Agora, diz a câmara de Torres Novas, há um novo acordo com os bombeiros que, segundo o presidente do município, é o resultado de um consenso entre as partes. O documento, salientou António Rodrigues, está no entanto condicionado à regulamentação da lei dos compromissos e, se houver enquadramento, o protocolo será aprovado pela câmara, disse na assembleia municipal extraordinária que se realizou no dia 2 de Maio. ”Se a lei viabilizar, o acordo fica de pé”, garantiu.
O acordo, segundo disse, foi conseguido à mesa, num restaurante, e estipula que a câmara transfira 7.500 euros por mês, havendo o compromisso de Rodrigues que, sempre que haja capacidade financeira, a transferência ascenderá aos 20 mil euros. O acordo prevê ainda cedência de um terreno para o novo quartel, tendo António Rodrigues salientado o esforço que tem feito para tentar encontrar financiamento comunitário para o novo equipamento.
A comunicação feita por Rodrigues durante a assembleia municipal extraordinária deixou, de alguma forma, baralhada mas não convencida a oposição, bem como alguns membros da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntário Torrejanos (AHBVT) que se encontravam na sessão. BE, CDU e PSD defenderam uma renegociação dos protocolos em vigor desde 2008, uma vez que a câmara não tem conseguido cumpri-los, tendo o BE apresentado uma recomendação à câmara, que foi chumbada por larga maioria. No documento, o BE pedia ao executivo que na próxima revisão orçamental, 25 por cento da verba incluída em reservas legais seja adstrita à dívida que o município tem com os bombeiros.
Rodrigues diz que o mais recente acordo ”mete no bolso” qualquer proposta e os socialistas criticaram a oposição por não referir que a dívida do Estado também contribui para a situação difícil da associação humanitária.
José Luís Jacinto (PSD) criticou o executivo por não ter renegociado os dois protocolos assinados no dia 5 de Outubro de 2008, tendo em conta que houve situações que se alteraram desde então e reiterou que a lei dos compromissos não serve de desculpa para com a dívida que está em atraso, podendo eventualmente interferir no que se passe daqui para a frente.
A CDU defende que problemas pessoais existentes sejam ultrapassados e que se chegue a um consenso relativamente ao valor da dívida – que segundo os bombeiros é de mais de 300 mil euros e segundo a câmara é de 152 mil –, para que se renegoceiem os protocolos.