Warning: file_get_contents(http://api.facebook.com/restserver.php?method=links.getStats&urls=www.jornaltorrejano.pt%2Fopiniao%2Fnoticia%2F%3Fn-4046e5af): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /htdocs/public/www/inc/inc_pagina_noticia.php on line 148
Jornal Torrejano
 • SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Sábado, 15 Agosto 2026    •      Directora: Inês Vidal    •      Estatuto Editorial    •      História do JT
   Pesquisar...
Ter.
 37° / 22°
Períodos nublados
Seg.
 38° / 22°
Períodos nublados com chuva fraca
Dom.
 39° / 19°
Períodos nublados
Torres Novas
Hoje  32° / 19°
Períodos nublados
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Falemos de cultura e do que o município pode criar

Opinião  »  2026-03-22  »  António Mário Santos

Com alguma atenção, mas um certo sentido de distância, tenho seguido directamente as sessões destes primeiros meses da política municipal da Câmara de Torres Novas, presidida pelo Dr. José Manuel Trincão Marques.

Nas redes locais tem surgido, como informação municipal, um sem número de medidas, que motivam muitos links de gosto, com poucos de descontentamento. Mas, até o momento, publicidade tipo pescadinha de rabo na boca, que me não parece, em diferença, ultrapassar a face do supérfluo, embora tenha fugido à descarada e desonesta, da anterior edilidade socialista, sempre cheia de inaugurações e de fotografias dos ditos edis, que eram motivo de riso mais do que de siso, e contribuíram, na prática, pelo ricochete provocado, na subida eleitoral da AD e do Chega, com as adversidades que hoje se transformaram no seu dia a dia.

Creio que ainda não mereceu uma reflexão adequada, o problema da informação municipal, quer nas promoções das redes sociais, quer nos boletins informativos e na revista subsidiada, de má memória e mau gosto, com uma confusão de autonomia com apoios camarários e funcionários da mesma, mas de que ficou por se conhecer quanto custou, anualmente, a tentativa duma publicidade enganosa disfarçada de autonomia.

Nos tempos que se vivem, não se compreende uma informação municipal que não seja aberta, plural, incisiva, dialogante.

Se é positiva a emissão, em directo, das sessões públicas camarárias e das da Assembleia Municipal, já o mesmo se não pode dizer das diversas comissões camarárias, de que se não conhece, nem objectivos, nem a sua composição, quanto mais os projectos e deliberações.

Os actuais meios de comunicação deveriam permitir um contacto directo com o cidadão, abrir as futuras revistas municipais ao debate e à opinião pública, ter, inclusive, um conselho de redacção autónomo, onde estivessem e tivessem voz outras pessoas, que não só os técnicos municipais.

Se algo me fez, também, sempre confusão, foi o autismo do poder camarário ante a opinião pública da sua informação jornalística independente, centrada nos periódicos, Jornal Torrejano e o Riachense, já que a Rádio Local, subsidiada, se limitou a apologias do poder, com mínimas aberturas às oposições partidárias a às vozes discordantes. Compará-la com o que foi, quando havia programas diversos e plurais, na década de oitenta, é pura coincidência.

A indiferença, dos anteriores executivos de maioria socialista, para não escrever oposição, em relação ao jornalismo concelhio, não só esqueceu que, se foram autarcas, à implantação da democracia e ao fim da censura o deveram, como não cuidando duma informação plural, de denúncia do erro, dos abusos de poder, contribuíram para o regresso das extremas-direitas saudosas dos três Salazares, que no humor do cidadão riachense Joaquim Alberto, «o primeiro mandava prender os outros dois(porque) nunca há lugar para três ditadores ao mesmo tempo».

No campo cultural, educativo e associativo, a subsidiodependência foi transformando a criatividade a autonomia da imaginação e da irreverência artística numa dependência de obediência e aceitação do que defino por municipalização, já que a programação dependente dos sectores ligados àquelas áreas, congeminadas nos gabinetes, é estruturada sem a menor intervenção dos promotores ou dos cidadãos que, de forma voluntária e gratuita, têm mantido, nos sectores, efectiva colaboração.

Quando, sem a menor explicação, se transformou o prémio de poesia Maria Lamas, num de promoção de estudos sobre a mulher, com todo o respeito que a defesa da igualdade do feminino me merece, deu-se uma corte radical com uma tradição literária que no século passado teve nomes como Faustino Bretes, José Lopes dos Santos, padre Maya dos Santos, António Borga; mais tarde, José-Alberto Marques, António Lúcio Vieira, Pedro Barroso, Eduardo de Jesus Bento, Maria Sarmento, Hugo Santos, Alexandre Saldanha da Gama, Maria João Carvalho, Julião Bernardes (João Repolho), só para citar algumas da vozes mais conhecidas.

