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CDU quer programa de
reabilitação
do centro histórico mais atractivo
A CDU, através do vereador na Câmara
Municipal de Torres Novas, João Pereira, apresentou na sexta-feira, dia 6 de
Junho, algumas propostas que gostaria de ver integradas no programa de
reabilitação do centro histórico – CHERE (Centro Histórico em Reabilitação
Estratégica).
Recorde-se que o CHERE foi apresentado
publicamente a 11 de Fevereiro pelos eleitos socialistas na câmara e, nos
tempos que se seguiram, aprovado pela câmara e assembleia municipais.
Previa-se à data que o regulamento do programa fosse elaborado durante o mês
de Fevereiro e que, o mais tardar, de acordo com António Rodrigues, no final
de Março o programa estivesse a funcionar. A filosofia do CHERE passava, de
forma genérica, pela reabilitação não só urbana como social dos centros
históricos de Torres Novas e Lapas, através do apoio financeiro, técnico e
jurídico por parte da Câmara, aos municípes interessados em investir nas
zonas em questão.
Atrasado, até ver o programa ainda não deu
frutos.
A CDU vem agora deixar algumas sugestões a
que Rodrigues, durante a apresentação do projecto, se mostrou receptivo.
Pretende a coligação que o CHERE seja, de facto, um motivo de atracção à
fixação de novos habitantes pelo que, para tal, deverão estar os apoios bem
dirigidos e acautelados para assumir, efectivamente, um papel importante na
recuperação dos centros.
Um dos primeiros pontos focados nesse
documento assinado por João Pereira é a constituição de uma comissão de
acompanhamento para a recuperação dos centros. Uma medida já aprovada pela
câmara há precisamente dois anos, mas que nunca saiu do papel. A criação de
um gabinete ténico de acompanhamento de todos os projectos candidatos ao
apoio, bem como que estes sejam considerados prioritários, são outras das
propostas da CDU, que quer ainda muito mais: "Que a apresentação de
candidaturas não tenha qualquer prazo estipulado, que os apoios sejam
estendidos à aquisição e não só ao arrendamento, que o apoio deve ser dado
aos jovens e casais jovens, independentemente de terem ou não filhos", são
outras das alterações que a coligação gostaria de ver neste projecto.
Defende ainda a CDU que o critério de
atribuição de apoio financeiro não deverá passar pela área de construção,
mas sim pelo seu valor e pela própria qualidade da construção e que o apoio
às pessoas colectivas deverá variar em função do volume de negócios.
O associativismo, segundo a coligação,
deverá constar das actividades merecedoras de apoio e a autarquia deverá
mesmo, como se pode ler no documento, disponibiliar uma verba para apoiar
projectos das colectividades do concelho, que visem a dinamização do centro.
Outras propostas constam do documento apresentado na Câmara: "Propomos que
no caso dos edifícios classificados, o montante de 20 mil euros possa ser
excedido, podendo o apoio a conceder ir até 15 por cento do total da obra.
Consideramos que deve ser revista a imposição de só poderem candidatar-se
pessoas singulares ou colectivas sedeadas no concelho e que deve ser
retirada do documento a imposição de que as pessoas que tenham rendimentos
inferiores a 5 mil euros anuais, mediante prova, não se podem candidatar aos
apoios à recuperação".
A exigência de uma garantia bancária, já
antes contestada pela CDU, volta a ser um dos pontos de discórdia:
"Consideramos que a obrigatoriedade de apresentação de uma garantia bancária
é excessiva, uma vez que além de ser difícil de conseguir é cara. Poderá
mesmo inviabilizar o objectivo do programa – a reabilitação". Ficam algumas
dúvidas, de acordo com a coligação, sobre o apoio ao arrendamento,
defendendo João Pereira que "os apoios deviam ter plafons em função dos
rendimentos". A última proposta da CDU passa pela criação de um cartão de
residente do centro histórico que confira aos residentes, benefícios nos
equipamentos desportivos e culturais do Município, assim como nos
transportes urbanos.
Inês Vidal |