No bairro
Opinião
» 2014-06-13
» Afonso Borga
Até ao palácio da Ajuda pouco movimento observei, destacando-se o bairro social mesmo ao lado do instituto, longe dos olhares dos turistas que abundam um pouco mais abaixo, por Belém, numa clara ideia de exclusão social…
Chegado ao ”centro” do bairro, parecia que tinha entrado num mundo diferente, levando-me a questionar se ainda estava em Lisboa.
A hora de almoço estava perto, sentia-o, mais concretamente, cheirava-o nas ruas. Um pedinte estendia a mão à porta do supermercado, que fica em frente ao mercado. Modernidade e antiguidade frente a frente. Sentei-me num banco junto ao mercado, onde ainda muitas pessoas faziam as suas compras. Duas senhoras conversavam à entrada e um grupo de homens falavam do assunto expectável: afinal, quando se vive no epicentro da festa é certo que não se pode ficar imune à euforia encarnada, que cirandou pela capital durante toda a semana.
Uma autêntica fusão de cheiros apoderou-se de mim quando entrei no mercado. Apesar de não ser um cenário estranho para mim, foi um regresso aos cheiros e sabores que me educaram.
Nenhum supermercado ou centro comercial cheira assim, as frutas e legumes frescos, que pareciam acabados de retirar da terra, o peixe fresco, o cheiro do pão acabado de sair do forno, e os ”sabores de África”, uma banca dedicada aos produtos africanos, reflexo da multiculturalidade que se evidencia no bairro. Basta andar poucos minutos na rua e facilmente nos deparamos com a diversidade de culturas: asiáticos, africanos, sul-americanos, que coabitam no mesmo espaço mantendo as suas origens e costumes, que enriquecem culturalmente o bairro. À saída, deparo-me com uma exposição ”Em defesa do elétrico”, que procura defender a continuidade daquele tradicional elétrico, símbolo típico de Lisboa e parte da identidade do bairro.
Uma identidade tantas vezes posta em causa! É disto que se faz Lisboa, a fusão entre o moderno e o antigo, não se fechando à inovação, mas mantendo as raízes de outros tempos. Não fosse uma das cidades mais bonitas do Mundo!
apborga@live.com.pt
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No bairro
Opinião
» 2014-06-13
» Afonso Borga
Até ao palácio da Ajuda pouco movimento observei, destacando-se o bairro social mesmo ao lado do instituto, longe dos olhares dos turistas que abundam um pouco mais abaixo, por Belém, numa clara ideia de exclusão social…
Chegado ao ”centro” do bairro, parecia que tinha entrado num mundo diferente, levando-me a questionar se ainda estava em Lisboa.
A hora de almoço estava perto, sentia-o, mais concretamente, cheirava-o nas ruas. Um pedinte estendia a mão à porta do supermercado, que fica em frente ao mercado. Modernidade e antiguidade frente a frente. Sentei-me num banco junto ao mercado, onde ainda muitas pessoas faziam as suas compras. Duas senhoras conversavam à entrada e um grupo de homens falavam do assunto expectável: afinal, quando se vive no epicentro da festa é certo que não se pode ficar imune à euforia encarnada, que cirandou pela capital durante toda a semana.
Uma autêntica fusão de cheiros apoderou-se de mim quando entrei no mercado. Apesar de não ser um cenário estranho para mim, foi um regresso aos cheiros e sabores que me educaram.
Nenhum supermercado ou centro comercial cheira assim, as frutas e legumes frescos, que pareciam acabados de retirar da terra, o peixe fresco, o cheiro do pão acabado de sair do forno, e os ”sabores de África”, uma banca dedicada aos produtos africanos, reflexo da multiculturalidade que se evidencia no bairro. Basta andar poucos minutos na rua e facilmente nos deparamos com a diversidade de culturas: asiáticos, africanos, sul-americanos, que coabitam no mesmo espaço mantendo as suas origens e costumes, que enriquecem culturalmente o bairro. À saída, deparo-me com uma exposição ”Em defesa do elétrico”, que procura defender a continuidade daquele tradicional elétrico, símbolo típico de Lisboa e parte da identidade do bairro.
