempo o permitisse. O tempo – intrigas pessoais, falta de motivação em reestruturar o projecto, ou jogadoras com ofertas financeiramente mais favoráveis de outras equipas – não chegou. E, quando assim é, ficará eternamente um amargo de boca por tudo ter terminado precocemente.
Para as atletas, ficarão também memórias inesquecíveis de um tempo em que o nome de Alcanena se confundia no orgulho de cada passo que davam. Ficará também para o treinador e mentor do projecto, Marco Santos, a mais-valia de ter feito algo impensável e verdadeiramente memorável por esta terra.
Esperemos que o JAC sirva de exemplo a outras pessoas e entidades: que façam as acções individuais de cada um, as ideias que têm, tornarem-se projectos exemplares que dignifiquem esta terra. Alcanena precisa. E o melhor legado que o JAC poderá deixar é esse mesmo: inspirar outros projectos. Porque o JAC foi muito mais que uma equipa de andebol, e para isso, nem o céu é o limite.
Pode consultar aqui a reportagem “O Céu é o Limite”.
© 2026 • www.jornaltorrejano.pt • jornal@jornaltorrejano.pt
Nem o céu é o limite
Opinião
» 2015-08-04
» Ricardo Jorge Rodrigues
Esperemos que o JAC sirva de exemplo a outras pessoas e entidades
Recebi uma mensagem no meu telemóvel e pensei que fosse apenas mais um rumor daqueles que hoje em dia correm o mundo mais depressa do que qualquer verdade: “O JAC vai acabar?”, questionavam-me. Fiz uma chamada e não queria acreditar na resposta: “Sim, é verdade”.
De facto, não é o JAC – Juventude Amizade e Convívio – que vai acabar como instituição, a sigla neste texto será sinónimo apenas da sua representação como equipa sénior de andebol feminino, que no último ano disputou a liga nacional, chegou à final da Taça de Portugal e participou nas competições europeias.
É uma pena. O JAC representou em Alcanena, durante quase uma década, o oposto daquilo em que a actividade concelhia se tornou: esta equipa vivia graças a um conjunto de pessoas activas, empenhadas em dar vida a um sonho, a um projecto com utilidade pública, algo que deu visibilidade geral ao município.
Várias vezes, em conversa com jogadoras da equipa, lhes confidenciei uma certeza que tinha: “Vocês um dia serão campeãs nacionais”. – “Achas?”, respondiam-me invariavelmente, de forma tímida. E eu achava mesmo: mais do que palavras de simpatia ou incentivo, era uma convicção minha. Em 2012 cheguei a efectuar uma reportagem sobre a equipa, que intitulei “O Céu é o Limite”. Uma frase batida, é certa, mas que resume o que eu esperava do JAC.
Todo o trajecto deste grupo denunciava um sucesso ao mais alto nível, assim o tempo o permitisse. O tempo – intrigas pessoais, falta de motivação em reestruturar o projecto, ou jogadoras com ofertas financeiramente mais favoráveis de outras equipas – não chegou. E, quando assim é, ficará eternamente um amargo de boca por tudo ter terminado precocemente.
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Esperemos que o JAC sirva de exemplo a outras pessoas e entidades: que façam as acções individuais de cada um, as ideias que têm, tornarem-se projectos exemplares que dignifiquem esta terra. Alcanena precisa. E o melhor legado que o JAC poderá deixar é esse mesmo: inspirar outros projectos. Porque o JAC foi muito mais que uma equipa de andebol, e para isso, nem o céu é o limite.
Pode consultar aqui a reportagem “O Céu é o Limite”.
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