Onde estão os escritores de hoje? O que publicam? Como os trata o município? Como os divulga? Que encontros sobre literatura e arte preconiza? As antologias publicadas pelo Carlos Margarido, uma por mim, guardam autores e nomes que valorizaram, cada um à sua maneira, o concelho. Será que ficou tudo dito, metido na indiferença duma estante?

Também Torres Novas foi pioneira, e com provas dadas, na acção cultural dos seus colégios e escolas básicas e secundárias, criadores de Jogos Florais e duma imprensa estudantil, que nem sequer existe no Arquivo Histórico Municipal. Hoje, apenas uma página surge, do C+S dos Riachos, em o Riachense, quando um dos objectivos educativos marcantes com concurso nacional é o da divulgação nacional dos jornais das Escolas Básicas e Secundárias, pela sua importância na defesa do Português como língua escrita e na divulgação da imprensa como a forma mais importante da defesa da liberdade de opinião e de pensamento. Deixaram-se, concelhiamente, morrer?

Que pode fazer um município? Na minha opinião, muito. Mas, para isso, terá que, antes de programar, saber ouvir, conseguir dialogar. Fazer regressar a vida da comunidade aos gabinetes da intelectualidade burocrática dos departamentos do sector. Deixar-se de grandes festas com histórias mal-enjorcadas e virar-se para o que é o cerne da sua identidade: a capacidade criativa, nas diversas freguesias, dos seus munícipes. Transformar em festa o que são as suas verdadeiras pedras nucleares.

 

 

 

 Outras notícias - Opinião


Os nossos sonhos - joão carlos lopes »  2026-08-12  »  João Carlos Lopes

1. Tomar e Santarém vão ver os seus politécnicos passar a escolas politécnicas universitárias. Independentemente da lógica da medida, que já se esperava para atender a interesses corporativos e políticos, esta cosmética vai suscitar naturalmente novas dinâmicas a essa duas cidades.
(ler mais...)


A educação das massas »  2026-08-08  »  Acácio Gouveia

A esquerda tem uma explicação para a viragem à direita que tem assolado a Europa (e não só): a culpa é da governação da direita moderada que leva as massas, frustradas nas suas expectativas, a aderir ao discurso populista da extrema-direita.
(ler mais...)


Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades? »  2026-08-08  »  António Gomes

As justificações que o presidente da Câmara de Torres Novas tem apresentado para as dificuldades da governação local prendem-se, sobretudo, com a herança que encontrou.

“Estou a resolver casos com 20 anos e mais, se querem saber quais perguntem-me que eu digo.
(ler mais...)


Caderneta completa »  2026-08-08  »  Carlos Paiva

Torres Novas está prestes a completar a caderneta. Faltava o Mercadona, ele aí vem. Acontece sempre uma sensação de excitação e plenitude quando finalmente o cromo em falta se revela ao abrir a saqueta. Claro que a defesa do comércio tradicional, argumento de vendas em várias campanhas e discursos, foi defendido heroicamente.
(ler mais...)


Leituras de férias »  2026-08-08  »  Jorge Carreira Maia

Agosto, tempo de férias para muitos. Não tanto para mim, pois cheguei àquela fase da existência em que todos os tempos são de férias. Deixo, porém, algumas sugestões de leitura. Comecemos pela mais surpreendente.
(ler mais...)


É tempo de mudança »  2026-07-07  »  António Mário Santos

Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas.

Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público.
(ler mais...)


É só uma fase »  2026-07-07  »  Carlos Paiva

O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes.
(ler mais...)


Mundial de Futebol e Tour de França »  2026-07-07  »  Jorge Carreira Maia

Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos.
(ler mais...)


Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes »  2026-06-23 

É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro.
(ler mais...)


Julgam-se donos disto tudo »  2026-06-20  »  António Gomes

A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa.

É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2026-08-12  »  João Carlos Lopes Os nossos sonhos - joão carlos lopes
»  2026-08-08  »  António Gomes Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades?
»  2026-08-08  »  Acácio Gouveia A educação das massas
»  2026-08-08  »  Jorge Carreira Maia Leituras de férias
»  2026-08-08  »  Carlos Paiva Caderneta completa