Uma identidade tantas vezes posta em causa! É disto que se faz Lisboa, a fusão entre o moderno e o antigo, não se fechando à inovação, mas mantendo as raízes de outros tempos. Não fosse uma das cidades mais bonitas do Mundo!
apborga@live.com.pt
Democracia ou totalitarismo, eis a questão! - antónio mário santos
» 2026-02-02
O resultado da primeira volta é esclarecedor. A direita neoliberal e social-democrata, dividida por três candidatos, saiu derrotada. A AD e a Iniciativa Liberal, os que mais sofreram: se Luís Marques Mendes soube assumir, com dignidade a derrota, João Cotrim Figueiredo demonstrou, de forma arrogante, a incapacidade duma perda absolutamente esperada, já que o centro-direita que a AD representa, nele, numa primeira volta, não votaria, e parte da sua base de apoio não liberal estava a ser disputada, nas redes sociais, pelo Chega. |
Primeira volta das Presidenciais - jorge carreira maia
» 2026-02-02
» Jorge Carreira Maia
As eleições de domingo, apesar de faltar ainda uma volta, têm vencedores e derrotados claros. Vencedores: António José Seguro. A sua vitória e votação, bem acima do expectável, tem um único protagonista: ele mesmo. |
Candidato à altura…
» 2026-01-15
» Hélder Dias
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Foi em legítima defesa!
» 2026-01-15
» Hélder Dias
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Heil Trump
» 2026-01-15
» Hélder Dias
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O teu petróleo ou a tua vida!
» 2026-01-15
» Hélder Dias
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Não há volta a dar. Não há volta a dar? - antónio mário santos
» 2026-01-14
» António Mário Santos
Não há volta a dar. Trump aplicou a doutrina Monroe e mais do que ela, segundo afirmou na conferência de imprensa sobre a captura de Maduro e de quem é quem no governo venezuelano. Os Estados Unidos da América irão governar, até haver uma transição, quando a considerarem, a seu interesse, possível. |
A esquerda e as presidenciais - jorge carreira maia
» 2026-01-14
» Jorge Carreira Maia
Olhemos para as eleições presidenciais. Mais especificamente, para as esquerdas e os seus candidatos, para comentar a estratégia de hara-kiri em que essas esquerdas parecem ser especialistas. Suicidar-se com honra, como velhos samurais caídos em desgraça perante o seu senhor. |
Silvester - carlos paiva
» 2026-01-14
» Carlos Paiva
A primeira corrida de S. Silvestre aconteceu no Brasil, em 1925. Assinala a data do falecimento de S. Silvestre, o trigésimo terceiro Papa, em 31 de Dezembro de 335. Foi durante o seu pontificado que terminou a perseguição romana aos cristãos. |
O primeiro orçamento deste novo ciclo autárquico é a prova dos nove - antónio gomes
» 2026-01-14
» António Gomes
Veremos o que aí vem, uma coisa é certa, orçamento que não olhe para o TUT e para o futuro da mobilidade urbana sustentável no território concelhio, assegurando um serviço de qualidade que passa, necessariamente, pelo aumento de autocarros a circular e alargando o seu âmbito territorial, não é um orçamento para o povo. |
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» 2026-01-15
» Hélder Dias
Candidato à altura… |
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» 2026-01-15
» Hélder Dias
O teu petróleo ou a tua vida! |
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» 2026-01-15
» Hélder Dias
Heil Trump |
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» 2026-01-15
» Hélder Dias
Foi em legítima defesa! |
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» 2026-02-02
» Jorge Carreira Maia
Primeira volta das Presidenciais - jorge carreira maia |