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O (de) mérito de Chicão

Opinião  »  2020-02-07  »  Ana Lúcia Cláudio

"Nós por cá vamos dando, orgulhosamente, o exemplo, também no que a questões de paridade respeita"


A questão da paridade e da (pouca) intervenção das mulheres na política voltou à ordem do dia, na sequência da eleição do novo presidente do CDS. O jovem Chicão, que, curiosamente, veio ocupar o lugar deixado vago pela primeira mulher-presidente na história do partido – Assunção Cristas –, encabeça uma Comissão Política em que nos 59 nomes que a integram existem apenas seis mulheres. “Não há mulheres na direcção de Chicão”, lê-se em parangonas na imprensa nacional.

É de lamentar este retrocesso num caminho que parecia estar já a avançar na direção certa, em Portugal e na Europa, com as mulheres a assumirem cada vez mais lugares de relevo na política e na sociedade. Veja-se a actual Comissão Europeia, presidida pela primeira vez por uma mulher a encabeçar um colégio de comissários quase paritário.
Na primeira entrevista depois de eleito, Chicão foi confrontado por Miguel Sousa Tavares, de forma directa e ao seu estilo, sobre este facto: "Não gosta de mulheres?", disparou. Após algum desconforto com a questão, o presidente do CDS avançou com uma justificação infeliz para esta quase ausência feminina, ao afirmar que foi o possível no pouco tempo de que dispôs, tendo o critério usado sido o do “mérito”.

“Mérito”! Tem sido sempre este o argumento invocado pela facção masculina que nunca viu com bons olhos as quotas para mulheres na política. A escolha não deve basear-se no género mas no “mérito”, dizem. Isto significaria que nunca houve historicamente o mesmo número de mulheres com “mérito”. E que foi a falta de “mérito” que justificou que a política tenha nascido e crescido como um feudo masculino. O motivo é obviamente outro. A política nasceu e cresceu em reuniões entre grupos de amigos-homens que se encontravam em cortes, tertúlias, praças públicas e demais espaços para discutir as questões da governação. As mulheres estavam onde? Em casa, a garantir a continuidade das famílias, sendo responsáveis pela educação, saúde e bem-estar das mesmas. E esta ocupação das mulheres, e sobretudo das mulheres-mães, sempre foi um obstáculo a que elas participassem mais na vida política.

As coisas mudaram. É verdade. A promoção da igualdade, a divisão de tarefas e o Estado a assegurar um leque de serviços que as libertaram das suas funções tradicionais, contribuíram para uma maior disponibilidade das mulheres para começarem a intervir na vida pública. Só que os lugares, esses, já estavam ocupados e havia pouca vontade de os ceder. Só as quotas podem fazer esta inversão. Foi assim nos países nórdicos, mais avançados nestas realidades, e terá que ser assim em todos os outros. Porque se o “mérito” é sem dúvida o principal critério o mesmo só poderá ser avaliado de forma justa se forem dados a todos e a todas as mesmas condições.

Nós por cá vamos dando, orgulhosamente, o exemplo, também no que a questões de paridade respeita. Se olharmos para a actual Comissão Política do PSD de Torres Novas, recentemente eleita, verificamos que as mulheres estão em maioria, representando 7 dos quinze elementos eleitos.
P.S. Não sou fã de diminutivos, pseudónimos ou alcunhas. Mas neste caso, Chicão parece-me perfeito.

 

 

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