|
Ponte militar já custou mais
de 180 mil euros aos cofres
da Câmara de Torres Novas
O aluguer da ponte militar provisória já
custou ao Município de Torres Novas cerca de 35 mil contos. Instalada para
dar apoio às obras do jardim das rosas, foi ficando, já que a biblioteca há
muito deveria estar também inaugurada. Não foi assim. Tudo se atrasou, mas
as facturas de mais de 3000 euros mensais continuam a chegar à Câmara.
Mais de 180 mil euros foram já
gastos pelo Município de Torres Novas no pagamento do aluguer da ponte
militar sobre o rio Almonda, que se encontra junto às piscinas municipais.
Ali instalada desde Maio de 2003, a ponte militar foi "provisoriamente"
colocada para apoio às obras de construção do jardim das rosas. Previa-se o
transporte de máquinas pesadas e era necessária uma alternativa para a
aproximação das máquinas à zona a ser intervencionada. Previa-se igualmente
que a ponte ali estivesse durante 15 meses também para apoio, mais tarde, às
empreitadas das piscinas e biblioteca.
Mais de três mil euros mensais
(600 contos na moeda antiga) foi o valor acordado para o aluguer do
equipamento à Escola Prática de Engenharia de Tancos, proprietária da ponte.
Destes, metade era inicialmente suportado pelo município e outra metade pela
empresa Vibeiras, responsável pelas obras do jardim. Terminado e inaugurado
o jardim das rosas (em 22 de Novembro de 2003) e passados cinco anos sobre a
sua instalação, que custou só de transporte e aplicação, 4972 euros, a ponte
é da responsabilidade, única e exclusivamente, da Câmara.
Em Novembro de 2005, já cumpridos
os 15 meses estipulados para a permanência da ponte em Torres Novas, a
Câmara aprovou o prolongamento do prazo até final de 2005. A meio do ano de
2008 a ponte mantém-se e, com ela, mais essa despesa.
As obras da biblioteca também
ainda decorrem, é certo, mas entretanto, a empresa que partilhava as
despesas da ponte já concluiu o trabalho há muito. Com a conclusão do
trabalho, o valor do aluguer da ponte passou inteiramente para o Município
que paga, desde o final do ano de 2003, mais de três mil euros mensais pela
ponte. É só fazer as contas. Durante seis meses a Câmara pagou mais de 1500
euros por mês para sustentar a ponte e nos restantes quatro anos e 7 meses,
tem pago 3 mil euros por mês. Valores que todos somados (e arrendondando as
despesas para 1500 e 3000 euros, porque os valores reais são superiores),
dão qualquer coisa como 174 mil euros ( 35 mil contos na moeda antiga), uma
despesa de 36 mil euros por ano.
Com o fim das obras da biblioteca
- por estes meses espera-se - e com a construção da ponte projectada para
junto da esplanada da avenida e que deverá substituir a ponte militar,
deixarão de existir justificações para manter este gasto exagerado. Três mil
euros por mês ajudarão, certamente, à poupança tantas vezes apregoada pelo
Município.
Inês Vidal |