Cerca de 50 mil pessoas terão passado pela feira quinhentista que decorreu na semana passada em Torres Novas, entre os dias 3 e 6 de Maio. Sob o tema o ”Dote da Princesa”, o certame recriou na cidade do Almonda o século XVI, através de diversas actividades como representações teatrais, música e dança. Inserido na iniciativa ‘Memórias da História’, iniciada há mais de dez anos pela câmara de Torres Novas, e há três âmbito de uma candidatura ao QREN, a iniciativa pareceu, este ano ainda, mais apurada, com novos cenários e figurinos.
O castelo, com uma área envolvente muito bem aproveitada, e a praça 5 de Outubro, foram os palcos principais do evento, que se estendeu ainda ao largo do Salvador.
Pela primeira vez foi introduzida a modalidade de bilheteira, justificada pela autarquia como necessária para permitir que o evento ganhe sustentabilidade e se mantenha no futuro. O tempo ameaçou estragar a festa, fez cara feia na quinta e sexta-feira, mas no fim-de-semana pôs-se bom e ajudou à fruição dos espectáculos.
Na primeira edição das representações antigas, em 2010, Torres Novas revisitou o período manuelino e, em 2011, voltou a ‘receber’ o pequeno Afonso V para as Cortes de 1438.
Feirante critica organização
O JT teve conhecimento de que uma feirante que, já com lugar atribuído e caução paga, se queixou da organização, que não ajudou a criar as condições necessárias para que pudesse montar a sua banca, na zona oeste do castelo.
Fernanda Moreira disse que não havia condições de acesso para levar a viatura à zona da sua banca, tendo dois elementos da organização reencaminhado a feirante para o teatro Virgínia, mas o caso, segundo diz a queixosa, não foi solucionado. Com efeito, apresentou queixa na PSP, ficou sem os 20 euros de caução e não participou na feira.