Warning: file_get_contents(http://api.facebook.com/restserver.php?method=links.getStats&urls=www.jornaltorrejano.pt%2Fopiniao%2Fnoticia%2F%3Fn-162fb535): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 404 Not Found in /htdocs/public/www/inc/inc_pagina_noticia.php on line 148
Jornal Torrejano
 • SOCIEDADE-  • CULTURA  • DESPORTO  • OPINIÃO
  Sábado, 15 Agosto 2026    •      Directora: Inês Vidal    •      Estatuto Editorial    •      História do JT
   Pesquisar...
Ter.
 37° / 22°
Períodos nublados
Seg.
 38° / 22°
Períodos nublados com chuva fraca
Dom.
 39° / 19°
Períodos nublados
Torres Novas
Hoje  32° / 19°
Períodos nublados
       #Alcanena    #Entroncamento    #Golega    #Barquinha    #Constancia 

Ucranianos - acácio gouveia

Opinião  »  2022-03-08  »  Acácio Gouveia

"“É triste que haja portugueses a tentar branquear o nacionalismo russo."

“Aquele que diz uma mentira não calcula a pesada carga que põe em cima de si, pois tem de inventar infinidade delas para sustentar a primeira.”

Alexandre Pope

 

Escrito antes do dia da infâmia

 Permito-me recordar alguns dados históricos para complementar o artigo de Pedro Ferreira “Russians”, inserto no último número do JT.

Começo por discordar com a opinião da alegada falta de equidade dos media portugueses sobre a avaliação da crise ucraniana. Se é verdade que muitos diabolizam a Rússia, também tenho ouvido comentários em sentido contrário, nomeadamente por parte de João Soares, entre outros.

Curiosamente, o texto quase não se refere ao cerne desta crise - o diferendo Ucrânia/Rússia - focando-se no papel dos EUA e da OTAN como pretensos desestabilizadores e remetendo para a sombra a questão ucraniana.

As sucessivas várias invasões que a Rússia tem sofrido, vindas do Ocidente, desde a dos cavaleiros teutónicos, no século XIII, até a de há oito décadas atrás, pelos alemães, justificariam o receio por partes dos russos em relação à sua segurança. O passado pesa na visão do futuro. Contudo, nos dias de hoje, a invasão militar da Rússia só é concebível por imaginações delirantes ou retorcidas.

Por outro lado, a imagem de uma Rússia vítima de agressões no passado é só uma face da moeda. Basta recuarmos um século e podemos contabilizar algumas invasões cometidas pelos russos. Em 1939, a União Soviética, em parceria com os nazis, invadia a Polónia e não foi uma ocupação branda. Em Katin, os esbirros de Estaline chacinaram dezenas de dezenas de militares e quadros polacos. Logo a seguir, ainda nesse ano, foi a vez da Finlândia, que perdeu 10% do território. Como não há uma sem duas, após libertarem o seu território e expulsarem os nazis da Polónia, os soviéticos enforcaram os dirigentes polacos não comunistas e impuseram uma liderança da sua confiança. Em 1956, era a vez de a Hungria sofrer a invasão soviética em resposta a uma violenta revolta anti-soviética, que foi afogada em sangue. Em 1968, a Checoslováquia era ocupada por um quarto de milhão de efectivos soviéticos, apoiados por outros tantos de outros países do Pacto de Varsóvia.

Por seu lado os ianques, na sequência do desembarque em França e ofensiva pelo ocidente, não aproveitaram a ocasião para aniquilar os partidos comunistas dos países libertados. Veja-se o papel preponderante que estes partidos tiveram na vida política de França ou de Itália, nas décadas do pós-guerra. Quando a França de De Gaulle bateu com a porta e abandonou a estrutura militar da OTAN, não assistimos a uma qualquer invasão da pátria gaulesa por parte dos EUA.

Quero dizer com este recordatório histórico que entre as duas superpotências houve clara diferença na postura para com os países nas suas áreas de influência. Diferença essa que poderá explicar a ligeireza com que os países do defunto Pacto de Varsóvia e mesmo alguns estilhaços da URSS aderiram voluntariamente à OTAN e à EU.

Voltando ao cerne da questão e à sombra para onde se tenta remeter o outro termo deste conflito: a Ucrânia. É sabido que os ucranianos nutrem pelos seus vizinhos animosidade considerável. E porque será? Provavelmente, entre outras razões, por causa do Holodomor, a campanha de extermínio pela fome que, orquestrada por Estaline, matou mais de 3 milhões de ucranianos entre 1932 e 1933.

Oxalá Putin entendesse que os ucranianos também amam os filhos!

 

Escrito depois do dia da infâmia

 Quando a própria comunidade russa em Portugal se demarca da agressão perpetrada pelo regime de Putin, é deplorável que haja portugueses a esforçarem-se por legitimar a indefensável agressão imperialista contra um país soberano, só porque lhe desagrada o regime - democraticamente eleito – aí vigente. Quando milhares de cidadãos russos enfrentam corajosamente a repressão dos esbirros de Putin nas ruas das cidades russas, protestando contra esta campanha xenófoba, é triste que haja portugueses a tentar branquear o nacionalismo russo. Note-se que, protestar contra o governo nas ruas de Moscovo ou São Petersburgo, não é mesma coisa que fazer manifestações antiNato no Rossio ou na Time Square!

A brutal invasão da Ucrânia veio demonstrar que os países do centro da Europa e bálticos tinham boas razões para aderir à OTAN!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Outras notícias - Opinião


Os nossos sonhos - joão carlos lopes »  2026-08-12  »  João Carlos Lopes

1. Tomar e Santarém vão ver os seus politécnicos passar a escolas politécnicas universitárias. Independentemente da lógica da medida, que já se esperava para atender a interesses corporativos e políticos, esta cosmética vai suscitar naturalmente novas dinâmicas a essa duas cidades.
(ler mais...)


A educação das massas »  2026-08-08  »  Acácio Gouveia

A esquerda tem uma explicação para a viragem à direita que tem assolado a Europa (e não só): a culpa é da governação da direita moderada que leva as massas, frustradas nas suas expectativas, a aderir ao discurso populista da extrema-direita.
(ler mais...)


Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades? »  2026-08-08  »  António Gomes

As justificações que o presidente da Câmara de Torres Novas tem apresentado para as dificuldades da governação local prendem-se, sobretudo, com a herança que encontrou.

“Estou a resolver casos com 20 anos e mais, se querem saber quais perguntem-me que eu digo.
(ler mais...)


Caderneta completa »  2026-08-08  »  Carlos Paiva

Torres Novas está prestes a completar a caderneta. Faltava o Mercadona, ele aí vem. Acontece sempre uma sensação de excitação e plenitude quando finalmente o cromo em falta se revela ao abrir a saqueta. Claro que a defesa do comércio tradicional, argumento de vendas em várias campanhas e discursos, foi defendido heroicamente.
(ler mais...)


Leituras de férias »  2026-08-08  »  Jorge Carreira Maia

Agosto, tempo de férias para muitos. Não tanto para mim, pois cheguei àquela fase da existência em que todos os tempos são de férias. Deixo, porém, algumas sugestões de leitura. Comecemos pela mais surpreendente.
(ler mais...)


É tempo de mudança »  2026-07-07  »  António Mário Santos

Algo que deveria fazer parte da agenda de quem quer seguir a carreira política: não descer ao facilitismo de promessas.

Muitas vezes, quando a inexperiência ainda não carreou o cimento necessário à estabilidade da actividade política, tenta-se acreditar que basta uma atitude mais assertiva para o que se encontra há muito emperrado ceder à pressão da urgência do desbloqueio, já que a sua manutenção, sem fim à vista, cria uma atitude de protesto e desagrado populacional, e gera um sem número de interrogações, onde os quem, os porquês, se misturam num diz-se diz-se dificilmente removíveis do desencanto público.
(ler mais...)


É só uma fase »  2026-07-07  »  Carlos Paiva

O ciclo de vida de uma área de negócio (empresa, departamento, produto) compreende cinco fases: desenvolvimento, crescimento, maturidade, declínio e extinção. Algures durante a fase de maturidade é onde se deve intervir, com o objectivo de evitar as duas fases seguintes.
(ler mais...)


Mundial de Futebol e Tour de França »  2026-07-07  »  Jorge Carreira Maia

Dois grandes acontecimentos desportivos: o Mundial de Futebol e o Tour de França, a começar dia 4. Não vou escrever sobre nenhum deles, nem sequer sobre o desempenho de Portugal, de que só conheço o da fase de grupos.
(ler mais...)


Rio Almonda: uma masturbação torrejana - joão carlos lopes »  2026-06-23 

É só uma questão de fazermos comparações: o que falta para aí é equipas de três ou quatro pessoas a fazer tarefas inúteis ou para encher pneus, e ninguém se sobressalta. Pessoas que não têm culpa nenhuma, é claro.
(ler mais...)


Julgam-se donos disto tudo »  2026-06-20  »  António Gomes

A luta que as populações travam contra a localização da fábrica de biometano em Árgea, ou noutras localidades de Portugal ou mesmo da Europa, é uma luta justa.

É uma luta em defesa da sua vida em comunidade, pela sua segurança, pelo seu futuro, pela sua qualidade de vida, pela sua saúde.
(ler mais...)

 Mais lidas - Opinião (últimos 30 dias)
»  2026-08-12  »  João Carlos Lopes Os nossos sonhos - joão carlos lopes
»  2026-08-08  »  António Gomes Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades?
»  2026-08-08  »  Acácio Gouveia A educação das massas
»  2026-08-08  »  Jorge Carreira Maia Leituras de férias
»  2026-08-08  »  Carlos Paiva Caderneta completa